Por Diego Borges; Por TechTudo


Nome: Dead Island 
Gênero: Ação
Distribuidora: Telltale (distribuído no Brasil pela Arvato Games)
Plataformas: PS3, Xbox 360 e PC 

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Um dos jogos mais polêmicos e aguardados do ano finalmente chega aos consoles. Dead Island coloca o jogador em um cenário paradisíaco em meio a um combate eterno contra zumbis. Confira o resultado:

A polêmica que deu certo

Assim que seu primeiro trailer foi lançado, Dead Island já começou a atrair a atenção do mundo dos games. O vídeo não mostrava absolutamente nada em relação a jogabilidade do game, entretanto, focava em uma violenta cena em que um pai era obrigado a assassinar sua própria filha, depois que a mesma foi contaminada e transformada em zumbi.

Hoje, com o jogo em mãos, podemos dizer que o trailer faz pouco sentido com a historia principal, mas serviu exatamente para colocar o nome do jogo na boca dos gamers e críticos de todo o mundo. Posteriormente, foram divulgados mais vídeos, dessa vez mostrando a jogabildiade. Desde então, os rumores sobre um excelente titulo à caminho estavam consolidados de vez.  

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Uma pessoa caridosa em meio ao caos 

A historia gira em torno de 4 protagonistas que, após uma noite daquelas, regadas a muita farra e bebedeira, se vêem em uma ilha dominada por uma infestação zumbi. A partir daí você deve lutar para sobreviver em meio ao caos que tomou conta do lugar. O enredo, no melhor estilo Geroge Romero, remete ao jogador vivenciar todo clima que cerca os protagonistas dos filmes do gênero.

Mas para sobreviver a este pesadelo, não basta apenas fugir e lutar, é preciso ser generoso. Sim, generoso, pois ao longo do jogo, grande parte de suas missões são relacionadas a ajudar alguém. E prepare-se para vivenciar de tudo um pouco, pois é preciso percorrer todo o território, para resolver todo tipo de tarefa, desde buscar mantimentos para um grupo refugiado, ou situações inusitadas, como encontrar o querido ursinho de pelúcia de uma menina (de 20 e poucos anos) em estado de choque.

Essa fórmula funciona perfeitamente para aumentar a vida útil do jogo e moldar uma mistura de ação com RPG, onde você pode simplesmente seguir as missões principais, ou gastar horas e horas em missões secundárias em buscar de pontos de experiência.Através destes pontos, é possível moldar seu personagem de acordo com as habilidades adquiridas.   

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Chame seus amigos 

Assim como em Left for Dead (considerado o grande rival de Dead Island graças a similariedade entre os jogos), a grande diversão é jogar online no modo cooperativo. Além de se agregar perfeitamente a campanha principal, tudo fica mais simples e divertido quando você conta com o auxilio de seus companheiros.  

É claro, você pode terminar o jogo sozinho sem muitos problemas. Isso porquê problemas você vai encontrar, afinal é praticamente impossível dar conta de dezenas de zumbis lhe atacando ao mesmo tempo. Isso resulta em uma fuga pelas ruas ou na busca pelo melhor caminho (aquele com menos inimigos). Só reserve muitas horas na sua agenda, pois o game possui um modo Campanha bem longo, com algo em torno de 20 horas de duração (sem completar boa parte das missões secundárias). 

Uma pena que Dead Island não conte com um multiplayer local, algo que grande parte dos jogos apresenta sem menores problema. Mas se isso compensa, você pode evoluir cada um dos quatro personagens e utilizá-los em campanhas separadas, além de também utilizá-los no modo online.  

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Use a criatividade para eliminar zumbis 

A grande diferença de Dead Island para outros jogos similares é a variedade de armas encontradas no jogo. Praticamente tudo pode ser utilizado contra seus inimigos, desde simples pedaços de madeira, até armas de fogo como pistolas e metralhadoras.  

Entretanto o que vale aqui é golpear, nada de mirar e atirar. A começar pela diferença de dano entre pistolas e porretes. É muito mais fácil detonar seus inimigos a base da pancada do que se preocupar em achar balas e acertar em alvos específicos, como cabeça ou tórax. Até porque o sistema de mira do jogo não ajuda nada, sendo bem ineficaz.  

E se não bastasse a imensa lista de armas brancas, você ainda pode contar com bombas de fabricação caseira ou outras bugigangas que o próprio personagem cria unindo itens específicos e um valor em dinheiro. É claro que para isso é preciso achar determinados locais para essa operação, sinalizados no mapa com o símbolo de uma ferramenta.  

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Perto ou longe? 

Mas se a criatividade joga a favor do game, a jogabilidade não. Isso porque o sistema de combate de Dead Island confunde o jogador, principalmente na hora de medir a distancia entre você e seus adversários. Além disso, alguns golpes críticos confundem bastante, por isso, não estranhe se um golpe em uma direção, decepar um braço localizado na direção oposta.  

Sobre os golpes críticos, estes merecem destaque e funcionam de forma idêntica a um RPG tradicional. Dependendo da arma utilizada, ela pode quebrar ou decepar um braço ou uma perna do zumbi inimigo. Geralmente esses golpes acontecem com mais facilidade quando sua arma ainda está quase intacta, por isso, lembre-se de sempre consertá-las.  

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Variedade de zumbis impressiona 

Os gráficos de Dead Island não decepcionam, mas também não são considerados de ponta. Com cenários bem diversificados e um belo sistema de luz e sombra, o jogo consegue reproduzir toda uma atmosfera de terror em meio a um cenário tropical.  

As animações não impressionam tanto quanto no polemico trailer divulgado no inicio da campanha promocional do jogo. Pelo contrário, elas são simples e bem parecidas com o gráfico do gameplay. Os personagens também beiram a simplicidade, sem muitos detalhes ou expressões faciais.  

O que devemos aplaudir é a enorme variedade de zumbis espalhados por todo o mapa. Isso ajuda a quebrar aquela monotonia de deparar-se sempre com as mesmas criaturas. Além de vestimentas diversificadas, a cor da pele e outras características físicas mudam a cada criatura encontrada. Algo raro de se encontrar em jogos do gênero.  

Dead Island (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Conclusão  

Dead Island é um dos jogos mais divertidos do ano, principalmente para aqueles que gostam de aventuras em modos cooperativos online. Mesmo com alguns problemas, a jogabilidade inova e quebra o paradigma de que zumbis devem ser eliminados com tiros na cabeça, aqui o foco é bater e cortar. Com uma campanha gigantesca, que cresce ainda mais com as inúmeras missões secundárias, tão cedo Dead Island repousará na prateleira de sua casa.  

9

Gráficos
8
Jogabilidade
7
Diversão
10
Som
9

Prós

  • - Diversão garantida
  • - Métodos para eliminar os zumbis
  • - Mapa gigantesco
  • - Modo cooperativo

Contras

  • - Jogabilidade imprecisa
  • - Enredo fictício
  • - Sem multiplayer local

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