Jogos casuais

NOTA tt
8.5

Review Donkey Kong Country: Tropical Freeze

Donkey Kong Country: Tropical Freeze marca o retorno da série com diversão e dificuldade extrema. Bonito e desafiador, Tropical Freeze chega como uma das melhores opções para os donos do Wii U. Confira o Review completo do game.

Murilo Molina
por
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Donkey Kong Country: Tropical Freeze é a primeiro game da popular franquia a chegar ao Nintendo Wii U. Seguindo os passos de Country Returns, lançado para Wii, o jogo mistura elementos clássicos da série com gráficos e jogabilidade calibrada e deve arrancar suspiros dos fãs de longa data do macaco mais famoso dos games. Leia a análise completa:

Leia também a análise completa do console da Nintendo para a nova geração: o Wii U

Review: Donkey Kong Tropical Freeze (Foto: Divulgação)Review: Donkey Kong Tropical Freeze (Foto: Divulgação)


Selva congelada

A história começa com Donkey Kong e seus três amigos celebrando o seu aniversário. A festa, no entanto, é interrompida pela chegada da legião de Snomads, que atacam e cobrem de gelo a ilha natal dos macacos, que são jogados para longe.

Com a ajuda de Diddy, Dixie e Cranky, Donkey Kong deverá enfrentar inimigos espalhados por outras cinco ilhas na esperança de alcançar a embarcação ancorada no topo de sua ilha e recuperar o seu território.

O jogo conta com uma campanha de pouco mais de dez horas, que pode ser jogada tanto sozinho quanto com um amigo. Os mundos contam com fases temáticas onde os personagens correm, lutam, se balançam por cipós e usam veículos e animais, como carrinhos e rinocerontes.

Donkey Kong faz sua estréia na nova geração com Tropical Freeze (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Kong chega à nova geração em Tropical Freeze (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Peso pesado

A desenvolvedora Retro Studios optou por manter o estilo de jogabilidade visto em Country Returns, que também remete aos games mais antigos da série. Diferente do visto em jogos como os de Mario e Rayman, em Tropical Freeze os personagens são mais pesados e lentos.

Isso exige muito mais cautela do jogador, mesmo nos saltos mais banais, já que um pequeno erro de cálculo pode facilmente fazer o macaco não alcançar o local desejado. Mesmo mais desafiadora, a jogabilidade cai extremamente bem ao game, especialmente para velhos fãs da série que já conhecem o nível de desafio mais elevado.

O problema fica todo para os novatos e jogadores menos experientes, que devem sofrer para para passar das fases mais complicadas, que dão as caras já no início do segundo mundo. Não é difícil perder uma dúzia de vidas tentando passar de obstáculos aparentemente fáceis, mas que requerem tremenda astúcia e sangue frio do jogador.

Para isso, é possível acessar um tipo de mercado onde podem ser compradas vidas extra, barris de companheiros e até alguns escudos, que safam os macacos de algumas pancadas. Os power-ups tiram um pouco do charme do jogo, mas devem salvar a pele de alguns jogadores menos pacientes.

Donkey Kong usa uma variedade de animais e veículos no game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Donkey Kong usa vários animais e veículos (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Macacada reunida 

A chegada de Dixie e Cranky, somada ao retorno de Diddy, adiciona ainda mais variedade na jogabilidade do game. Cada um dos personagens conta com uma habilidade especial, que por diversas vezes salvarão a vida dos jogadores.

Diddy volta com o seu jetpack, que faz os personagens flutuarem por alguns segundos. Dixie traz de volta o seu giro de helicóptero, que joga os personagens para cima, enquanto Cranky adiciona um pulo mais alto, ao pressionar duas vezes o botão de salto.

Os macacos podem ser encontrados em barris espalhados pelas fases, e contam com uma barra de vida que consiste em dois corações. Depois de atingidos por inimigos duas vezes, os ajudantes deixarão Kong sozinho, somente com a sua barra de vida e nenhuma habilidade especial.

Bom, bonito e brutal

As fases continuam extremamente criativas e bem desenhadas, usando diversos caminhos e obstáculos para criar variedade em um jogo supostamente linear. Não é difícil encontrar dois ou três caminhos possíveis em alguns trechos, conseguindo evitar inimigos complicados e até encontrando itens fora da linha de visão.

Vidas, escudos e outros itens podem ser comprados na loja do game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Vidas, escudos e outros itens podem ser comprados (Foto: Reprodução/Murilo Molina)

Diversos segredos também mantém o fator replay alto, já que é extremamente complicado buscar por letras KONG ou peças do quebra cabeça quando a missão principal é sobreviver. Os itens são bem posicionados de forma estratégica, forçando o jogador a operar pequenos milagres na tentativa de completar 100% da fase.

