Jogos de ação

NOTA tt
8.3

Review EVE Valkyrie

Um dos primeiros jogos do PS VR mostra bastante o potencial do acessório

Felipe Vinha
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EVE Valkyrie foi um dos jogos de lançamento do Oculus Rift, famoso visor de realidade virtual para PC, e agora repete a dose, ao ser um dos primeiros games disponíveis no mercado para o PlayStation VR, da Sony, para PS4. O título de ficção científica te coloca no comando de um piloto imortal de naves espaciais. Mas como isso funciona? Confira em nossa análise.

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Imortais, mais uma vez

EVE Valkyrie é um jogo de tiro em primeira pessoa com espaçonaves e que se passa no mesmo universo do MMORPG chamado EVE, lançado há vários anos para PC. O jogo tem temática espacial e de ficção científica, originalmente, e já rendeu alguns spin-offs, como DUST 514, lançado para PC e PS4, também no estilo FPS, mas com soldados tradicionais.

EVE Valkyrie (Foto: Divulgação/CCP)EVE Valkyrie (Foto: Divulgação/CCP)

Já EVE Valkyrie foca-se na porção espacial de tudo, com batalhas entre pequenas naves, as Valkyrie, com agentes imortais. Tudo é inspirado na mitologia nórdica, com as chamadas “Valquírias”, que eram guerreira imortais aladas e tinham enorme poder. Já no game, isso é levado para um patamar de ficção científica total.

Para simular a “imortalidade”, o game lida com clonagem. Seu piloto pode morrer e é sempre clonado novamente, para voltar à ação, com memórias das vidas passadas. Isso é explicado nas primeiras cenas da aventura, quando uma parceira te conta sobre como tudo aconteceu e dos seus últimos momentos da missão passada.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

EVE Valkyrie não tem muita história, mas este não é bem o foco do game. Se você espera ter um enredo bem desenvolvido, esse não será o jogo ideal para estrear o PS VR. Há um modo para “single player”, ou seja, para um jogador, mas que não conta muito. Na verdade, ele apenas apresenta memórias da “vida passada” do piloto, com missões rápidas contra o computador.

A jogabilidade está focada no multiplayer, com partidas para até 16 participantes, oito de cada lado. Cada um controla sua nave e a missão é simples: atirar até não sobrar ninguém do outro time, ou quase isso, já que em alguns mapas o objetivo pode variar um pouco. E o multiplayer é cruzado com a versão para PC, ou seja, usuários do Oculus Rift jogam contra usuários do PS VR.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

A natureza de EVE Valkyrie está em seu modo online, o principal do jogo. Abater os inimigos e somar pontos, como em qualquer outro jogo de tiro via rede, é a lei por aqui. É possível usar as duas armas principais da nave, que são o tiro normal e torpedos que travam a mira no inimigo, além de manobras inusitadas com o controle.

Com o tempo, é possível modificar a aparelhagem, instalando novas armas, escudos, melhorias mil na sua nave. Até mesmo o visual pode ser personalizado, ainda que isso pouco importe, pois não a vemos no campo de batalha – a visão é em primeira pessoa –, e mesmo os inimigos são vistos de forma muito rápida. Afinal, estão todos voando em alta velocidade.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Por se resumir a isso, o jogo pode parecer oferecer pouco. Mas EVE Valkyrie se esforça para ter algum conteúdo que faça o jogador voltar sempre, como as melhorias destrancáveis e novos mapas, que são sempre atualizados para os combates espaciais. O título não decepciona em termos de extras, principalmente para quem curte o tema.

Ainda assim, os menus são confusos e pouco explicativos, principalmente pelo movimento da cabeça do jogador, que guia o “ponteiro” para acessar as opções dos menus. Não funciona tão bem quanto deveria e pode causar certa confusão para quem quer acessar algo e não sabe nem o que aquela opção faz.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

E por falar no VR, podemos dizer que EVE Valkyrie é um ótimo cartão de visitas do acessório. Não é o jogo perfeito, está bem longe de ser, mas demonstra o quão poderosa é a imersão com o visor acoplado na cabeça do jogador. Com fones de ouvido, a simulação fica ainda mais assustadoramente real, dadas as explosões das naves ao redor.

Como citamos mais acima, o jogo captura os movimentos da cabeça do usuário, com o VR acoplado. Assim, é como se o piloto da Valkyrie estivesse olhando ao redor da nave, inspecionando seu interior e também o que ocorre no seu exterior. O game se esforça para deixar o efeito de realidade virtual bastante crível.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

É claro que esse tipo de efeito, em um jogo de nave, pode causar tonturas a quem não está acostumado, principalmente pelo controle tão livre que temos dos veículos, com direito a possíveis piruetas e outros malabarismos para acertar os inimigos. Mas, durante nossos testes, efeitos mais pesados não foram sentidos, ainda que sejam possíveis.

O controle das naves, aliás, funciona muito bem, graças à sensibilidade já pré-configurada do jogo no DualShock 4. Entretanto, não é possível utilizar o PlayStation Move no game, ainda que alguns possam ter imaginado isso, para simular os “manches” usados em uma nave padrão. Mesmo assim, o DualShock 4 cumpre seu papel.

EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)EVE Valkyrie (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Os gráficos não são de muito destaque. Eles são bonitos, mas não se comparam a, por exemplo, Star Wars: Battlefront. As batalhas espaciais são até bem feitas, mas as naves não possuem design tão belos ou de destaque. Além disso, é tudo meio “vazio” e sem vida, sem simular algo muito grandioso, principalmente pelo número de jogadores participantes.

Conclusão

EVE Valkyrie é um jogo bem divertido para quem quer aproveitar boa parte do PS VR. O efeito de realidade virtual funciona muito bem e o game tem uma atmosfera excelente para o seu tema. A jogabilidade é básica, mas está bem encaixada. Falta apenas variedade, um modo para um jogador mais robusto e menus menos confusos. Os gráficos não chegam a se destacar, mas também não são tenebrosos.

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    Nota TechTudo

    NOTA tt
    8.3
    Gráficos
    7
    Jogabilidade
    8
    Diversão
    9
    Som
    9

    Prós

    • Jogabilidade simples e divertida
    • O efeito de realidade virtual é muito bem simulado
    • Boa variedade de extras destrancáveis
    • Jogo rápido e sem compromisso

    Contras

    • Falta variedade de modos
    • Gráficos não se destacam
    • Menus confusos
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