Jogos de aventura

NOTA tt
8.0

Review D4: Dark Dreams Don’t Die

Na pele de um conturbado detetive, procure respostas para desvendar o misterioso assassinato de sua esposa. Confira a nossa análise!

Victor Alcaíde Teixeira
por
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D4: Dark Dreams Don’t Die é um jogo exclusivo de Xbox One que foi criado para explorar todos os recursos do Kinect. Dirigido por Hidetaka Suehiro (vulgo “Swery65″) - conhecido pelo aterrorizante Deadly Premonition -, em D4, você assume o papel de David Young, um ex-policial que precisa desvendar o assassinato de sua mulher. Para saber se vale investir na nova aventura da Access Games, confira a nossa análise completa.

D4: Dark Dreams Don’t Die levará suspense ao Xbox One através do kinect 

D4: Dark Dreams Don’t Die (Foto: Divulgação)Com D4: Dark Dreams Don’t Die, explore todos os recursos do Kinect. (Divulgação)



O misterioso “D”

A história é recheada de mistérios. No game, você conduz David Young, um ex-policial que abandonou a carreira para investigar a enigmática morte de sua mulher, carinhosamente apelidada de Pequena Peggy.

D41 (Foto: D41) David Young é um ex-policial que abandonou a carreira para investigar a enigmática morte de sua mulher. (Divulgação)

Após o ocorrido, Young dedica cada segundo de sua vida para desvendar o caso e, para piorar, ele possui apenas duas pistas deixadas por sua esposa: a letra “D” e a amostra de uma droga conhecida como “Sangue Real”. No decorrer da trama, David descobre exatamente quais lugares precisa vasculhar, já que ele possui uma habilidade de enxergar objetos importantes nas cenas do crime.

d43 (Foto: d43)Young consegue enxergar objetos importantes nas cenas do crime. (Divulgação)

Ao tocar em uma evidência - conhecida como memento -, o investigador pode viajar no tempo para buscar respostas. Explorar os ambientes é uma tarefa bem divertida, visto que você é capaz de encontrar explicações sobre a personalidade forte do protagonista, além de saber mais sobre o relacionamento íntimo dele com Peggy.

Vasculhando os ambientes com as próprias mãos

Logo nos primeiros minutos, você vai notar uma jogabilidade bem parecida com renomadas produções da Telltale, como The Walking Dead e The Wolf Among Us. Mesmo seguindo uma mecânica point n’click, o jogador pode facilmente explorar todos os ambientes através de gestos e movimentos do corpo.

d44 (Foto: d44)D4: Dark Dreams Don’t Die proporciona momentos marcantes. (Divulgação)



Devido às capturas imprecisas do Kinect, examinar todas as localidades com as próprias mãos pode ser pouco frustrante. Apesar disso, o jogo proporciona momentos marcantes e intensos, como os agradáveis combates em que você deve praticar movimentos nas horas corretas.

D4 é o game que explica da melhor forma os recursos do Kinect no console mais recente da Microsoft. Há uma boa variedade de ações e, para interagir com os objetos, você sempre vai precisar executar movimentos diversificados. Caso você esteja cansado de ficar com as mãos levantadas, é possível optar pelo controle. Dark Dreams Don’t Die também funciona bem em um joystick, mas a jogatina acaba se tornando mais monótona e repetitiva nos botões.

Vizinhança bizarra

Um dos destaques é a sua veia humorística, característica marcante das obras de Swery65. Felizmente, todas as frases foram perfeitamente adaptadas ao nosso idioma.

d45 (Foto: d45)D4 é recheado de personagens bizarros. (Divulgação)

Para trazer o assassino de sua esposa à justiça, David necessita da ajuda de outros personagens bizarros. Um exemplo disso é Amanda, a bela vizinha do detetive que anda pelos cenários com uma fantasia de mulher-gato. Forrest Kaysen, chefe da BPD Narcotics Taskforce, também é uma peça fundamental para o desenrolar da trama.

Durante a jogatina, você pode conquistar créditos para personalizar o visual de Young e seus parceiros. É possível ainda aumentar pontos de visão, vida e vigor. Lembre-se de que sem os respectivos pontos, você não poderá explorar os ambientes nem confrontar determinado inimigo. Afinal, não haverá energia suficiente.

Uma psicodélica história em quadrinhos

d41 (Foto: d41)O caso de Peggy perturba os sonhos do detetive (Divulgação)

Para criar um visual bem interessante, o game usa e abusa da técnica Cel Shading, lembrando os traços vistos nos quadrinhos. As cores vibrantes também contribuem para climatizar um mundo misterioso, sobrenatural e psicodélico. Além disso, a aventura de David não sofre nenhuma queda na taxa de frames e tudo flui muito bem.

Conclusão 

Dark Dreams Don’t Die é o título que faltava para completar a sua biblioteca de jogos para Xbox One. Projetado para ser um game que explora o Kinect como ninguém, o game oferece uma história intrigante, repleta de reviravoltas e com uma boa dose de humor. D4 é estranhamente viciante. 


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Nota TechTudo

NOTA tt
8.0
Gráficos
9
Jogabilidade
8
Diversão
8
Som
7

Prós

  • - Visual estilo HQ
  • - História envolvente e repleta de reviravoltas
  • - Faz bom uso do Kinect
  • - Personagens bizarros
  • - Diálogos em português

Contras

  • - Repetitivo demais
  • - Joystick ruim
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