Jogos de ação

NOTA tt
7.5

Review Daylight

Daylight consegue criar uma atmosfera digna de um game de terror no PC e PS4. Infelizmente, não consegue alcançar sua proposta de variedade e grandes possibilidades. Leia a análise completa!

Tais Carvalho
por
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Daylight é um jogo de horror para Windows e PlayStation 4 em que sua única arma é um telefone celular. Bastante similar a outros jogos do gênero, como Amnesia e Outlast, os jogador precisa se defender em um ambiente hostil e escuro sem praticamente nenhuma defesa. Confira nossa análise e saiba o que esperar desse novo título de terror:

Daylight é o primeiro jogo de horror com gráficos de nova geração; veja vídeo

Daylight (Foto: Divulgação)Daylight (Foto: Divulgação)


Uma luz no fim do corredor

Daylight começa em um ambiente típico de jogos de terror: um hospital abandonado. A protagonista, que não lembra quem é ou como chegou ali, conta apenas com a lanterna de um celular para se orientar pelo caminho. Ao começar seu trajeto pelos corredores do hospital, a personagem se vê presa em um ambiente hostil e tomado pela escuridão, onde gritos e objetos se movem a todo o momento, sem controle.

E é nesse cenário que começa Daylight, o novo título de terror da Zombie Studios. Sua ambientação e efeitos sonoros se complementam para criar um cenário assustador, com ótimos elementos e uma boa dose de sustos para deixar alerta qualquer jogador. Seu grande diferencial em relação a outros jogos como Outlast são seus cenários gerados de forma aleatória.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)

Os cenários são gerados de forma diferente a cada momento e jogada. Ou seja, tudo será diferente caso você queira jogar de novo. Os corredores e portas mudarão de lugar, assim como os sustos que vão surgir pelo caminho. Deixando toda a jogabilidade mais dinâmica e emocionante. Pelo menos essa era a proposta inicial do jogo.

Infinitos corredores, poucas possibilidades

Os primeiros momentos do jogo são de tensão, quando a protagonista inicia sua jornada para escapar do terrível hospital. Os corredores que parecem intermináveis, os sons, gritos e fantasmas rendem bons sustos pelo caminho. Mas depois de uma ou duas horas de jogo, muitos detalhes começam a deixar a desejar e acabam se tornando repetitivos.

Os cenários gerados aleatoriamente são simples. Corredores muito parecidos formam verdadeiros labirintos que o jogador precisa decifrar para escapar. Apesar da proposta de variedade e dificuldade, os cenários se tornam muito iguais ao longo do jogo, seja dentro do hospital, da prisão ou até mesmo na floresta. Basta abrir todas as portas que ver pela frente para rapidamente encontrar a saída, sem grandes dificuldades.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)


Uma personagem mais perdida que sua memória

A sensação que o jogador tem é de realmente estar perdido no escuro, mas não de uma forma positiva para a jogabilidade. A protagonista não conta com armas, mas possui outras fontes de luz e até mesmo sinalizadores para espantar fantasmas e criaturas malignas. Acionar qualquer um desses itens é fácil e rápido, e não há grandes dificuldades para enfrentar criaturas, principalmente ao correr. O jogador tem muito mais chances de se perder nos corredores do que morrer. E as criaturas parecem mais impotentes do que a própria protagonista.

Sua narrativa também não é muito profunda, o que dificuldade a identificação com a personagem principal, a qual não vemos o rosto. Sarah, como passa a ser chamada por uma misteriosa voz no celular, tem reações bem atrasadas aos eventos que acontecem no jogo. A protagonista demora a reagir a gritos e sustos, ou às vezes reage a sons que somente ela consegue ouvir. Esses detalhes vão quebrando o clima de terror a medida que o jogador vai avançando os cenários e começa a desmanchar a detalhada ambientação de Daylight.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)

Para progredir durante o jogo, a protagonista precisa encontrar uma série de documentos com detalhes assustadores sobre o hospital e o outros cenários do jogo. Usando um bastão de luz florescente ela pode identificar as pistas que brilham no escuro e usá-las para conseguir objetos que abrem portas especais. Além de uma série de puzzles simples para atravessar de uma sala para a outra.

E é através desses documentos que o jogador vai juntando as peças do quebra-cabeça para desvendar a história. Infelizmente, eles não são suficientes para compensar as poucas possibilidades de exploração e ao mistério final quando as peças finalmente se unem. A própria ação de percorrer os corredores em busca dos documentos, itens e logo após as portas se torna muito repetitiva. A cada cenário o jogador abre novas portas, encontra mais pedaços de papel e procura um novo item para liberar uma nova área.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)

Já a jogabilidade não deixa a desejar. Apesar da repetição de eventos, a personagem possui movimentos fluídos e rápidos, seja com o mouse e teclado ou o controle. Sarah não pode pular, mas pode arrastar objetos, subir neles e correr rapidamente pelos corredores enquanto abre portas. Suas mãos reagem aos sons e reflexos, dando mais realidade a ambientação como um todo.

A beleza da escuridão

Ainda que a jogabilidade vá se tornado repetitiva, seus cenários merecem destaque e até mesmo compensam alguns desses detalhes. Os ambientes são detalhados e a iluminação cria toda uma personalidade para Daylight. O que é uma pena, já que o jogo consegue criar um cenário realmente assustador, mas sua ambientação e jogabilidade pecam ao ponto de transforma-lo em mais um dos elementos repetitivos do jogo.

A iluminação é realmente caprichada, isso sem falar nos efeitos antes e depois das aparições dos fantasmas e criaturas, fazendo qualquer um se arrepiar. Até mesmo os detalhes desenhados da mão da protagonista reforçam esses detalhes, tanto na versão de Windows como na versão para o PlayStation 4.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)


Um susto muito rápido

A cada estágio, Daylight tinha a chance de provar que tinha mais do que apenas corredores em seus cenários. Mas essa chance foi curta, já que o jogo pode ser terminado em duas ou três horas, principalmente com pouca exploração. Uma pena já que seus cenários começam a ficar mais variados a partir do final, no último estágio da floresta. O que fica marcado são os eternos corredores que parecem não mudar praticamente nada ao longo das poucas horas de jogo.

A soma de todos esses detalhes quebra a proposta original do jogo. Não há muito sentido em jogar novamente, já que os cenários gerados aleatoriamente não tem a variedade que era esperada. Para passar pelos mesmos corredores cinza, variando apenas entre portas abertas ou fechadas, jogar uma vez já parece o suficiente.

Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)Daylight (Foto: Reprodução / Tais Carvalho)


Conclusão

Daylight consegue criar uma atmosfera realmente assustadora, digna de um game de terror. Infelizmente, ele não consegue alcançar sua proposta de variedade e possbilidades com seus cenários gerados aleatoriamente, criando uma série de ambientes repetitivos. Sua jogabilidade é fluída, mas é afetada pela mesma repetição que impede a exploração. Seu visual caprichado se perde no meio desses elementos, criando um susto que passa rápido demais. O jogo ainda é uma boa pedida para quem quer experimentar o gênero, mas provavelmente não chegará nem perto dos favoritos dos fãs de games de terror.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.5
Gráficos
9
Jogabilidade
8
Diversão
6
Som
7

Prós

  • - Gráficos
  • - Jogabilidade
  • - Ambientação

Contras

  • - História
  • - Duração
  • - Repetição
  • - Quebra-cabeças fáceis
  • - Inimigos fracos
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  • Muitocorintiano
    2014-05-07T13:08:39

    Xbox>>>>>>>Ps3!