Por Dário Coutinho; Por TechTudo

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Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria é um RPG com versões para PC, Nintendo Wii U e 3DS. O game é um remake da versão original lançada para PlayStation 3, PS Vita, Android e iOS. Criado para homenagear clássicos do gênero, o título parece ser uma mistura entre os primeiros jogos de Final Fantasy e Dragon Quest. Com visual 16 bits e jogabilidade retrô, a boa premissa se perde em uma produção curta para os fãs do estilo. Confira a análise!

Nem é preciso soprar o cartucho para começar a jogar Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria. Mas a sensação de nostalgia e a impressão de estarmos nos anos 80 é nítida ao jogar essa pequena peça de software. O game não faz rodeios quando presta homenagem aos RPGs clássicos do Nintendo 8bits e SNES. O visual parece exatamente com o primeiro Final Fantasy lançado para Super Nintendo. 

Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria brinca com o gênero ao abordar temas atuais (Foto: Divulgação / Choice Provisions) — Foto: TechTudo

Gráficos pixelados, campos verdes e um mundo aberto para explorar, com direito a cidades, cavernas e muito mais, marcam presença nessa produção. O game começa exatamente como qualquer jogo do gênero começava na geração 16bits, com o universo do jogo em perigo e um herói convocado ao dever.

Jogabilidade mistura Final Fantasy e Dragon Quest (Foto: Divulgação / Choice Provisions) — Foto: TechTudo

Mas em Dragon Fantasy, o jogador comanda um ex-herói que deve sair da “aposentadoria” e voltar à ativa. O guerreiro deve reunir tanto informações quanto companheiros para derrotar o Dark Lord e restaurar a paz no reino. Parece clichê? E é mesmo! Dragon Fantasy não foge muito do tema sobre magos, cavaleiros, cavernas e dragões.

A música calma do início é alternada com outra mais rápida, ideal para momentos de ação como, por exemplo, durante emboscadas de inimigos. Neste momento, o game confirma as inspirações na série de RPGs Dragon Quest (NES e SNES).

Em vez de visualizar os personagens, o jogo mostra apenas os inimigos, na visão em primeira pessoa. O jogador deve escolher os comandos no menu na parte debaixo da tela, e ver o resultado por meio de caixas de texto. Tudo muito simples, como é a proposta de Dragon Fantasy.

O tom de seriedade de Dragon Fantasy apresentado no início do game logo cai por terra. Os diálogos têm referências ao cotidiano gamer como anúncios de joystick e outros jogos. Além disso, a história contém missões divertidas que incluem recuperar o chapéu do criador de Minecraft, Markus “Notch” Persson. 

Jogo possui três capítulos sem ligação (Foto: Divulgação / Choice Provisions) — Foto: TechTudo

Essas pequenas referências enriquecem a experiência de Dragon Fantasy, mas, por outro lado, empobrecem um pouco a narrativa. A história principal perde importância, e a duração curta dos três únicos capítulos do jogo, tornam o sentimento de terminar Dragon Fantasy algo bem superficial. Apenas o primeiro capítulo tem foco no que é apresentado como a história principal, os outros dois são missões paralelas.

Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria é um game relativamente curto. Comparado a outros jogos de RPG antigos, que levavam de 20 a 30 horas para serem concluídos, Dragon Fantasy leva menos de 10 horas.

Evolução lenta torna Dragon Fantasy cansativo (Foto: Divulgação / Choice Provisions) — Foto: TechTudo

Para deixar o game um pouco mais longo, o estúdio bolou uma ideia simples: deixar itens como armas e armaduras muito caros. Por exemplo, a espada necessária para passar sem problemas pela primeira masmorra custa 700 de ouro, enquanto o jogador consegue no máximo 10 moedas nos monstros iniciais.

Parece algo bobo, mas ao terminar Dragon Fantasy fica claro que a inflação foi usada para deixar a experiência mais longa, o que se torna repetitivo por causa dos encontros aleatórios com monstros. Portanto, não é vantajoso explorar esse fator no jogo, pois a quantidade de itens para comprar é limitada.

Confira o trailer:

  Review Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria

Sem surpresas, Dragon Fantasy: The Volumes of Westeria se revela um título sem compromisso. Não é aquele game que renderá horas gratificantes de muito desafio, nem história emocionante como alguns clássicos do gênero. O tom divertido da narrativa coloca em cheque a própria seriedade do jogo, que graças a missões como “recuperar o chapéu de Notch", o tornam interessante apenas para quem é fã do gênero. 

6.3

Gráficos
7
Jogabilidade
6
Diversão
5
Som
7

Prós

  • Piadas sobre jogos
  • Diálogos divertidos
  • Fácil de jogar

Contras

  • Curto
  • Evolução lenta
  • História superficial

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