Jogos de aventura

NOTA tt
6.0

Review Green Lantern: Rise of the Manhunters

Um dos personagens mais famosos da DC Comics, o Lanterna Verde enfim começa a ter a atenção que merece em outras mídias. Após estrelar alguns desenhos animados, o herói alcançou os cinemas e também os videogames, com uma adaptação oficial.

Felipe Vinha
por
em

Nome:Green Lantern: Rise of the Manhunters 
Gênero: Ação
Distribuidora: Warner Bros. Interactive (Distribuído no Brasil pela Warner Games)
Plataformas: PS3, Xbox 360, PC, Wii, DS, 3DS

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Divulgação)

Um dos personagens mais famosos da DC Comics, o Lanterna Verde enfim começa a ter a atenção que merece em outras mídias. Após estrelar alguns desenhos animados, o herói alcançou os cinemas e também os videogames, com uma adaptação oficial. 

O filme do Lanterna Verde só chegou ao Brasil agora, em agosto, dois meses após sua estréia original, mas você pode matar seu gostinho pela aventura do personagem com o game Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos, lançado oficialmente por aqui pela Warner, com direito a legendas em português. Confira nossa análise completa para as versões Xbox 360 e PlayStation 3

Aventura espacial 

Como um verdadeiro herói interplanetário, nada mais justo que a aventura do Lanterna Verde nos games se passa em galáxias distantes, certo? É o que ocorre neste título, que começa a ação em Oa, o planeta que serve de base de operações para o grupo conhecido como Tropa dos Lanternas Verdes, responsáveis pela segurança de diversos setores do universo. 

Os problemas começam quando os Caçadores Cósmicos, antigos guardiões, invadem Oa em busca de algo que ainda não foi descoberto, um segredo até mesmo para os Lanternas – uma espécie de bateria mágica para outra energia que não é a verde. 

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)

A partir daí, o game segue sua história com um conceito saído dos quadrinhos do personagem, onde baterias de diversas cores representam emoções distintas. Tais alvos devem ser protegidos dos Caçadores, que por algum motivo buscam estes poderes. 

Cabe ao jogador assumir o controle de Hal Jordan, o Lanterna Verde da Terra e personagem principal da saga, na missão de combater os Caçadores e proteger as baterias e seus respectivos planetas. Tudo isso, claro, com a ajuda do Anel do Poder, principal arma dos Lanternas, capaz de criar qualquer objeto ou forma a partir da força de vontade de seu usuário. 

A história do game não é um primor de qualidade. Na verdade ela é bem básica, mas não compromete. Há a base da saga, a ameaça constante e a desculpa para o herói sair distribuindo sopapos cósmicos por aí, isso sem falar em reviravoltas, sempre presentes em qualquer trama que se preze. Neste ponto, o título cumpre seu papel.

Vale ressaltar ainda que se trata de uma história paralela ao filme, por isso não se preocupe em estragar surpresas que podem te aguardar no cinema.

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)

Com o poder do anel 

É de se imaginar que os jogadores fiquem com um pé atrás com jogos baseados em filmes. Também pudera, eles não são exatamente o exemplo de jogabilidade refinada ou de aventura com boa qualidade, ao menos não a maioria. Mas até que este aqui se esforça para não ser de todo o ruim. Digamos que sua jogabilidade siga o mesmo conceito que permeia a trama: básica e sem comprometer. 

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters 

A ação se passa em terceira pessoa, com uma jogabilidade que lembra bastante o que é visto em outros jogos do gênero. Após alguns movimentos com o personagem, o primeiro jogo que ele vai te lembrar é God of War, clássico do PlayStation 2. Hal Jordan ataca seus inimigos como Kratos e até se movimenta como o espartano, com direito a esquiva configurada em um dos analógicos. 

Há um botão para golpe mais forte e um para o mais fraco. O pulo também está em um dos botões principais do controle, o que deixa as coisas ainda mais parecidas com o título da Sony. Não que isso seja ruim, já que existe aquela regra máxima de que “se é para copiar, que copie direito”. 

A produtora Double Helix fez um bom trabalho na questão de jogabilidade, principalmente em relação aos golpes especiais do herói, sempre presentes nas mais diversas formas, cortesia do Anel do Poder. O jogador pode destrancar habilidades que ativam golpes extremamente visuais e imponentes, a exemplo de um jato criado a partir do anel, que é utilizado para atacar seus inimigos.  

