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Por Ingo Müller; Por TechTudo


Nome: Fallout: New Vegas
Gênero: RPG em primeira pessoa
Distribuidora: Bethesda Softworks
Plataformas: PS3, Xbox 360, PC

Fallout: New Vegas (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Quando Fallout 3 saiu em 2008, muitos o consideraram o jogo do ano, especialmente pro reviver uma franquia tão querida pelos fãs de RPGs ocidentais. Logicamente, o sucesso trouxe demanda por uma continuação, e o anúncio de uma nova aventura no universo pós apocalíptico de Fallout elevou a expectativa dos fãs às alturas – será que o novo jogo faria jus ao peso da franquia?


Jogabilidade

Infelizmente, quando New Vegas foi lançado, em outubro de 2010, o único título que ele poderia merecer seria de “jogo mais bugado do ano” : alguns minutos de gameplay eram suficientes para que o jogador se irritasse com a grande quantidade de erros, falhas e travamentos que acontecem já nos primeiros minutos da aventura. É como se New Vegas tivesse sido lançado incompleto, sem os testes adequados, de modo que coube aos jogadores da primeira leva do game apontarem os defeitos que seriam corrigidos em futuros patches.

Fallout: New Vegas (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Apenas o fã mais ardoroso de Fallout teria a paciência monástica para finalizar um game que trava o videogame após cada cinco minutos de partida. Como eu fui um desses obstinados que encarou New Vegas em outubro do ano passado, antes das correções, posso dizer que o game hoje está muito mais jogável, e a aventura prende a atenção de vários nichos diferentes de jogadores: fãs de RPGs ocidentais, de jogos de mundo aberto, de cenários pós apocalípticos e até os admiradores dos antigos Fallouts para PC, já que New Vegas lembra muito as instalações anteriores da série.

Visual

Graficamente, o jogo não teve melhorias significativas em relação a Fallout 3, o que é uma decepção, pois não esperamos que um jogo da nova geração apresente tantos defeitos de clipping quanto New Vegas. Perto de outros títulos recentes, o game parece ainda mais pobre. Os personagens são simples e os cenários apresentam texturas apenas satisfatórias – mas até aí, tudo bem, pois gráficos nunca foram o ponto forte da franquia, já que o grande barato de Fallout sempre foi a exploração.

Fallout: New Vegas (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Neste quesito até o jogador mais exigente não vai sair decepcionado: o mapa de New Vegas é ainda mais rico que seu antecessor, com a vantagem de não ter a desestimulante peregrinação pelos túneis de metro de Washington. Infelizmente, algumas regiões são despovoadas demais, o que não chega a ser algo condenável, especialmente se considerarmos a mudança de ares da capital dos EUA para o deserto de Mojave.

Durante o jogo

A jogabilidade é praticamente a mesma de Fallout 3, com perspectiva em primeira pessoa e o auxilio do VATS (Vault Assisted Targeting System) para mira automática, o que confere ao game uma espécie de “sistema de turnos em tempo real” que auxilia especialmente os jogadores de console, já que a precisão do Mouse praticamente elimina a necessidade deste recurso.

No geral, os combates estão mais fáceis, até porque não existem grandes tiroteios em New Vegas. Tirando os Deathclaws, cujo ninho é uma das partes desafiadoras do game, e algum encontro desafortunado com um enxame de Cazadores, um oponente novo, que parece uma mistura de mosquito da dengue com mariposa, um jogador habilidoso pode passear pelo deserto sem medo de morrer. Felizmente, existe a opção de jogar New Vegas no modo Hardcore, em que comida e água passam a ser preocupação constante, deixando mais evidentes os perigos do deserto.

Fallout: New Vegas (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

A mecânica do game mudou um pouco, o que ajuda a evitar algumas combinações superpoderosas presentes no game anterior: As perícias foram modificadas e agora todas tem utilidade, até porque New Vegas dá mais ênfase para a interação social do que seu antecessor. Assim, coisas como carisma e barganha passam a ter utilidade real. Na verdade, praticamente todas as perícias (sim, até explosivos!) passam a ter utilidades nos diálogos, que são o um dos pontos altos do game. As dublagens são convincentes e contam com atores famosos, como Matthew Perry (o Chandler, de Friends), que faz o papel do antagonista Benny.

Mas o mais interessante do jogo são as guinadas de a história dá, de acordo com as decisões do jogador. Enquanto Fallout 3 apresentava uma jornada curta e praticamente linear centrada nas “águas da vida” e no Projeto Pureza, New Vegas apresenta uma série de facções que lutam pelo controle dos destroços da cidade do pecado, e cabe ao seu personagem, o Courrier, decidir que lado escolher.

No final das contas, suas decisões moldam o futuro de todo Mojave e seus moradores, o que aumenta a vontade de encarar a jornada desde o começo, após terminar o game pela primeira vez. Apesar de não chegar aos pés do roleplay dos primeiros dois Fallouts, New Vegas apresenta uma grande guinada em relação ao seu predecessor, e deve agradar sobretudo aos fãs antigos da série.

Conclusão:

New Vegas é uma grande adição à franquia. Consegue mostrar um ângulo inédito do universo Fallout, traz uma série de personagens interessantes e diálogos divertidos, e resgata o espírito dos dois jogos originais da franquia – algo que se perdeu parcialmente em Fallout 3.

7

Gráficos
6
Jogabilidade
7
Diversão
8
Som
8

Prós

  • - Um sopro de ar fresco para a franquia
  • - Vasto mundo aberto para exploração
  • - Mecânica aprimorada

Contras

  • - Jogo cheio de bugs e travamentos.
  • - Precisa dos patches para rodar sem irritar (muito) o jogador
  • - Faltam combates épicos e grandes tiroteios.

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