Jogos de ação

NOTA tt
8.0

Review Headlander

Desvende os segredos de uma utopia espacial em um game do tipo Metroidvania

André Luiz de Mello Pereira
por
em

Headlander, novo game da Double Fine, coloca o jogador no controle de uma cabeça em uma estação especial, tentando resolver o desaparecimento da tripulação local. Será que o game vai além de sua premissa bizarra e consegue ser um título decente do gênero de exploração no estilo metroidvania? Confira a resposta em nossa análise completa.

Confira também o review de Song of the Deep

Explorando o espaço, mas sem perder a cabeça

Headlander começa com a apresentação do personagem principal, o último humano vivo em uma utópica estação especial. O problema é que ele é apenas uma cabeça dentro de um capacete, o que explica ele não falar uma palavra durante todo o game.

Controle uma cabeça dominando robôs em Headlander (Foto: Divulgação/Double Fine)Controle uma cabeça dominando robôs em Headlander (Foto: Divulgação/Double Fine)

Usando um propulsor, você pode voar com a cabeça e, com um aspirador, consegue arrancar a cabeça de robôs espalhados pelo cenário e tomar conta de seus corpos. Essa é a uma das grandes sacadas de Headlander, vide que cada tipo de robô tem uma habilidade diferente, assim como alguns possuem cores distintas e que podem abrir portas específicas.

Por causa disso, é comum ficar indo e voltando pelo mapa, na posse de um novo tipo de robô para abrir uma porta que você não tinha acesso antes. Conforme você avança, é possível destravar habilidades para o próximo capacete, algo que se torna muito útil nas sessões finais do título.

Os anos 70 no espaço

Headlander tem um estilo visual que lembra bastante filmes B de ficção científica produzidos na década de 70. Desde a paleta de cores utilizada, trilha sonora e o tipo das construções e personagens gritam por aquela época, algo que torna o game divertido e único.

Os cenários de Headlander são um show à parte (Foto: Divulgação/Double Fine)Os cenários de Headlander são um show à parte (Foto: Divulgação/Double Fine)

Por isso, é comum encontrar porções do mapa em que tudo é extremamente colorido, além de ser possível interagir com robôs hippies que só querem paz e amor, mesmo sob o comando de uma tirana inteligência artificial.

O mapa de Headlander é imenso, o que fará com que você passe várias horas explorando as salas disponíveis no jogo. A vantagem é que o game tem ritmo rápido, permitindo que você estude o cenário com facilidade.

O combate de Headlander pode ser frenético (Foto: Divulgação/Double Fine)O combate de Headlander pode ser frenético (Foto: Divulgação/Double Fine)

Inicialmente, os comandos podem parecer estranhos, mas, com alguns minutos de prática, é possível fazer milagre e sair combatendo uma legião de robôs assassinos apenas navegando com a sua cabeça pelo cenário.

Quando a história fica em segundo plano

A história de Headlander é um tanto estranha e, muitas vezes, tenta usar de um humor nonsense para avançar a trama. Infelizmente, ela não chega a ser tão interessante quanto o resto da apresentação do game. Por isso, é muito fácil você simplesmente ignorar a história e avançar pelo jogo apenas para completá-lo.

Sim, você pode até comandar um cachorro-robô em Headlander (Foto: Divulgação/Double Fine)Sim, você pode até comandar um cachorro-robô em Headlander (Foto: Divulgação/Double Fine)

Isso não significa que ele seja chato. O gameplay é realmente divertido, mas sua qualidade apenas torna a história ainda mais sem graça quando tudo é apresentado desta maneira.

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Talvez por isso, a luta contra o chefe final seja a parte mais chata do jogo. Enquanto outros inimigos que você encontra em Headlander exigem habilidade e inteligência do jogado. O chefe final pede apenas sorte para desviar de uma chuva de tiros que destroem seu herói com apenas um acerto.

O aumento realmente repentino de dificuldade nesse final pode fazer muita gente desistir do game por um tempo ou permanentemente.

Conclusão

Headlander é um jogo bem interessante, com um gameplay divertido, trilha e gráficos estilosos e um mapa enorme que fará você ficar indo e voltando pelo cenário durante horas, sem medo de ser feliz. Alguns problemas, ligados diretamente à sua história, tiram um pouco do seu brilho, mas o título não deixa de ser uma boa adição ao gênero metroidvania.

Nota TechTudo

NOTA tt
8.0
Gráficos
8
Jogabilidade
8
Diversão
9
Som
7

Prós

  • Gráficos e trilha sonora estilosos
  • Comandos respondem muito bem
  • Mapa enorme para explorar
  • Sistema de evolução é justo

Contras

  • História fraca
  • Aumento repentino de dificuldade no final pode afastar jogadores
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