Poderoso e bonito de se ver

É possível criar combos com os golpes, defender ataques inimigos e agarrar alvos distantes com o anel, o que torna possível arremesso de projéteis. As opções de luta são bem variadas, com golpes e habilidades secundárias a serem destravadas por meio de pontos e uma “árvore” de progressão. 

Em algumas fases, a jogabilidade muda para um tiro de “jogo de tiro”, onde Hal Jordan voa e atira em objetos diversos. O jogador deve mirar de forma correta, já que estes estágios lembram mais um jogo de tiro com a câmera em trilhos do que ação em terceira pessoa. 

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)

No dia mais claro… 

Mas nem tudo é “verde” na qualidade do jogo. Como dissemos, ele não compromete, mas também não está livre de erros. Na verdade, são falhas que podem afastar os jogadores mais exigentes, ainda que não sejam sentidas por aqueles que querem apenas debulhar o título e esmagar botões. 

Para começar, a inteligência artificial dos inimigos não é das mais inteligentes. Durante nossos testes, passamos por momentos constrangedores. Um deles, por exemplo, mostrava inimigos correndo contra a parede, já que o herói estava do outro lado. Por que não contornar o obstáculo e ir atacá-lo do outro lado? Não, os vilões optaram por tentar combater aquele temível muro para alcançar o mocinho. É de passar vergonha. 

Outro pequeno problema que deve incomodar, e também relacionado aos inimigos, está na questão da repetitividade. Os Caçadores Cósmicos parecem ter apenas uma grande família, com vários irmãos gêmeos e alguns poucos primos distantes. Mesmo mudando de cenário, os vilões se repetem em diversos momentos. O jogo pode soar chato, massante, a partir deste defeito. 

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)

Na noite mais densa… 

Por fim, Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos ainda guarda mais um vilão na manga, que não são os Caçadores: sua duração. O game é muito curto e pode ser terminado em menos de seis horas. Para tentar contornar este probleminha está o modo multiplayer cooperativo. 

Tal modalidade permite que outro jogador sente do seu lado, pegue o controle e comece a soltar raios verdes com outro anel, no controle do personagem Sinestro, parceiro de Hal nesta aventura (e também nos cinemas).  

O multiplayer é “on the fly”, ou seja, basta pegar o segundo controle e apertar “Start” para começar a ajudar seu amigo. Infelizmente não há suporte online para este modo, mas jogar com uma companhia ao lado pode ser interessante para trocar dicas e pedir ajuda. 

Os gráficos não apresentam o mesmo nível dos efeitos especial que vemos nas imagens do filme, claro. Na verdade, eles estão bem fraquinhos, se pensarmos que estamos falando de consoles como PlayStation 3 e Xbox 360

Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)Green Lantern: Rise of the Manhunters (Foto: Divulgação)

Conclusão 

Colocando em uma balança, Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos é um jogo bem equilibrado. De um lado, temos uma história bacana de se acompanhar, principalmente para os fãs, que devem encontrar algumas carinhas conhecidas pela aventura. Some isto a uma jogabilidade que não compromete e é bem copiada de outros títulos de ação em terceira pessoa e teríamos o jogo perfeito para o herói. Infelizmente, alguns erros crucias acabam estragando um pouco a experiência, como inteligência artificial dos inimigos extremamente mal apresentada, a falta de variedade dos mesmos inimigos e a curtíssima duração do jogo. Ao menos temos o multiplayer, que pode valer algumas horinhas a mais para o disco dentro de seu console.

Não se esqueça que este game também possui suporte ao 3D, justamente como é o filme nos cinemas, para ser jogado em uma TV especial que apresenta tal tecnologia. Por isso, pode valer a pena se você quiser conferir o efeito em mais um game “saltando da tela”, já que ainda são um pouco escassos.

 

Nota TechTudo

NOTA tt
6.0
Gráficos
6
Jogabilidade
6
Diversão
7
Som
7

Prós

  • - Jogabilidade divertida.
  • - Golpes e habilidades épicos.
  • - Variedade de poderes.
  • - Modo multiplayer.

Contras

  • - Inteligência artificial ruim.
  • - Inimigos repetitivos.
  • - Gráficos fracos.
  • - Jogo muito curto.
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  • Pedro Leonel
    2012-01-02T15:16:46

    AH!!! PORQUE SERÁ NÉ