Jogos de ação

NOTA tt
9.0

Review Metal Gear Rising: Revengeance

Confira o review completo de Rising: Revengeance, o mais recente título da franquia da Konami

Thiago Dias
por
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Metal Gear Rising: Revengeance foi anunciado como um hack n’ slash aos moldes de séries como Devil May Cry e Castlevania: Lord of Shadow. Fãs chiaram, atrasos ocorreram e a desconfiança só cresceu. Mas felizmente, a parceria entre a Platinum Games e a Kojima Productions deu certo. Confira:

Velocidade, velocidade e velocidade

Metal Gear Rising: Revengeance (Foto: Divulgação)Metal Gear Rising: Revengeance (Foto: Divulgação)

Se a jogabilidade de MGR pudesse ser definida em uma palavra, ela seria velocidade. Desde os primeiros momentos, a agilidade que pudemos ver em Bayonetta e Vanquish está toda presente no game, mas de forma bem mais refinada. Em nenhum momento o jogo se torna confuso ou excessivo, pois ele nunca desacelera. 

E para isto, a Platinum Games caprichou em alguns recursos que tornam o sistema de combate no mínimo inovador. A intenção foi claramente emular o que havia de melhor no gênero, mas ainda sim dar a identidade que um nome de peso como Metal Gear precisa ter.

O jogo usa um sistema de combos que lembra muito Devil May Cry, balanceando entre golpes fortes e fracos, contudo aposta no free katana para tornar tudo diferente. Após uma sequencia de golpes para enfraquecer os inimigos, basta o jogador acionar um botão para poder movimentar a espada livremente, cortando em qualquer sentido. Esta é a grande atração de Metal Gear Rising e o que o diferencia de qualquer hack n’ slash. A premissa de poder cortar qualquer parte do corpo dos inimigos é mantida à risca, e deve influenciar em muito os títulos com lutas de espada a partir de agora.

Outro destaque da jogabilidade vai para os poucos comandos de defesa. A Platinum Games teve claramente preocupação em evitar o estigma de contra-ataque que vem afetando os games hoje em dia. Em vez de o jogador se defender o tempo todo e apenas contra-atacar o inimigo – a série Assassin’s Creed que o diga – aqui o objetivo é atacar sempre. Para defender, basta segurar o botão de ataque e mover o direcional na direção do golpe do inimigo e pronto, Raiden defende, desarma e está pronto para atacar. A solução é simples, veloz e não tão fácil na prática. Ou seja, para a Platinum Games o melhor ataque realmente é o ataque.

MGR_E32012_08 (Foto: MGR_E32012_08)Metal Gear Rising: Revengeance (Foto: Dvulgação)

Violência crua e direta

O trabalho gráfico do game é eficiente como poucos, embora seja discreto. Trabalhado exclusivamente pela Kojima Productions, o estilo é o mesmo usado em Metal Gear Solid 4, embora traga claras melhoras, especialmente nas expressões faciais dos personagens. Mas o visual de MRG brilha mesmo é nas cenas de violência.

É possível ver com detalhes cada membro que Raiden decepa, assim como um banho de sangue que deixaria Quentin Tarantino orgulhoso. Pode-se dizer que o jogo justifica a censura de 18 anos que receberá no Brasil, pois nada é ocultado ou subentendido. A violência de Metal Gear Rising é crua e direta, mas com o mínimo de cuidado para que não se torne ofensiva ou caricata.

metal gear rising - modo free katana (Foto: metal gear rising - modo free katana)Metal Gear Rising (Foto: Divulgação)

História simples, mas que convence

Contudo, a grande preocupação dos fãs da série Metal Gear não era com o apuro técnico com que o game seria feito, mas sim o quanto ele afetaria a história da série principal, cuidadosamente construída ao longo de 25 anos. A boa noticia é que a resposta para esta pergunta pode ser dada em uma palavra: nada.

Metal Gear Rising se passa cinco anos após o fim de MGS4, com Raiden trabalhando para uma empresa de segurança privada especializada em pacificar países em guerra civil. O jogo começa com o protagonista resolvendo uma crise em um país fictício na África Central, mas logo sofre uma emboscada e é deixado à beira da morte por um ciborgue conhecido apenas como Samuel (que por acaso é brasileiro).

