Jogos de ação

NOTA tt
6.3

Review Drakengard 3

Franquia ressurge em um prequel inspirado, porém cheio de problemas. Confira a análise completa do jogo para PlayStation 3.

Dário Coutinho
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Drakengard 3 é um jogo curiosamente conflitante. Chegando ao ocidente cerca de seis meses após seu lançamento no Japão, e tentando fugir dos padrões em termos de narrativa, o jogo recai nas velhas fórmulas que o fazem parecer um jogo de PlayStation 2. O visual é fraco, mas a jogabilidade pode agradar quem procura um game com aventura simples e comandos fáceis. 

Detonado de Drakengard 3: veja como zerar o RPG de ação para PS3

Drakengard 3 possui visual fraco, mas agrada pela simplicidade da jogabilidade (Foto: Divulgação)Drakengard 3 possui visual fraco, mas agrada pela simplicidade da jogabilidade (Foto: Divulgação)


Sem aviso, um novo Drakengard

Também chamada no Japão como Drag-On Dragoon, Drakengard é uma série de jogos que mistura RPG, jogo de ação com combates corpo a corpo e combates aéreos com dragões. O primeiro jogo foi lançado a mais de 10 anos e o segundo a quase nove anos. Então sem aviso prévio, temos um novo capítulo desse saga.

A história de Drakengard 3 foge dos padrões por vários motivos. A começar pela narrativa quebrada em forma de flashback onde o narrador é morto pela protagonista do jogo, a bela e mortal, Zero.

O jogo já começa com a protagonista querendo matar todas as suas irmãs (Foto: Reprodução  / Gamespot)O jogo já começa com a protagonista querendo matar todas as suas irmãs (Foto: Reprodução / Gamespot)

No comando desta garota de pele alva e vestes brancas, o jogador irá acompanhar um banho de sangue até que Zero será impedida de continuar a matança. Suas irmãs surgirão para derrotá-la.

Cada uma das irmãs de Zero, inclusive ela, são Intoners. Elas são consideradas deusas em um mundo medieval, possuidoras de poderes mágicos, Força elevada e capacidade de dominar dragões. Contudo, Zero quer matar todas as suas irmãs.

Parece estranho, mas no começo do jogo a impressão que o jogador terá é que Zero é a vilã do jogo. E essa impressão irá durar bastante, mesmo depois da “morte” e ressurreição da mesma.

Gráficos do jogo não impressionam (Foto: Divulgação)Gráficos do jogo não impressionam (Foto: Divulgação)

A natureza da narrativa de Drakengard 3 é, talvez, o elemento mais interessante do jogo. O relacionamento de Zero com seu Dragão Michael e posteriormente com a nova “versão” dele Mikhail, é no mínimo curioso.

Jogabilidade paupérrima

Drakengard 3 possui uma jogabilidade muito simples para um jogo de PlayStation 3. Sua missão é visitar fases lineares, derrotando inimigos em um frenesi de sangue enquanto tenta dar prosseguimento a narrativa. Para quebrar um pouco o tédio, há fases onde você controla o dragão. Porém, há tão pouca inovação que Drakengard pode ser facilmente confundido com um jogo do começo da sétima geração de consoles.

Esse chefe de fase parece ter saído de um jogo para Playstation 2 (Foto: Divulgação)Esse chefe de fase parece ter saído de um jogo para Playstation 2 (Foto: Divulgação)

Essa impressão é reforçada pelo visual do jogo. É nítida a impressão de que estamos diante de uma obra de baixo orçamento. As animações em CG poderiam facilmente ser o gráfico em tempo real. As fases são genéricas e as missões, muito repetitivas. Espere sempre paisagens desoladas, inimigos espalhados e um caminho bastante linear.

Apesar da jogabilidade ruim, os combates agradam. O destaque fica por conta do “Intoner mode”, quando a protagonista fica invencível por alguns segundos e pode detonar os inimigos com sanguinolência ímpar. Infelizmente, ao ser ativado, a câmera do jogo apresenta alguns problemas, chegando a perder a protagonista de vista.

Trilha sonora inspirada

Em um jogo com tanto problemas, ouvir músicas boas melhora a experiência? Claro que sim! Drakengard possui uma trilha sonora que surpreende pela qualidade e variedade. O jogo vai de uma fanfarra épica para um pop japonês durante as batalhas contra chefes.

Intoner Mode é uma das poucas ideias que funcionam (Foto: Reprodução / Gamespot)Intoner Mode é uma das poucas ideias que funcionam (Foto: Reprodução / Gamespot)

Os temas criados para o jogo encaixam surpreendentemente com o que está sendo apresentado na tela. Porém, o mesmo não pode ser dito dos efeitos sonoros e da sincronia labial, que na versão em inglês é quase inexistente.

Conclusão

Drakengard 3 é um jogo com visual pobre e que, ainda sim, sofre com quedas na taxa de quadros. Definitivamente não é o jogo mais bonito que você encontrará na plataforma. Mas se você procura uma viagem estranha com garotas seminuas que esquartejam o que aparecer pela frente, talvez seja interessante pegar este aqui.


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Nota TechTudo

NOTA tt
6.3
Gráficos
5
Jogabilidade
7
Diversão
6
Som
7

Prós

  • - Jogabilidade simples e direta
  • - Trilha Sonora
  • - Narrativa e diálogos malucos

Contras

  • - Gráficos ruins
  • - Queda na taxa de quadros em alguns momentos
  • - A Câmera do jogo se perde de vez em quando
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