Jogos de RPG

NOTA tt
7.0

Review Hyperdimension Neptunia Re;Birth2: Sisters Generation

Remake de Hyperdimension Neptunia Mk2 para o PS Vita traz uma nova história estrelando as irmãs das deusas do jogo original, dessa vez baseadas em videogames portáteis, como o Game Gear, PSP e Nintendo DS.

Rafael Monteiro
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Hyperdimension Neptunia Re;Birth 2: Sisters Generation é um remake para PS Vita do RPG Hyperdimension Neptunia Mk2, lançado originalmente para o PlayStation 3. No jogo há deusas que representam empresas como Sony, Microsoft, Nintendo e Sega, lutando para salvar o mundo de Gamindustri da ameaça de Arfoire, representante da pirataria. A sequência não muda muito em relação ao Re;Birth 1 e acaba sofrendo dos mesmos defeitos.

Confira nosso review completo de Hyperdimension Neptunia Re;Birth 1

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 2: Sisters Generation coloca as candidatas a deusas para lutar (Foto: Divulgação)Hyperdimension Neptunia Re;Birth 2: Sisters Generation coloca as candidatas a deusas para lutar (Foto: Divulgação)


A vez dos portáteis

Re;Birth 2 se passa três anos após os eventos do jogo original. As quatro deusas Neptune, Noire, Vert e Blanc foram derrotadas e aprisionadas no cemitério de Gamindustri. IF e Compa, parceiras de Neptune, tentam resgatá-las, mas conseguem apenas resgatar Nepgear, irmã mais nova de Neptune.

Agora controlando Nepgear, que representa o antigo portátil Game Gear, jogadores precisam recrutar outras candidatas à deusa, como Uni, que representa o PSP, e as gêmeas Ram e Rom, as quais simbolizam o Nintendo DS. Juntas elas tentarão obter o poder de antigas entidades, os Mascotes, e assim resgatar as deusas.

Toda a história é contada no clássico estilo Visual Novel japonês, com muitas conversas e humor. A jornada passará por vários continentes, incluindo Planeptune, que simboliza um hipotético console da Sega para a sétima geração, Lastation, que representa o PlayStation 3, Lowee, representando o Nintendo Wii e Leanbox, simbolizando o Xbox 360.

Uni, candidata que representa o PSP, conta com muito poder de fogo (Foto: Divulgação)Uni, candidata que representa o PSP, conta com muito poder de fogo (Foto: Divulgação)


Lá e de volta outra vez

O choque ao começar a aventura é que em poucos minutos de história você é colocado em um jogo idêntico ao primeiro. Para recobrar as forças das deusas, Nepgear precisará realizar missões em uma guilda, assim como no original. No entanto, a falta de mudanças faz com que a sequência pareça o mesmo game ou no máximo uma expansão.

Para completar as missões você precisará visitar vários dungeons no mapa. Um grande problema é que as dungeons continuam sendo muito pequenas e não oferecem valor para exploração. Elas são habitadas por vários inimigos, os quais por sua vez têm visuais que parodiam jogos famosos.

As lutas são travadas em um misto de ação e RPG. Você precisa mover suas personagens pelo campo de batalha e então escolher como quer atacar o inimigo. Cada inimigo tem barras de energia e de defesa. Você pode escolher atacar sua energia diretamente, ou diminuir sua defesa, para que os golpes tirem mais energia.

O clima leve dos diálogos não condiz com o alto nível de dificuldade do jogo (Foto: Divulgação)O clima leve dos diálogos não condiz com o alto nível de dificuldade do jogo (Foto: Divulgação)

Apesar do clima leve apresentado nos diálogos, o nível de dificuldade do jogo é bem alto. Inimigos comuns não costumam ser tão problemáticos, mas chefes são extremamente difíceis. Sua progressão depende de uma repetitiva mecânica de “grind”, a qual significa enfrentar os mesmos inimigos várias vezes para ficar mais forte. Como os inimigos dão poucos pontos de experiência, isso se torna muito cansativo.

Gráficos mais agradáveis

O setor gráfico do jogo teve uma melhoria razoável em relação a Re;Birth 1. As dungeons ainda são pequenas, porém os cenários e os personagens melhoraram um pouco. Não chega a ser uma melhora gritante, mas traz um visual mais agradável de se olhar. O mais importante fica por conta da taxa de quadros, que agora fica mais estável, sem lentidão.

As músicas e efeitos sonoros são bem parecidos com os do primeiro jogo, o que pode ser desculpado graças à dublagem que continua sendo excepcional. É possível escolher tanto entre o áudio original japonês quanto as vozes americanas, as quais fazem um ótimo trabalho em passar a emoção certa na fala das personagens.

Nível de dificuldade das batalhas escala muito rápido, exigindo longos períodos de grind (Foto: Divulgação)Nível de dificuldade das batalhas escala muito rápido, exigindo longos períodos de "grind" (Foto: Divulgação)


Conclusão

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 2: Sisters Generation é um jogo praticamente igual ao primeiro, trazendo todas as qualidades mas também alguns sérios defeitos. Devido ao alto nível de dificuldade e repetição nas batalhas, fica impossível recomendá-lo para qualquer jogador que já não seja um fã do remake Re;Birth 1 ou da série de RPG original.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
7
Jogabilidade
6
Diversão
7
Som
8

Prós

  • Atmosfera divertida
  • Ótima dublagem

Contras

  • Nível de dificuldade alto
  • Muito igual ao primeiro
  • Repetição de batalhas
  • Fases pequenas
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