Jogos de RPG

NOTA tt
9.5

Review Deus Ex: Mankind Divided

Adam Jensen retorna para consertar os erros do passado. Confira o review:

Felipe Vinha
por
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Deus Ex: Mankind Divided é o novo game da popular série que mistura RPG com elementos de jogos de tiro. O título é novamente estrelado pelo “herói” Adam Jensen, no XBox One, PS4 e PC, estreando na atual geração de consoles. Ele mantém boas qualidades do primeiro e continua algumas. Confira nossa análise completa:

Leia o review de Deus Ex Human Revolution

Ele nunca pediu por isso

A história de Deus Ex: Mankind Divided começa dois anos após o game anterior: Deus Ex Human Revolution. Para quem não se lembra, ele funcionou quase como um “reboot” para a saga, e trouxe novamente Adam Jensen no papel principal, mas ainda antes de ganhar os implantes cibernéticos em seu corpo.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Na primeira aventura, Jensen passou por maus bocados após descobrir a verdade por trás do sequestro de sua protegida, a cientista responsável por implantes cibernéticos em seres humanos. Além disso, ele descobriu uma grande conspiração por trás de todo o plano, envolvendo o grupo conhecido como Illuminati, que jogou os implantados diretamente contra os humanos “normais”.

Uma verdadeira guerra se desencadeou e o caos tomou conta do mundo. Agora Jensen se junta a grupos paramilitares para poder frear um pouco de tudo que ocorreu até o momento, inicialmente realizando missões que parecem simples, mas descobrindo mais sobre a ameaça dos Illuminati e o que eles representam para o mundo.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Mankind Divided já começa diretamente na ação, jogando o usuário no “fogo da panela”, quando Adam Jensen está prestes a realizar uma missão. Contudo, toda a história do primeiro está resumida para quem não jogou ou não terminou, em um vídeo com 12 minutos, contando os principais fatos. Uma boa sacada para quem está chegando agora na série, principalmente. E, para quem curte, há modos extras que vão além da história e dão mais recheio ao jogo principal, como o modo Breach.

Jogabilidade desafiadora

Deus Ex: Mankind Divided segue de perto o que foi visto não apenas em Human Revolution, mas também no primeiríssimo Deus Ex, de anos atrás: ou seja, ele é um game com viés de RPG, mas totalmente em primeira pessoa e que faz uso de armas de fogo. É fácil confundi-lo com um jogo de tiro em primeira pessoa ordinário. Mas quem for com esse pensamento pode acabar tendo grandes decepções.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Os controles do novo Deus Ex podem ser configurados e modificados ao bel prazer do usuário. O game inclusive te pergunta, se está mais acostumado com FPS comuns, com o jogo anterior ou se quer os controles padrões – que são bem diferentes de títulos como Call of Duty, Halo ou Overwatch, só para citar alguns exemplos.

Mas a “estranheza” que o game pode causar em jogadores de FPS vai muito além dos controles, pois a forma de acompanhar Adam Jensen pelas fases é única. O título não incentiva o conflito direto sempre, até por conta da “baixa” resistência do protagonista. Poucos tiros são capazes de alvejá-lo de forma mortal nos primeiros minutos de jogo, e por isso é recomendado ser o mais furtivo o possível.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Essa é a graça de Deus Ex, na verdade. Como um game bem focado na história, Mankind Divided tem como consequência sua jogabilidade bem equilibrada e compassada por meio da dificuldade crescente. Ele não facilita em nenhum momento, por mais que Jensen ganhe novos upgrades ao longo do caminho, que podem melhorar seus combates ou vitalidade.

O grande desafio de dominar a jogabilidade do novo Mankind Divided é também seu maior trunfo. Se controlar um agente cibernético super equipado no jogo anterior já era legal, aqui então a coisa fica muito melhor. Com direito a combates acirrados contra chefões, design ousado das fases, que te obrigam sempre a pensar fora da caixa e ainda por cima tudo isso acompanhado de uma história de primeira. O novo Deus Ex não faz feio.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Para quem não curte, o jogo não é linear. É possível seguir caminhos diferentes em cada cenário e concluir seus objetivos até mesmo sem matar ninguém – ou nem entrar em combate, a propósito. Contudo, há aqueles que estão interessado apenas em concluir a história sem muitas preocupações: não se preocupe também, pois o game oferece opção de dificuldade focada nesse tipo de público, apenas para quem quer acompanhar o enredo, sem mais preocupações.

Os hacks também estão de volta e são pontos-chave da aventura em Deus Ex: Mankind Divided. E essas partes são incrivelmente divertidas, pois também podem serem resolvidas das forma mais criativas o possível. A criatividade, aliás, é um dos pontos altos do jogo, já que ele te dá uma incrível liberdade de fazer ações durante as enormes e monstruosas fases.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

Além disso, há melhorias em todos os cantos, a começar pelos controles de furtividade, um dos pontos principais do game anterior. É possível se movimentar de uma cobertura para outra com mais facilidade, leveza e naturalidade. O mapa e a organização dos inimigos também favorece o jogador, que tem que ficar com a atenção redobrada na hora de lidar com os alvos espalhados pelo cenário.

É certo que, quem nunca jogou um game da série, pode ficar um pouco perdido neste Deus Ex novo por conta dos controles complexos e ainda mais pelas numerosas novidades. Mas o game se esforça para manter um clima de “inclusão” sempre, seja pelos tutoriais detalhados antes da ação ou pelas dicas que dá mesmo fora deles.

Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)Deus Ex: Mankind Divided (Foto: Divulgação/Square Enix)

A diferença gráfica entre Human Revolution e o novo Mankind Divided é brutal. O novo jogo está bem mais bonito e com visual que faz justiça para a atual geração de consoles. É uma pena que o áudio nacional não siga exatamente o mesmo padrão. A dublagem é sofrível, até mesmo a voz do protagonista Adam Jensen não mantém um bom nível. A intenção foi boa, mas ao menos a tradução está bem feita.

Conclusão

Deus Ex: Mankind Divided é para todos, e também para poucos. Nem todos os jogos conseguem se adaptar para novatos e ainda trazer experiência profunda para os veteranos da série. Além de ser um game extramente bonito e com história de destaque, ele também evolui, e muito, em relação ao anterior. Há ainda muito conteúdo extra bem produzido. Se você curtiu as aventuras de Adam Jensen até aqui, não deixe de acompanhar este novo capítulo – está imperdível.

Leia novidades sobre Deus Ex

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Deus Ex: Mankind Divided ganha data de lançamento para consoles e PC

Nota TechTudo

NOTA tt
9.5
Gráficos
10
Jogabilidade
10
Diversão
9
Som
9

Prós

  • Enredo bem construído
  • Um resumo do jogo anterior está presente
  • Gráficos ainda melhores!
  • Novidades na jogabilidade
  • Consegue ser profundo e fácil de aprender ao mesmo tempo
  • Combates, ainda que não necessários, fenomenais

Contras

  • Dublagem nacional está bem fraca
  • O modo Breach é bem curtinho
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  • Matheus Amorim
    2016-08-25T13:38:02  

    Jogo do ano!

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    • Matheus Amorim
      2016-08-25T13:38:02  

      Com certeza é um forte candidato!