Notebook

NOTA tt
9.0

Review MacBook Pro com tela Retina

O astro do último WWDC – o evento anual em que a Apple apresenta várias de suas novidades – foi, sem dúvida, o novo Macbook Pro com tela Retina. Leia o nosso review do produto.

Julio Preuss
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O astro do último WWDC – o evento anual em que a Apple apresenta várias de suas novidades – foi, sem dúvida, o novo Macbook Pro com tela Retina. Tratamos de encomendar um para fazer esta avaliação assim que a loja online permitiu e, menos de uma semana depois, ele estava em nossas mãos, enviado direto da China. A procura tem sido tanta que o prazo de entrega já aumentou de uma para três a quatro semanas.

Novo Macbook Pro com Retina DisplayNovo Macbook Pro com tela Retina (Foto: Reprodução/Julio Preuss)

A tela Retina

Com resolução de impressionantes 2.880 x 1.800 pixels, a tela de 15 polegadas deste notebook tem quatro vezes mais pixels do que qualquer concorrente e o dobro da definição, medida em pontos por polegada. Afinal, são mais de cinco milhões de pontinhos, com uma densidade de 220 ppi, contra 110 ppi do modelo tradicional.

Galeria de fotos do MacBook Pro com tela Retina

É menos do que os 326 ppi do iPhone 4 e os 264 ppi do novo iPad, mas ainda assim um número de respeito, considerando-se que não costumamos olhar a tela do computador de tão perto quanto a de um smartphone ou tablet. Sobretudo, de acordo com o discurso da Apple, para ser chamada de “Retina”, basta que os pixels da tela sejam indistinguíveis a olho nu – e eles são, desde que em programas e sites otimizados para tal.

Confira, na imagem abaixo, a comparação de um detalhe da logomarca do TechTudo e do título dos destaques. À esquerda, temos os cortes de duas fotos da tela de um Macbook Pro de 15 polegadas tradicional. À direita, as mesmas áreas na tela Retina do novo modelo. Repare que na logomarca, que é exibida como imagem, a maior quantidade de pixels não melhora a definição. Já na palavra “Destaques”, renderizada como texto, todo o potencial da tela é explorado, deixando as curvas e diagonais muito mais nítidas.

Retina TechtudoRetina Techtudo (Foto: Reprodução/Julio Preuss)

A diferença é bem perceptível na interface do Mac OS X e nos dá ainda poucos programas atualizados para a tela Retina. O navegador Safari, naturalmente, é um deles, razão pela qual foi o que usamos para capturar as imagens acima. O jogo Diablo III, também – e seu visual com todos os detalhes gráficos configurados no máximo, é tão fantástico que todos os outros games ficam com ares de anos 1990. De quebra, serve para demonstrar o poder de fogo do novo processador Intel Core i7 “Ivy Bridge”, de núcleo quádruplo, e do chip gráfico Nvidia GeForce GT 650M.

Outro aplicativo em que se percebe bem a novidade é o visualizador de fotos, pois elas ficam sensacionais na tela de alta definição – quase não é mais preciso usar o zoom para ver se uma foto está em foco ou não. Assim como exaltamos essa característica do novo iPad quando discutimos seu potencial como acessório para fotografia, o Macbook Pro Retina é tão melhor para os fotógrafos que, daqui para frente, vai ser difícil usar qualquer outro modelo.

Conectividade atualizada

Externamente, o novo Macbook Pro lembra bastante os modelos anteriores baseados no chassis “unibody”, esculpido a partir de um único bloco de alumínio. Ficou mais fino, com espessura de apenas 1,8 cm, e mais leve, pesando aproximadamente dois quilos, mas isso é pouco perceptível, a não ser que coloquemos as duas versões juntas.

Houve mudanças também nas opções de conectividade: o Macbook Pro Retina não tem mais unidade de CD ou DVD, porta Firewire, entrada para microfone ou conector de rede Ethernet – este último simplesmente porque sua altura não caberia na espessura diminuta do notebook. Pelo mesmo motivo, o conector de força MagSafe precisou ser redesenhado, ficando mais fino e comprido.

Conector MagSafe ficou mais finoConector MagSafe ficou mais fino (Foto: Reprodução/Julio Preuss)

Por outro lado, as duas entradas USB foram atualizadas para o padrão 3.0, bem mais rápido, e temos ainda um par de portas Thunderbolt, que servem também como Mini Display Port e, com um adaptador opcional de US$ 20, podem se transformar em porta de rede. Completam a lista uma saída HDMI, uma para fone de ouvido e um leitor de cartões SD.

