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Por Felipe Vinha; Por TechTudo

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The Division é o novo jogo online da Ubisoft para PS4, Xbox One e PC. O título foi anunciado na feira E3 2013 e, desde então, é alvo de polêmicas que envolvem sua qualidade gráfica e variedade. O game manteve forte presença em todas as apresentações da empresa antes do lançamento e traz uma nova forma de jogar online. Confira os detalhes em nossa análise e saiba o que achamos:

A história de The Division se passa em um futuro próximo, em que uma misteriosa doença começa a se espalhar na Black Friday, popular data norte-americana, com promoções em todas as lojas. O problema é que, com o frenesi de compras, a doença desconhecida se espalhou pelas notas de dólar.

The Division é o novo game de tiro online da Ubisoft (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Ninguém sabe que doença é ou de onde ela veio, e o início do game dá apenas algumas pistas sobre o que imaginar. A introdução logo apresenta o jogador aos membros da Division, organização secreta, aparentemente do governo, que é convocada quando os problemas estão em níveis impossíveis. São homens e mulheres com papéis variados na sociedade, de todas as classes. Quando são chamados, precisam largar tudo para cumprir a missão.

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E qual seria essa missão? Manter a paz e conter o caos. O personagem do jogador é membro da Division, que precisa retomar o controle de Nova York, sitiada e tombada após o enorme contágio da doença. Agora, apenas alguns poucos sobreviventes vagam pelas ruas, além das gangues que saquearam e estão no poder, sequestram pessoas e cometem crimes ainda mais graves.

The Division é e não é um MMORPG – tem alguns elementos do gênero, mas poucos. Pense nele como a versão urbana e em terceira pessoa de Destiny. O jogador controla o personagem sozinho pelos cenários, mas é possível jogar de forma cooperativa com amigos ou até mesmo participar das missões sem ajuda de ninguém, apenas com os NPCs ou personagens controlados pelo computador.

The Division é online, mas não é MMO (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Outros jogadores sempre aparecem em locais como a base de operações, onde todos se reúnem para revisar equipamentos, falar com personagens para avançar a história, coletar recompensas ou se informar de mais missões. Os elementos de MMORPG também vão além, com possibilidades configuráveis na evolução do personagem e modificações nos equipamentos.

A jogabilidade padrão é de tiro em terceira pessoa – de longe, lembra games como Uncharted e Gears of War. Não há sistema de assistência de mira, ao menos, não no início. Portanto, quem está acostumado com "ajuda" em jogos de tiro, pode demorar até se acostumar, o que dificulta a progressão. Porém, nem de longe esta ausência é ruim. Um pouquinho de realismo não faz mal, não é?

Personalização do agente é um dos pontos fortes de The Division (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

No mais, The Division se comporta como um típico jogo de tiro em terceira pessoa. Há armas primárias e secundárias, granadas, kits de primeiros socorros– sem cura automática, ufa! –, além de cenários bem variados e com muitas possibilidades de tiroteio e estratégias variadas para o jogador.

O foco do game, porém, está nas missões. E aqui voltamos ao esquema de MMO: há as principais, que fazem o enredo andar e também contam mais segredos da história, mas também existem as secundárias, que expandem o universo de The Division e podem render ao jogador mais armas, equipamentos e pontos de experiência.

Explore Nova York devastada em The Division (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

A experiência é importantíssima, já que a evolução do personagem está entre os pontos mais valorizados em The Division. A personalização de habilidades é bem completa. O jogador não apenas destrava mais habilidades, como também pré-configura botões específicos para usá-las no joystick. Portanto, não é possível usar todas ao mesmo tempo, o que varia os personagens no campo de batalha.

A personalização vai além e permite mudar o visual do agente em detalhes, como roupa, acessórios e equipamentos. As armas também são modificáveis e podem até mesmo ser desmontadas. Todos estes elementos contam pontos muito favoráveis para a imersão que The Division proporciona.

