Jogos de aventura

NOTA tt
6.3

Review Gauntlet

Clássico Gauntlet se renova, mas não o bastante para atrair novos aventureiros. Veja o review completo!

Dário Coutinho
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Gauntlet, jogo para PC lançado recentemente na Steam, é um remake do clássico game de fliperama para quatro pessoas, lançado pela Atari em 1985. Ao capturar boa parte da ação de um dos primeiros jogos multiplayer de todos os tempos, Gauntlet consegue sua fatia de atenção dos mais nostálgicos. Porém, carece de elementos para cativar as novas gerações. Confira a análise.

Gauntlet: remake do clássico dos anos 80 foca em ação e diversão

Gauntlet ganha remake com visual e novas mecânicas (Foto: Divulgação)Gauntlet ganha remake com visual e novas mecânicas (Foto: Divulgação)


Dos fundos do flipper para o PC

Hoje em dia, imaginar uma partida multiplayer com mais de três jogadores é algo simples. Mas em 1985, isso só era possível através de uma máquina de fliperama. Naquela época, Gauntlet era praticamente um experimento social.

O jogo de hack’n slash destruía amizades na mesma velocidade que construía novas. Era perfeitamente possível iniciar um jogo sozinho e depois ser acompanhado por estranhos que embarcavam na aventura com você.

Criado por um dos pioneiros da Atari, Ed Logg, Gauntlet recebeu várias sequências caseiras. Obviamente, nenhuma delas conseguia criar aquele clima de urgência que só uma máquina arcade poderia criar. Na versão de 2014, a primeira para PC depois de muito tempo, Gauntlet reforça suas características multiplayer, mas aposta no modo online para conquistas os jogadores.

Máquinas de fliperama com Gauntlet (Foto: Reprodução / Arcadeheroes.com)Máquinas de fliperama com Gauntlet (Foto: Reprodução / Arcadeheroes.com)

Visual renovado

A primeira coisa que vai chamar atenção dos novos e antigos jogadores é o visual. Gauntlet conta com um visual novo, mas que não exige um computador top de linha. Mesmo sem placa gráfica dedicada, é possível jogar o game. Desde que você lembre de mudar as configurações para retirar os efeitos.

O jogo é bastante leve e a movimentação dos personagens é bastante natural. Algumas animações poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas está tudo dentro do satisfatório. Todo feito na terceira dimensão, o novo Gauntlet aproveita boa parte dos recursos das novas gerações, mas sem exagerar ao ponto disto se sobrepor a sua jogabilidade.

Divertido, mas bastante repetitivo

O novo Gauntlet começa com um pequeno elevador, onde os heróis são levados até as profundezas para encarar as dungeons do jogo. Nesse meio tempo, o jogador experimenta cada um dos quatro personagens: Um arqueiro elfo, um guerreiro, uma valquíria e um mago. Cada personagem possui sua particularidade e estilo de combate. Arqueiro e mago, por exemplo, são os melhores em combates à distância, enquanto o guerreiro e a valquíria, são melhores no “mano a mano”.

Gauntlet tem visual renovado com gráficos em 3D (Foto: Divulgação)Gauntlet tem visual renovado com gráficos em 3D (Foto: Divulgação)

Já no começo, o game deixa bem claro que sua dificuldade é elevada. O mago, por exemplo, possui comandos de magia complexos que exigem um pouco de paciência para o domínio. O ataque principal é acessado através do botão esquerdo do mouse e um ataque secundário através do botão direito. Com o Mago, ambos são usados para magia, e o jogador deve usar as teclas “Shift” e “Espaço” para alternar entre elas.

Felizmente os outros personagens são bastante fáceis. O arqueiro por exemplo, é excelente para se jogar sozinho, pois ele possui uma bomba (tecla espaço) que causa muito dano em área. A tal bomba, depois de lançada, demora alguns segundos para explodir. Essa é apenas uma pequena demonstração de como as coisas, apesar de simples, podem ser técnicas em Gauntlet. Outro exemplo são relíquias que podem ser usadas para oferecer power-ups ou até atrair a atenção dos monstros.

Após chegar no local de seleção das dungeons, o jogador deve entrar na única porta acessível e começar a sua jornada pelas profundezas de Gauntlet. Conforme se aprofunda nos níveis de Gauntlet, é possível perceber rapidamente como o jogo é repetitivo. Há pouca variação de cenários e, principalmente inimigos, são apenas 20 deles no total. Basicamente você enfrentará hordas e horas de inimigos.

Gauntlet possui estágios muito repetitivos (Foto: Divulgação)Gauntlet possui estágios muito repetitivos (Foto: Divulgação)

São 30 fases no total, divididas em áreas com três andares e um chefão no final. Algumas fases possuem inimigos diferentes, como a “Morte” que surge fantasmagoricamente e drena a vida do seu herói de uma única vez, levando a pobre alma para o submundo. Após morrer, seu personagem pode ressuscitar algumas vezes, mas serão poucas, frente a dificuldade do game, não há checkpoints.

Para quem irá jogar sozinho, uma boa notícia é a possibilidade de evocar algumas criaturas para acompanhar você na aventura. Entretanto, elas só aparecem por alguns instantes e precisam ser desbloqueadas e adquiridas no ancião que fica na porta da frente das dungeons.

Partidas online problemáticas

Gauntlet escorrega justamente onde deveria brilhar, no modo cooperativo. O jogo não reforça sua temática cooperativa adequadamente e jogadores que não conhecem a franquia, partirão direto para o “Start Game” acreditando que o jogo irá oferecer uma campanha recheada de história – coisa que o jogo não tem.

Encontrar jogadores online é um dos pontos fracos do jogo (Foto: Divulgação)Encontrar jogadores online é um dos pontos fracos do jogo (Foto: Divulgação)

O tempo de espera no “lobby” é muito grande, o que resulta em partidas apenas em dupla ou trio, pois muitos jogadores não tem paciência para começar uma partida completa. O jogo também não oferece um modo onde jogadores podem adentrar nas partidas a qualquer momento.

Os cenários e esquema dos inimigos são os mesmos em qualquer modo. Por isso, Gauntlet é extremamente difícil para um único jogador. Na dificuldade “Normal”, o jogo já é bem difícil e terminá-lo na dificuldade extrema não renderá muitas recompensas, pois a quantidade de inimigos morta não influência sobre o ouro pilhado.

Mas caso, você tenha três amigos que adoravam Gauntlet, e marque uma jogatina em conjunto, partilhar essa aventura será pura nostalgia. Porém, o ideal é fazê-lo com o jogo sendo executado em uma janela e com o Skype, ou outro programa de videoconferência ligado, pois o jogo não oferece nenhuma forma de interação entre os jogadores.

Conclusão

Gauntlet, o novo remake é uma boa forma de relembrar os velhos tempos para quem já é veterano dos fliperamas e conhece o game. Mas a produtora Arrowhead pecou em alguns elementos que deixaram o jogo sem atrativos para os jogadores mais novos. Gauntlet parece deslocado, principalmente em tempos em que temos jogos como Diablo 3.


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Nota TechTudo

NOTA tt
6.3
Gráficos
7
Jogabilidade
7
Diversão
6
Som
5

Prós

  • - Diversão local
  • - Piadinhas
  • - Relíquias são uma boa novidade

Contras

  • - Exageradamente repetitivo
  • - Falhas no Multiplayer Online
  • - Poucos recursos no modo Multiplayer
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