DSC_0030 (Foto: DSC_0030)Entrada HDMI, novidade na linha de MacBooks (Foto: Julio Preuss)

As últimas diferenças externas são o fim do botão e leds indicadores da carga da bateria e a mudança do local do botão liga/desliga: a exemplo do que acontece no Macbook Air, em vez do botão circular de alumínio, ele agora está no próprio teclado, onde ficava o agora desnecessário ejetor do CD/DVD.

Botão liga/desliga se mudou para o tecladoBotão liga/desliga se mudou para o teclado (Foto: Reprodução/Julio Preuss)

Impossível de expandir ou consertar

Fora o preço, a partir de US$ 2.199 nos Estados Unidos, a maior crítica ao novo Macbook Pro é a sua arquitetura extremamente fechada. Para minimizar as dimensões do produto e aproveitar qualquer espaço livre com células da bateria, a Apple fez um computador repleto de soluções proprietárias e componentes soldados na placa-mãe.

Upgrade de hardware de notebooks nunca foi tarefa fácil, mas quase sempre dava para substituir, pelo menos, o disco rígido, a memória RAM ou a bateria. Neste Macbook, nada disso é possível – a bateria até pode ser trocada, mas é preciso enviá-lo para a Apple. O resto, só trocando o computador inteiro.

Por conta disso, a recomendação é comprar logo a melhor configuração que se possa pagar. Em vez do modelo básico, com processador Intel Core i7 de 2,3 GHz e 256 GB de SSD (a memória flash que substituiu o disco rígido), partimos logo para a versão com processador de 2,6 GHz e 512 MB de armazenamento, que custa US$ 2.799, cerca de R$ 5.751 e, por mais US$ 200 (R$ 410), aumentamos a memória RAM dos 8GB padrão para 16 GB. Total: praticamente US$ 3 mil, aproximadamente R$ 6.164!

Configuração topo-de-linha custa US$ 3.749 nos EUAConfiguração topo-de-linha custa US$ 3.749 nos EUA (Foto: Reprodução)

Para quem quiser ainda mais desempenho e capacidade, dá para optar pelo processador topo-de-linha, de 2,7 GHz, por mais US$ 250 (R$ 513), e expandir o armazenamento flash para 768 GB, por outros US$ 500 (R$ 1.027), elevando o preço para US$ 3.749, cerca de R$ 7.703. Um dinheirão, sem dúvida, mas não dava para achar que o melhor notebook que a Apple já fez ia sair barato (valores referem-se à conversão de 22/06).

Veja abaixo um infográfico publicado aqui no TechTudo com o que você pode comprar com a diferença de preço do MacBook Pro com tela Retina vendido nos Estados Unidos e no Brasil:

Infográfico Apple (Foto: TechTudo)Infográfico Apple (Foto: TechTudo)

Ficha técnica

Tela Retina de 15 polegadas
Resolução máxima 2.880 x 1.800
Sistema operacional Mac OS X Lion
Processador Intel Core i7 “Ivy Bridge” quad-core de 2,7 GHz
Memória RAM 16GB
Vídeo NVidia GeForce GT 650M com 1 GB ou Intel HD Graphics 4000 de 1GB
Mídia ótica não disponível
Armazenamento SSD de 512 GB
Webcam FaceTime HD 720p
Conectividade 802.11n, Bluetooth, USB 3.0 (x2), Thunderbolt (x2), SD e HDMI
Dimensões 35,89cm x 24,71cm x 1,8cm
Peso 2,02 kg
Autonomia de bateria 7 horas
Itens inclusos Carregador MagSafe 2 de 85W com cabo extensor; adaptador para o cabo de rede Ethernet

Nota TechTudo

NOTA tt
9.0
Design
9
Funcionalidades
9
Desempenho
10
Custo-benefício
7

Prós

  • * Tela Retina;
  • * Espessura de apenas 1,8 cm;
  • * Thunderbolt e USB 3.0.

Contras

  • * Impossibilidade de upgrade;
  • * Preço elevado;
  • * Ausência de conector de rede;
  • * Ausência de unidade ótica.
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populares

  • Luan Santos
    2012-06-28T15:34:44

    Prefiro comprar um Alienware M18X Personalizado.

  • Fernando Sbrogio
    2012-06-26T19:43:28

    Pessoal, mesmo nos USA está muito caro, olha só a configuração de um computador da Asus la q custa apenas $919.99. Intel Core i7-2670QM quad core @ 2.2GHz 6MB L3 Cache burst frequency @ 3.1GHz; 6GB DDR3 1333MHz; Nvidia Geforce GT 630M with 2 GB DDR3; 15.6 inch LED LCD HD at 1920 x 1080; 750 GB 7200 RPM HDD 16MB chache; Bluetooth v3.0 e USB 3.0 SuperSpeed x 1. Isto custa 3x menos do que o iPad pro retina. Se vc pega um note la de $1500 dolares a configuração é simplesmente bemmm melhor que essa. Pra mim a Apple é mto cara e sempre com plataforma mais fechada possível.