Apesar de não parecerem repetitivas em momento algum, é inevitável reparar que a fórmula pouco recebeu adições ou reparos desde a última versão. Em geral, tratam-se apenas de novas telas com trajetos diferentes. Os inimigos também são bacanas, mas não gozam do mesmo charme e carisma dos crocodilos e abelhas das versões para Super Nintendo, que foram totalmente removidos.

Os percursos são pontuados por diversos checkpoints, que salvam o progresso do jogador até o ponto marcado. Bem posicionados, os pontos de checagem fazem um belo trabalho ao poupar o jogador de iniciar novamente a fase depois de cometer erros, que são absurdamente comuns. As batalhas contra chefes são igualmente caprichadas e complicadas. Nela, os Kongs encaram vilões enormes e poderosos, que abusam de diversos artifícios para tornar o combate ainda mais complexo.

O problema é que os tão eficientes checkpoints vistos nas fases ficaram de fora das lutas contra chefes, punindo pequenos erros com o retorno ao início do combate. Nesse caso, só mesmo estudando muito bem os movimentos do inimigo para conseguir avançar.

Como nos clássicos, mapa mostra a lista de fases do mundo atual (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Como nos clássicos, mapa mostra a lista de fases do mundo atual (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Apresentação em alta definição

A aguardada estreia de Donkey Kong e seus amigos no mundo dos games em alta definição finalmente aconteceu, e atendeu exatamente às expectativas de quem sempre sonhou com um gorila ainda mais detalhado. É fácil reparar no capricho dos modelos de Kong, Dixie, Diddy e Cranky, que ganharam belas animações e cores bonitas e vibrantes. O mesmo pode se dizer dos inimigos, que aparecem com boa variedade e sem dever nada aos protagonistas nos detalhes aplicados.

As fases são, de longe, a maior evolução visual do game, com diversas camadas e detalhes que tornam o ambiente vivo. Reparando no fundo dos cenários, é possível ver diversas animações acontecerem ao mesmo tempo. Os cortes de câmera que enviam os personagens para outros níveis ou camadas do cenário também são caprichados, criando a sensação de impacto e velocidade, seja com barris atirando macacos ou pisos de madeira desmoronando.

Em geral, Tropical Freeze parece uma versão mais completa e bem acabada do já bonito Returns, que tem lá as suas limitações visuais proporcionadas pelo hardware modesto do NIntendo Wii. O nível de excelência da trilha sonora continua em seu auge, como de praxe nos games da série. Versões orquestradas de músicas clássicas e batidas empolgantes adicionam todo o ritmo que move os jogadores por abismos e lagos dos cenários.

Os sons característicos dos personagens são discretos, sendo mais evidentes nas cutscenes, mas não deixam nada a desejar quando somados ao belíssimo caos sonoro que embala as selvas do game.

Cranky Kong é um dos novos personagens do game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Cranky Kong é um dos novos personagens do game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Com um amigo é mais difícil

Fora a campanha solo, ainda dá pra chamar um amigo, que pode entrar a qualquer momento do jogo, e tentar acompanhar os cenários insanamente difíceis sem abandonar o parceiro. O modo é divertido e bem vindo, mas pode ser extremamente frustrante para jogadores menos gabaritados, que devem preferir adquirir alguma experiência antes de se aventurarem em dois.

O avanço no game libera alguns itens, como imagens, músicas e estátuas dos personagens, que podem ser conferidos em um menu bastante escondido, e com um visual pra lá de modesto. Como diferencial do Wii U, só mesmo a opção de jogar pela tela do gamepad, sem a necessidade de uma TV. Fora isso, o game sequer usa a tela de toque ou os sensores do controle, que se mantém apagado durante a jogatina. Nada que tenha chegado a fazer falta.

Diversão e dificuldade extrema andam juntas no game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Diversão e dificuldade extrema andam juntas no game (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Conclusão

Donkey Kong Country: Tropical Freeze é exatamente o que se esperava de um game do macaco da Nintendo em seu novo console. Bonito, criativo e divertido para novatos e velhos fãs, o game entrega uma experiência sólida e desafiadora, mas que por vezes pode ser um pouco cruel demais para os menos habilidosos. Facilmente uma das melhores opções para os donos do Wii U.


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Nota TechTudo

NOTA tt
8.5
Gráficos
8
Jogabilidade
8
Diversão
9
Som
9

Prós

  • - Desafiador
  • - Muito conteúdo
  • - Jogabilidade de primeira
  • - Ótima apresentação

Contras

  • - Cruel nas batalhas contra chefes
  • - Sem grandes novidades
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  • Club Gama
    2014-03-18T12:21:33

    Jogaço!! Vou comprar com certeza!!!

  • Leandro Silva
    2014-03-05T09:45:43

    Colocaram na lista dos contras o fato do jogo não ter checkpoint nas fases dos bosses. Tipo... sério mesmo?

  • Joelson
    2014-02-28T19:24:42

    Muito Bom esse jogo. Mais na matéria esqueceram de dizer que a habilidade de Cranky não serve somente para pular mais alto serve também para pegar itens que estão sobre espinhos.