Jogos de ação

NOTA tt
8.5

Review Dead Rising 4

Quarto episódio da série traz protagonista de volta e amplia o mundo aberto com zumbis

Victor Alcaíde Teixeira
por
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Dead Rising 4 é o novo jogo de ação em terceira pessoa publicado pela Capcom. Disponível somente para Xbox One e PC, o título retorna às origens sem perder os elementos modernos que consagraram o último episódio. Confira a análise completa do aguardado jogo de zumbis:

Testamos: Dead Rising 4 mostra que ainda há espaço para humor no terror

De volta ao lar

Em Dead Rising 4, assume o papel do personagem mais adorado da franquia: o carismático e fanfarrão jornalista fotográfico Frank West. O herói também protagonizou o primeiro Dead Rising, de 2006, e o robusto DLC Dead Rising 2: Off the Record, uma versão reimaginada do segundo game.

Dead Rising 4: confira a análise completa (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4: confira a análise completa (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

A aventura começa quando West e sua aluna Vick Chu partem em busca de um furo jornalístico, cujo objetivo é expor os segredos e experimentos de uma grande corporação em que o poder militar está envolvido. A partir daí, o herói é forçado a retornar sozinho à cidade de Willamette, no Colorado.

West revisita o Memorial Willamette Megaplex Mall, que se assemelha ao palco da primeira aventura, para investigar o misterioso surto que assolou a cidade norte-americana às vésperas do período da Black Friday. Depois de concluir as missões iniciais (que começam em marcha lenta), o personagem é liberado para percorrer o mundo aberto livremente.

A história de Dead Rising, embora seja bem contada, serve mais como pano de fundo para justificar a matança de zumbis. Apesar de não prender a atenção com reviravoltas e cenas surpreendentes, a trama cumpre o seu papel e consegue manter o jogador interessado durante toda a campanha.

Dead Rising 4 tem Frank West, do primeiro game, como protagonista (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4 tem Frank West, do primeiro game, como protagonista (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Os diálogos repletos de humor, característicos da franquia, deixam a jornada bastante agradável de se acompanhar. O destaque fica por conta do trabalho excepcional de localização para o nosso idioma. O conteúdo, desde textos e menus a vozes de personagens, está totalmente em português.

Há, sim, referências a acontecimentos do passado, porém isso não faz com que o jogador se sinta perdido, já que o game desempenha um ótimo trabalho em explicar de forma minuciosa cada detalhe. Quem pretende se arriscar pela primeira vez na série não sentirá nenhum tipo de dificuldade em compreender a narrativa.

Felizmente, Dead Rising 4 remove o contador de tempo presente nos dois primeiros títulos. Isso significa que o personagem pode explorar os cenários no ritmo que bem entender, da forma que quiser, sem restrições. A ausência de um cronômetro no canto da tela também torna o jogo mais acessível a quem não está familiarizado com o gênero.

Dead Rising 4: história tem bons momentos de ação (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4: história tem bons momentos de ação (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

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Mesma fórmula, novos truques

Diferentemente de Dead Rising 3, o mapa pode ser descoberto de ponta a ponta desde o início. Em comparação a outros jogos atuais de mundo aberto, a área explorável pode não ser tão ampla, mas consegue ser a maior da franquia. O tamanho do mapa, na verdade, não afeta diretamente a diversão, uma vez que os ambientes internos são caprichados e cheios de detalhes.

Basicamente, qualquer item do mapa pode virar uma arma para lutar contra as hordas de zumbis. Como há um número maior de elementos nos cenários, as opções de equipamentos são naturalmente maiores.

Agora, há também um número elevado de projetos de armas, ou seja, West pode criar mais periféricos brutais, como espadas de gelo, um papai noel flamejante e explosivos embrulhados em enfeites de natal. O sistema de combinar armas foi consideravelmente expandido, assim como o recurso de personalizar e transformar veículos em verdadeiras máquinas de guerra.

Dead Rising 4: sistema de personalização de armas e veículos foi aprimorado (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4: sistema de personalização de armas e veículos foi aprimorado (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Além do vasto arsenal de armas e itens, West tem à disposição os trajes futuristas Exo Suits, que protegem o herói de ataques e causam dano devastador às criaturas. Ao vestir a exoarmadura temporária pela primeira vez, a sensação é de ter um personagem invencível, capaz de exterminar qualquer inimigo que aparecer pela frente.

Enquanto West tem novas coleções de armas, os zumbis, por outro lado, também evoluíram. Os novos zumbis, que representam o resultado de um experimento que não deu certo, são mais ágeis e podem ser reconhecidos pelos olhos vermelhos e movimentação rápida. Eles estão espalhados em hordas menores em pontos específicos de Willamette.

Os perigos da cidade também não se resumem a enfrentar zumbis o tempo inteiro. West também precisa lidar com as facções de humanos hostis, conhecidos como maníacos, e desestruturar as bases militares alocadas no distrito.

