Jogos de esporte

NOTA tt
8.0

Review NBA Jam

NBA Jam é uma franquia que pode até ficar algum tempo longe dos consoles, mas quando volta é que nem cesta de basquete: vem de 2 em 2. Depois da revitalização da série no ano passado, com lançamentos para PS3, Wii e Xbox, a Eletronic Arts – atual dona da franquia, que era da Midway na década de 90 - traz a On Fire Edition que elimina algumas das limitações do game anterior.

Ingo Müller
por
em

Nome: NBA Jam: On Fire Edition
Gênero: Basquete
Distribuidora: EA Sports
Plataforma: PS3/ Xbox 360

NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)

NBA Jam é uma franquia que pode até ficar algum tempo longe dos consoles, mas quando volta é que nem cesta de basquete: vem de 2 em 2. Depois da revitalização da série no ano passado, com lançamentos para PS3, Wii e Xbox, a Eletronic Arts – atual dona da franquia, que era da Midway na década de 90 - traz a On Fire Edition que elimina algumas das limitações do game anterior. Mas será que este lançamento vale o seu dinheiro, ou é apenas uma das “versões anuais” típica da EA para um jogo cuja fórmula é copiada sem grandes mudanças desde 1993? Acompanhe nosso review e tire suas próprias conclusões.

Quadras dignas de NBA

Esta On Fire Edition tem os melhores gráficos apresentados na franquia NBA Jam – não que isto signifique muita coisa, mas as melhorias (especialmente em relação aos arcades dos anos 90) são visíveis, já que os atletas se movimentam bem e todos os lances tem bons quadros de animação. Porém, algumas escolhas estéticas antigas ainda se mantém enraizadas neste título, como o caso a torcida “chapada” (embora até que bem animada) e, muito mais grave, dos rostos dos jogadores parecerem bidimensionais, como uma fotografia, e com expressões semelhantes.

NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)

Este aspecto, em especial, poderia ter sido melhor trabalhado pela EA. A empresa é conhecida pelo licenciamento da imagem de atletas e clubes, e consegue reproduzir com relativa competência imagens de jogadores de futebol na sua série Fifa (com alguns tropeços, mas pelo menos os craques são convincentes) – por que não fazer o mesmo com este game de basquete, que tem uma quantidade menor de jogadores que qualquer liga do game de futebol? Tudo bem que fazer motion capture de alguns jogadores especiais como Barack Obama e Sarah Palin seria meio complicado, mas nada que uma boa construção em 3D a partir de modelos genéricos não resolvesse. Esta falha não compromete, mas demonstra falta de capricho com o game.

Movimentos exageradamente simples

Os controles de NBA Jam continuam básicos e intuitivos, perfeitos para o jogador casual: mesmo quem nunca jogou os games antigos vai conseguir fazer enterradas espetaculares. Porém, em relação aos outros títulos da franquia, o jogo teve mudanças importantes: uma delas foi que algumas mecânicas de NBA Hangtime (título de basquete 2 contra 2 desenvolvido pela Midway para a geração 64 bits) passaram a ser partes fundamentais do Jam, como as ponte aéreas e os dribles.

NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)

Outra alteração importante é que, ao contrário dos games anteriores, agora você alterna o controle entre os dois atletas do seu time tanto no ataque quanto na marcação – nos games mais velhos, você escolhia seu boleiro e o outro era permanentemente comandado pela CPU estando com ou sem a bola.

Obvio que para comportar todas estas mudanças o mapeamento dos botões foi modificado, mas não é nada drástico: basta meia horinha de jogo para que os fãs antigos se sintam tão a vontade quanto nas partidas disputadas nos consoles de 16 bits, mas sem as limitações dos jogos da década de 90.

Locutor pegando fogo

Depois das enterradas alopradas, o elemento de NBA Jam que mais traz boas lembranças aos jogadores é a narração, que lançou bordões sensacionais como “He’s on fire!” (“ele está pegando fogo!”), que acabaram saindo do universo do jogo e ganhando voz na cultura popular. Como o próprio nome diz, esta versão da série está pegando fogo com novos comentários, incluindo referências da reality shows (o “pants on the ground” do American Idol) e até ao Soup Nazi de Seinfeld (“no dunk for you!”). Sem dúvida um belo trabalho de Tim Kitzrow, que se inspirou na “voz do basquete” Marv Albert para dar o tom certo para cada cada frase.

NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)

Se fosse só pela narração, NBA Jam pegaria fácil um “10″ como melhor som dos videogames de 2011. Porém, um jogo também precisa de música boa para cativar os ouvidos do jogador, e neste quesito a edição On Fire passa longe do aro: as músicas se restringem a batidinhas instrumentais bem repetitivas. Como um game de basquete, bem que o título poderia trazer um repertório de funk e rap das antigas, trazendo artistas como Rick James e Cypress Hill.

Computador ladrão!

NBA Jam: On Fire Edition tem todos os modos de jogo clássicos de um game de esporte: uma campanha, partidas simples e o modo on line. Todos permitem vários jogadores simultâneos no mesmo console – um ponto positivo, já que muitos jogos modernos esquecem que temos amigos reais, focando apenas no multiplayer para a internet.

A campanha foi repaginada: em vez de uma série de jogos isolados, com o jogo mantendo seu recorde através de um número de PIN, agora existe o Road Trip, em que você percorre os EUA jogando contra os times da NBA. Você joga várias vezes contra o mesmo time, para ganhar medalhas e pontos que são trocados por novos jogadores, times e outros extras. Algumas destas partidas tem regras especiais, como duração mais curta e modificações no sistema de pontuação tradicional do basquete, o que dá certa variedade a forma como se enfrenta o computador.

NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)NBA Jam: On Fire Edition (Foto: Divulgação)

O problema é que a máquina rouba muito: as disputas por medalhas de bronze são fáceis, as medalhas de prata estão na medida, mas a partir das medalhas de ouro, você simplesmente não consegue manter uma boa dianteira no placar: basta abrir uns seis pontos que a máquina começa a acertar arremessos de três, fazer roubadas de bola incríveis, além de garantir que você erre lances bobos -quando a máquina “resolve” ganhar, até uma enterrada banal, embaixo da tabela, sem marcação e com o turbo cheio acaba batendo no aro. A culpa disso é da chamada “rubberband A.I”, uma forma de inteligência artificial que visa deixar as partidas mais competitivas, mas acaba apenas frustrando o jogador.

O modo On Line foi bem feito e não tem muito lag, mas você pode ter dificuldade de encontrar partidas, já que a comunidade do game não é grande: todas as vezes que tentei jogar na rede, apenas cerca de 700 jogadores estavam logados – enquanto um jogo de tiro como Call of Duty costuma ficar na casa das centenas milhares, fácil. Talvez se o game fosse mais barato, tivesse atraído mais jogadores: US$ 14,99 ou 1.200 microsoft Point por um jogo repaginado realmente é um pouco salgado – algo em torno de 10 dólares ou 800 MPs me pareceria mais justo.

Conclusão:

NBA Jam: On Fire Edition é uma versão gloriosa desta clássica série de basquete. Simples e bem humorado, o jogo garante boas horas de diversão logo no primeiro contato. Porém, após alguns dias de jogatina você percebe que o game é muito repetitivo, e acaba deixando o joystick de lado. Além disso, o jogo é ótimo para se jogar com mais três amigos, mas pode ser frustrante enfrentar o computador nas dificuldades mais elevadas.

 

Nota TechTudo

NOTA tt
8.0
Gráficos
8
Jogabilidade
8
Diversão
8
Som
8

Prós

  • . Quatro jogadores no mesmo console
  • . Vários extras destraváveis
  • . Jogabilidade casual

Contras

  • . Repetitivo, enjoa rápido
  • . Comunidade on line pequena
  • . Rubberband A.I
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  • Gustavo Lima
    2011-11-21T15:38:15

    Estranho

  • Esther Machado
    2011-11-20T15:39:20

    mais é feinho o jogo logico q nao jogoso pelo grafico mais sim pela diversao mais n gosto de jogos repetitivos entao esse jogo com certeza nao irei jogar.

  • Julinho B
    2011-11-09T10:22:12

    deixa de ser rancoroso Alisson... o jogo não é um simulador, é um arcade, quer um simulador joga o 2k12.