Jogos de estratégia

NOTA tt
8.3

Review Civilization: Beyond Earth

Continue a conquistar recursos e glórias com a sua Civilização, em Civilization Beyond Earth! Confira o review completo do game para PCs.

Felipe Velloso
por
em

Civilization Beyond Earth é o sucessor do último jogo da franquia de simuladores e estratégia. Ele tenta responder o que aconteceria depois que a sua civilização cruza a barreira do século XXI? No novo jogo da Firaxis, oito facções tentam colonizar um novo planeta, tentando que lidar com todo tipo de problema enquanto eles buscam se tornar a mais bem sucedida civilização espacial. Confira agora a análise do divertido game!

Conheça melhor Civilization V

Civilization: Beyond Earth tem belos cenários para jogar (Foto: Divulgação)Civilization: Beyond Earth tem belos cenários para jogar (Foto: Divulgação)

Esta não é a primeira vez que Civilization ganha uma continuação desse tipo. Na década de noventa, o ultra bem sucedido Civilization II ganhou um título similar batizado de “Alpha Centauri”, nele os jogadores continuavam a narrativa do jogo original entrando no território da conquista espacial. A versão futurista do clássico da Firaxis foi um absoluto sucesso e os fãs esperaram por quase 20 anos para receber um jogo parecido.

Beyond Earth promete finalmente ser a resposta para estes admiradores, funcionando também como uma continuação direta de Civilization V, e se valendo de todos os sistemas e estruturas que apareceram neste game e nas suas diferentes expansões. Coisas como espionagem e rotas de comércio voltam no jogo futurista como incrementos que deram certo para os jogadores.

Aliens podem lhe atacar a qualquer momento (Foto: Reprodução)Aliens podem lhe atacar a qualquer momento (Foto: Reprodução)


Começando uma Civilização

Ao contrário dos jogos anteriores, Beyond Earth, como o título já deixa claro, começa após a Terra. Nosso querido planeta acabou se tornando inabitável por um erro cometido pela humanidade, o que forçou os diferentes grupos políticos terrenos de procurarem um novo local para viver.

O planeta de Mandira acabou sendo escolhido como o possível sucessor de nossa Terra natal. Apesar de uma paisagem aparentemente paradisíaca, a superfície é toda ocupada por um gás tóxico, além de diferentes tipos alienígenas hostis, que acabam cumprindo aqui a função dos bárbaros dos jogos anteriores. Tudo isso torna a exploração uma tarefa muito mais complexa e difícil, onde  suas unidades vão perder energia de maneira continua enquanto se deslocam pelo novo planeta.

Ao começar um jogo você deverá escolher também entre as diferentes facções humanas. Cada uma com suas vantagens e desvantagens. Uma das opções é chamada de “Brasília” e representa uma nação unificada que abrange os diferentes povos latino-americanos. Cada uma destas facções vai lhe dar um bônus diferente e bastante importante. No caso brasileiro, nossas unidades possuem 10% a mais de força nos combates com unidades melee.

Cada Civilização tem o seu respectivo líder (Foto: Reprodução)Cada Civilização tem o seu respectivo líder (Foto: Reprodução)

Depois de determinar quem é o seu patrocinador, você deverá escolher os tipos de colonos que embarcarão na sua nave. Entre artistas, engenheiros, refugiados e etc, assim como no caso da facção, cada uma destas escolhas lhe traz diferentes vantagens.

O jogo ainda lhe dá mais três variáveis para escolher, como é a sua nave (qual é a sua habilidade especial), o que você trouxe como carga e que tipo de planeta você vai pousar. Todas estas escolhas, permitem que o seu jogo de Beyond Earth seja sempre único para você.

Assim como as ideologias presentes em Civilization Brave New World, o novo jogo traz esta mecânica para o centro de seu desenvolvimento como sociedade, fazendo com que a sua civilização possa se desenvolver a partir de três afinidades: Harmony, onde o objetivo é se mesclar ao mundo em que você acaba de desembarcar, domando as espécies locais e se adaptando com harmonia ao seu meio ambiente.

Os poderes da sua nave podem ser muito úteis (Foto: Reprodução)Os poderes da sua nave podem ser muito úteis (Foto: Reprodução)

“Purity” tem como objetivo a recriação da própria Terra, tentando transformar todos os aspectos do mundo alienígena para fazer um novo lar para a humanidade. Por fim,  “Supremacy”, é a opção mais tecnocrática das três onde o objetivo é evoluir a condição humana e transcende-la para que se alcance a preservação de nossa “memória” sob qualquer ambiente do universo.

A jogabilidade

A verdade é no quesito jogabilidade pouca coisa realmente mudou entre Civilization V e Beyond Earth. Se levarmos em conta as expansões então, é até mesmo possível dizer que o novo jogo não traz nenhuma novidade ao pleito exceto em termos de cenário. Ouro pode ter virado energia, os bárbaros alienígenas, mas pouca coisa realmente faz diferença nesse sentido.

É importante mencionar duas mudanças negativas que conseguimos constatar no game espacial da Firaxis. A primeira delas é que as cidades se tornaram muito fáceis de serem tomadas, de maneira que é possível que determinadas cidades troquem de mãos todos os turnos. O problema é mais chato do que qualquer outra coisa, já que ele acaba ocorrendo com todas as civilizações e não torna o jogo menos balanceado. Ainda sim, é sempre desconcertante ver uma pequena tropa controlando uma cidade inteira com facilidade.

As diferentes facções podem lutar ou se aliar a você (Foto: Reprodução)As diferentes facções podem lutar ou se aliar a você (Foto: Reprodução)

O segundo problema do jogo é o foco no militarismo, ainda que existam outros tipos de vitória em Beyond Earth, toda a diversidade cultural e artística de Civilization V parece ter sido perdida no novo título. Unidades e missões ofensivas tomam a dianteira aqui, no que parece ser uma reedição de Civilization Warlords.

Apresentação

Em termos visuais, Beyond Earth mantém a bela qualidade gráfica da série, com a chance de ser um pouco mais inventivo com seus visuais graças à presença de elementos futuristas, além da biologia alienígena do planeta, que traz dezenas de criaturas diferentes e interessantes para o jogo.

Apesar disso, o visual não é de forma alguma o foco de Beyond Earth, e jogadores com computadores menos potentes poderão aproveitar muito bem o game mesmo em configurações mínimas.

O jogo apresenta uma boa variedade de unidades (Foto: Reprodução)O jogo apresenta uma boa variedade de unidades (Foto: Reprodução)

A música não tem o viés tão futurista do jogo, se assemelhando mais as trilhas da maioria dos jogos da série, com uma qualidade atemporal que casa muito bem com a jogabilidade do título.

Conclusão

Civilization: Beyond Earth não traz tantas novidades para os jogadores de Civilization V. No entanto, isto não é necessariamente algo ruim, dada à qualidade do título mais recente da Firaxis. A adição de elementos futuristas, cenários e facções novas pode ser tudo que os fãs da série desejam. Para os que não jogaram o game anterior, Beyond Earth representa o melhor dos mundos por conter os principais elementos do jogo principal e suas respectivas expansões.


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Nota TechTudo

NOTA tt
8.3
Gráficos
8
Jogabilidade
9
Diversão
8
Som
8

Prós

  • Jogabilidade capaz de ganhar complexidade com a experiência
  • Sua facção é única devido as diferentes opções de escolha
  • Visual interessante com design criativo

Contras

  • Pouca inovação diante de Civilization V
  • Cidades muito fáceis de serem tomadas
  • Pouca ênfase a aspectos culturais e artísticos
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