No entanto, esses inimigos têm a inteligência artificial fraca e não são tão desafiadores como os psicopatas dos jogos anteriores. As batalhas contra os chefes, por exemplo, também são, de certa forma, frustrantes, por conta do baixo nível de dificuldade.

Dead Rising 4: traz mapa aberto repleto de missões e desafios (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4: traz mapa aberto repleto de missões e desafios (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Como todo jogo de mundo aberto, Dead Rising 4 é repleto de missões e atividades secundárias que complementam a história. West pode parar o seu veículo a qualquer momento e em qualquer lugar para salvar sobreviventes, limpar assentamentos tomados por zumbis e cumprir favores a pessoas relevantes que dão boas recompensas.

O sistema de combate não traz grandes novidades, mas foi aprimorado com movimentos de ataque e finalizações, além de responder melhor aos comandos do joystick. Há momentos da história em que West deve usar a câmera em modo noturno para investigar e escanear áreas e objetos de interesse (como uma espécie de detetive), o que quebra um pouco o ritmo dos confrontos descerebrados.

A interface, por sua vez, recebeu ajustes e está mais fácil de ser compreendida, bem como a roda de armas. As melhorias nos menus agilizam bastante o gerenciamento de itens em momentos intensos das batalhas e garantem uma flexibilidade maior na hora de trocar de equipamentos. Ficou mais fácil e rápido trocar de uma arma corpo a corpo para um objeto de arremesso, por exemplo.

Dead Rising 4: sistema de combate traz melhorias e novas finalizações (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Dead Rising 4: sistema de combate traz melhorias e novas finalizações (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Visualmente falando, o título mantém o padrão gráfico do jogo anterior. É possível notar um cuidado maior aos detalhes de objetos e iluminação, mas Dead Rising 4 quer mesmo é surpreender na quantidade de inimigos. O número de zumbis preenchendo a tela é ainda maior do que no jogo anterior, com criaturas brotando de todos os cantos do cenário.

A salto gráfico em comparação a Dead Rising 3, de fato, não é tão grande. Apesar disso, temos ambientes variados e locais mais abertos. Tecnicamente, há problemas de quedas de frames e lentidão em momentos de ação intensa. Contudo, são pontos técnicos que podem e devem ser resolvidos em atualizações futuras.

Com amigos, de novo

A Capcom decidiu remover o modo cooperativo na campanha, ou seja, não é mais possível jogar a história ao lado de um parceiro real. A remoção do recurso co-op é até compreensível do ponto de vista da história, mas deve decepcionar alguns fãs mais antigos.


Não bastasse o número de missões e atividades a cumprir no modo single-player, Dead Rising 4 ainda oferece um modo multiplayer com suporte para até quatro jogadores, que se passa todo dentro do shopping de Willamette. A premissa é simples: sobreviver de acordo com o tempo.

Nesse modo, a única opção é controlar um sobrevivente aleatório. O progresso permanente é restrito ao modo online, portanto Frank West não participa da brincadeira no cooperativo. A experiência online pode garantir boas horas de diversão, apesar de não ter sistemas de progressão com o mesmo grau de profundidade da campanha.

Conclusão

Dead Rising 4 se mantém fiel às características estabelecidas nos jogos anteriores e melhora, mesmo que aos poucos, aspectos que ficaram presos no passado. A campanha, conduzida pelo melhor personagem da franquia, no melhor mundo já criado pela Capcom Vancouver, se firma como a mais completa de toda a série.

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Nota TechTudo

NOTA tt
8.5
Gráficos
8
Jogabilidade
9
Diversão
9
Som
8

Prós

  • O melhor mundo já criado para a franquia
  • Sistema de criação mais acessível
  • Número surpreendente de atividades a cumprir
  • Combate aprimorado com novas finalizações
  • Traz de volta o melhor protagonista

Contras

  • Problemas técnicos
  • Ausência de modo cooperativo na campanha
  • Combate continua repetitivo depois de um tempo
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  • Wendel Pereira
    2017-01-07T16:28:31

    Se fosse exclusivo Ps4 era 9.5

  • Anderson Antunes
    2017-01-07T12:22:46  

    Quem quiser um jogo bom e de graça basta ir no site da Origin e baixar o jogo Mass Effect 2!

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    • Anderson Antunes
      2017-01-07T12:22:46  

      Se já não bastasse o que a Capcom faz com Street Fighter V tendo que comprar várias roupas, cenários e personagens, agora vem mais um jogo que o final é uma dlc paga. Um absurdo!!!

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    • Anderson Antunes
      2017-01-07T12:22:46  

      Mas os garotos geração 2000 pagam e ainda de acham o máximo, que é o futuro dos games.....

  • Marcus Cunha
    2017-01-07T12:57:51

    O cara tem a Lucile rs