A impressão que fica após as pouco mais de 10 horas de jogo, é que a Kojima Productions e a Platinum Games tiveram a intenção de desvincular Metal Gear Rising de qualquer outro game da série principal. Ou seja, não é necessário que o jogador conheça Metal Gear Solid para entender o que está acontecendo, no máximo para pegar algumas referências.

O lado negativo disto é que a história se torna consideravelmente mais rasa quando comparada com qualquer game protagonizado por Snake, sem grandes mistérios ou reviravoltas. Em Metal Gear Rising é a história que trabalha em prol da jogabilidade, não o contrário como ocorria nos jogos anteriores.

MGR_E32012_06 (Foto: MGR_E32012_06)Metal Gear Rising (Foto: Divulgação)

Chefes memoráveis, personagens nem tanto

Mas se o dedo do produtor-executivo Hideo Kojima pode ser sentido em algum momento de MGR é nas lutas com os chefes. Caricatos e carismáticos como muitos da série principal, as lutas são o ponto alto do game.

Com um nível de dificuldade consideravelmente alto para os jogos de hoje em dia, ao menos duas delas batalhas são memoráveis, podendo durar até mais de uma hora e com várias alternativas de ataque. Isto embalado por uma trilha sonora original, misturando hard rock com elementos eletrônicos que casam perfeitamente com as batalhas. Não é exagero dizer que em alguns momentos o jogo se torna um show com sons e efeitos visuais que contribuem para que a experiência não se torne frustrante ou cansativa.

Porém nem tudo é perfeito em Metal Gear Rising. Raiden continua sendo um personagem com certa falta de carisma, e mesmo com a intenção de afastar este novo game da série original o quanto for possível, a comparação com Snake ou outros personagens é inevitável. A equipe de apoio de Raiden também é inexpressiva e deixam a impressão de ser apenas ferramentas necessárias para auxiliar o jogador, e não personagens completos como Col. Campbell, Otacon ou Zero.

MGR_E32012_03 (Foto: MGR_E32012_03)Metal Gear Rising (Foto: Divulgação)

Conclusão

Metal Gear Rising: Revengeance é um jogo redondo, o resultado de um casamento bem sucedido entre dois estúdios que não pareciam ter nada em comum. Pode até ser que ele não agrade os fãs mais radicais de Metal Gear Solid, mas talvez isto seja proposital. Com MGR a Konami cria uma nova franquia e expande um universo rico para além das amarras de Hideo Kojima. E desde que isto seja feito com qualidade, respeitando o legado de sua série-mãe, não há problemas. Se vender bem, Metal Gear Rising irá trilhar caminhos próprios, o que é ótimo para os fãs.

Nota TechTudo

NOTA tt
9.0
Gráficos
8
Jogabilidade
9
Diversão
9
Som
10

Prós

  • - Batalhas contra os chefes
  • - Trilha sonora original
  • - Jogabilidade impecável
  • - Ssistema de corte

Contras

  • - Campanha poderia ser maior
  • - Personagens sem carisma
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  • Jhonathan Baio
    2013-02-19T06:04:25

    Esse jogo fico muito loko parabens para os estudios Kojima e Platinum Games

  • Laerte Renck
    2013-02-19T07:17:01  

    Eu não gostei desse jogo, ainda mais após jogar o DMC, em minha opinião esse personagem ficou com poucas opções de esquiva e é muito lento, o que custaria ele ter uma esquiva rápida e um golpe em que ele estaria no ar e desceria rápido em direção ao oponente? DMC nos ensinou que esse golpe é bem eficiente.

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    • Laerte Renck
      2013-02-19T07:17:01  

      Lineker Moraes, eu testei o jogo, eu só achei um comando em que você no ar tem que apertar 2 vezes o X, joguei no 360, primeiro ele dava um golpe no ar e depois descia, não achei um em que ele descia rápido ao chão.

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    • Laerte Renck
      2013-02-19T07:17:01  

      Laerte Renck Pegou a demo? Os golpes nela são bem limitados, uma das 11 armas do jogo sem upgrades não é um bom comparativo. Tente jogar denovo e teste armas como L'etranger, Pincer Blades e até Stun Blade. =)