  • Jayme Filho
    2012-06-26T15:13:07

    Gabriel, aceito suas colocações porém acho que a verdade não é bem assim. O mercado de aluguel pela própria netflix de DVDs e BLURAYS aumentou em 15% no até março desse ano. Então dizer que essa mídia está morta, não é bem assim! Além disso, visto que se pode comprar notebooks por preços de 400 dolares nos EUA, pagar 2.700 em um note me parece exagero até para padrões internbacionais. Se você acessar sites de vendas de grandes lojas como BestBuy e J&R, verá que os notes mais vendidos são por preços de 500 a 600 doláres. Isso ainda sem falar na impossibilidade de upgrade!

  • Jayme Filho
    2012-06-26T10:49:59

    Produtinho chinfrim hein?!

  • Lawrence Teixeira
    2012-06-26T09:31:08

    Nunca tive um produto da apple e nunca tive vontade de ter, até esse mac pro aparecer. Esse sim eu queria ter um, mas vou continuar sem, pois nesse preço ta longe de eu poder comprar hehe.

  • Ademilson Braga
    2012-06-25T19:46:53

    Colocaram que o preço de um iPhone 4S nos Estados Unidos custa em torno dos US$399. Gostaria de saber se o preço colocado é o mesmo disponível na Apple Store. Sendo que lá ví apenas o mesmo valor mas sendo necessário um pacote com a empresa telefônica por 2 anos. O que desembolsaria aproximadamente US$1416. Abraços, gostei muito da matéria.

  • Oto Neto
    2012-06-25T19:35:09

    a resolução da tela na internet ainda atua como 2880?? como fica nos sites que tem uma largura máxima de 1000px?? na minha full hd de 22" já sobra muito espaço... e a questão de upgrade é horrível.

  • Paulo Rbs
    2012-06-25T18:34:22

    Para ser justo, o novo Macbook Pro que custa "apenas"US$ 1.199 tem display de 13 polegadas, mas não tem tela retina, e a resolução é de 1280 x 800. Custa o mesmo preço do Macbook Air US$ 1.199. De qualquer modo, mesmo sem a tela retina, a versão básica do novo Macbook Pro é US$ 1.000 mais barata que o modelo do artigo acima, e apesar disso, possui o drive ótico de CD/DVD.

  • Filipe Cunha
    2012-06-25T17:36:58

    O problema que o provo brasileiro é burro e paga. Igual com carro, absurdamente caro as coisas aqui!!!

  • Guilherme Schmitt
    2012-06-25T17:33:25

    Vale ressaltar que o iPhone 4S de 32GB custa na verdade US$ 750,00 nos EUA. Não tem como comprar por US$ 399 sem ter um contrato de, no mínimo, 2 anos com uma operadora de lá, o que não faz o menor sentido para quem for usar o telefone aqui. Mesmo assim, a diferença ainda é de cerca de R$ 1.000...

  • Dilson Silva
    2012-06-25T17:00:18

    Que bom que o povo começa a abordar a inteligência de comprar as coisas la fora, quando saiu o 4S dava pra comprar a passagem de ida e volta e o cel la. Mas não, quero ficar feito um retardado na fila pra aparecer

  • Denilson Pereira
    2012-06-25T16:59:14

    cotação do dia 13 estava em 2,05 12.500,00/2,05 = 6,097.56 2,799.00 x 2,05 = 5.737,95 a diferença ai ficou em 6.762,05 reais ou 3,298.56 dolares. é um absurdo isso, olha quando tem de juros e impostos imbutido em um produto, salva me Deus.

  • Mateus Kuhn
    2012-06-25T16:42:51

    Nao e o preço meus pai do ceu custa 12500 reais e la custa 2799 olha a diferença a gente so paga imposto aqui e uma facada nenhuma condiçao de comprar

  • Gustavo Pereira
    2012-07-02T11:52:04

    Comparar Asus com Apple é para quem pensa igual. Pense diferente.