O multiplayer é um dos pontos altos do título. O usuário pode jogar as missões com amigos ou se aventurar no Dark Zone, o modo competitivo. É recomendável encarar o Dark Zone apenas após o nível 10, pois é provável que seja uma experiência frustrante e poderá afastar o jogador desta modalidade – talvez seja uma falha de design do game.

Parte do mapa geral de The Division (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Também há personagens do computador como inimigos no Dark Zone, portanto, todo o cuidado é pouco. É preciso estar sempre com máximo atenção durante o modo, já que qualquer um pode te atacar e se tornar um agente rebelde a qualquer momento.

The Division é pesado. Se a conexão do jogador for fraca, com baixa velocidade ou lags constantes, prepare-se para passar raiva. Justamente por ser totalmente online, o jogo se garante totalmente na conexão do usuário, mesmo quando não há outros participantes nas missões.

Cena de perseguição em The Division (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Durante o teste, quando não havia mais nenhum jogador junto com o personagem, era possível metralhar os inimigos e vê-los caindo apenas alguns milissegundos depois, com certo atraso, fruto do lag que a conexão sofria no momento. Chega a ser frustrante, já que o game permite realizar missões sem a presença de outros usuários. Então, qual é o motivo do peso na conexão?

The Division sempre foi um jogo com muitas polêmicas, seja pela jogabilidade sempre online ou até pelo visual. Para quem não se lembra, foi um dos jogos mais bonitos apresentados pela Ubisoft na E3 de 2013. Porém, desde então, sofreu alguns chamados “downgrades”, termo utilizado nos games quando os gráficos do jogo pioram ao longo do desenvolvimento.

Visual de The Division não é feio, mas foi realmente piorado (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

O downgrade nunca foi oficialmente confirmado pela Ubisoft, mas é notável. Visualmente, não é o mesmo game das apresentações ao longo da produção. Porém, ainda é um jogo bonito e caprichado. A cidade de Nova York, apesar de devastada, tem muitos elementos na tela, sempre com bastante variedade. Nada de repetir cenários ou elementos visuais. É possível parar e observar sem medo, quando não há inimigos por perto.

A única reclamação é que as escolhas de design para os menus talvez não tenham sido as melhores. O personagem utiliza um relógio que, na teoria, gera todos os gráficos e menus que aparecem na tela, como o dos equipamentos e o mapa. A Ubisoft optou por jogar vários textos soltos e informações “flutuando” pelo display, sem algum menu específico. Houve momentos em que foi necessário parar para ler cada ponto. Questionável.

The Division é bem completo e divertido (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Além disso, há alguns bugs que atacam o visual de forma proeminente – esse tipo de problema já ocorre em alguns games da Ubisoft há meses. Outra falha que afeta bastante a jogabilidade está nos servidores, que caíram de forma constante logo após o lançamento. Esperamos que seja um problema passageiro.

É preciso elogiar o trabalho de dublagem, melhorado a cada novo game lançado pela Ubisoft no Brasil. Aqui, ele está ainda melhor. A escalação do elenco foi certa, com todas as vozes bem dubladas. Por final, a trilha sonora mantém o nível e dita o tom de cada cena, seja mais agitada ou calma.

The Division era para ser um jogo mais bonito, mas não decepciona. Os gráficos ainda estão caprichados, por mais que não sejam os mesmo da E3 de 2013. Além disso, todo o esquema de modo online e a possibilidade de realizar missões com outros jogadores está apresentado de forma interessante. A história pode não ser grande coisa e nem surpreender até certo ponto, mas também é bem encaixada. É verdade que o game tem falhas, como bugs visuais e os servidores que muitas vezes falharam, mas o jogo é sólido e promete ficar ainda melhor no futuro. The Division não “inventa a roda”, mas agrada.

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8.5

Gráficos
8
Jogabilidade
9
Diversão
8
Som
9

Prós

  • Aventura variadas
  • Muita coisa para fazer nas missões
  • Bom nível de personalização
  • Sistema online divertidos
  • Multiplayer competitivo criativo

Contras

  • Gráficos realmente inferiores aos mostrados nos trailers
  • Pequenos bugs e desconexões

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