  • Antonio Querioz
    2012-06-26T11:33:20  

    e os amantes da apple se sentem orgulhosos por mais um invenção por parte delas, com 12k ja da pra comprar um carro popular usado ano 05/06 ao invez disso, ou propriamente tirar 15 dias na europa

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    • Antonio Querioz
      2012-06-26T11:33:20  

      Quem compra Apple no Brasil não está pensando em comprar carro usado 05/06 ou tirar 15 dias na Europa em detrimento do notebook. Quem compra Apple no Brasil, pega seu carro novo, vai comprar o MacBook de 12k e leva ele na viagem para a Europa. Pobre compra Positivo.

  • Jayme Filho
    2012-06-26T10:49:41  

    Bom, deixa ver se eu entendi... O crítico está falando as mil maravilhas de um produto que tem uma placa de vídeo mediana (os notes mais modernos já estão vindo com 670, 675 ou 680), de um note que não se pode fazer um upgrade nem de memória (quer dizer, pague 12.000 reais e se daqui a pouco um software qualquer exigir mais memória, pague 12.000 de novo), e por um note que não vem nem com DVD para quando você quiser ver um filminho (não estou falando nem de BLURAY, mas sim do DVD convencional). Quando isso acontecer a solução é comprar um Drive externo e ocupar uma das entradas?

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    • Jayme Filho
      2012-06-26T10:49:41  

      Jayme vc tem que se colocar na perspectiva americana, tecnológicamente ainda muito a frente da nossa. Por ter morado na Europa posso te dizer que os DVDs e Blurays estão simplesmente sendo aniquilados pelos mercados virtuais (o próprio iTunes Store americano é uma videoteca incrível, além do Vulu e do Netfix deles, bem superior ao nosso); o mesmo acontece com música, com os serviços de streaming do tipo Spotify. Enfim, a mídia realmente se tornou obsoleta por lá, como irá se tornar aqui com o tempo. Além disso o aparelho, lá, custa um preço aceitável visto que trata-se de uma inovação téchinca

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    • Jayme Filho
      2012-06-26T10:49:41  

      GABRIEL PINHEIRO Gabriel, aceito suas colocações porém acho que a verdade não é bem assim. O mercado de aluguel pela própria netflix de DVDs e BLURAYS aumentou em 15% no até março desse ano. Então dizer que essa mídia está morta, não é bem assim! Além disso, visto que se pode comprar notebooks por preços de 400 dolares nos EUA, pagar 2.700 em um note me parece exagero até para padrões internbacionais. Se você acessar sites de vendas de grandes lojas como BestBuy e J&R, verá que os notes mais vendidos são por preços de 500 a 600 doláres. Isso ainda sem falar na impossibilidade de upgrade!

  • Wallace Pereira
    2012-06-25T20:17:43  

    Outro ponto negativo, tambem nao tem 17"?

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    • Wallace Pereira
      2012-06-25T20:17:43  

      Pra que se ninguém comprava... se precisa de um laptop de 17 é melhor ter um desktop...

  • Luan Santos
    2012-06-25T16:21:52  

    Enquanto ao Alienware R3?

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    • Luan Santos
      2012-06-25T16:21:52  

      Tem que pagar emposto sim, quem vai manter os corruptos no brasil, pra onde vcs acham que vai todos on empostos do brasil, nas estradas, para os hospitais, KKKKKK, na proxila eleicao, coloca um palhaco ou um corrupto la.

  • Paulo Rbs
    2012-06-25T17:47:59  

    Que falta de ética do editor dessa matéria: Faz um artigo com informações equivocadas, e ainda censura os leitores que apontam os erros, apagando os comentários. Nota zero. A matéria é equivocada. O novo Macbook Pro tem drive DVD/CD. E custa "apenas" US$ 1.999, na versão básica, no EUA. É o mesmo preço do novo Macbook Air. O portal CNET fez um ótimo comparativo entre o Macbook Pro e o Macbook Air.

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    • Paulo Rbs
      2012-06-25T17:47:59  

      Paulo Rbs, antes de vc atacar alguém gratuitamente, certifique-se que leu e entendeu a matéria completa. O título da matéria já diz tudo: MacBook Pro com tela Retina. Entendeu? COM TELA RETINA. O pior é não ter a hombridade de pelo menos se deculpar com o autor da matéria aqui nos comentários.

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    • Paulo Rbs
      2012-06-25T17:47:59  

      O de 15 polegadas quis dizer, ja o de 13 parece que nao tem.

  • Tiago Celestino
    2012-06-25T16:41:58  

    Ou seja, é melhor comprar na China do que no Brasil ou EUA. Entendi.

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    • Tiago Celestino
      2012-06-25T16:41:58  

      Ola, Tiago. Desculpe se nao ficou claro... o notebook foi encomendado do Canada, por preco equivalente ao dos EUA, mas enviado diretamente da China.