Jogos de ação

NOTA tt
6.0

Review Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge

Confira o review completo de Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge, o mais recente título da franquia que começa a demonstrar sinais de desgaste.

Felipe Vinha
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Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge é o novo título da franquia do ninja mais famoso do mundo dos games. Lançado originalmente para Wii U, o título chega também ao Xbox 360 e PlayStation 3 mostrando que a franquia já não esbanja a mesma qualidade de antes. Confira:

Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)

Perdendo o rumo

Ninja Gaiden 2 chegou ao Xbox 360 apresentando uma jogabilidade agradável e gráficos incríveis, rodando a 60 frames constantemente. O game rapidamente se tornou um dos mais procurados na época em que foi lançado. Entretanto, isso consequentemente criou um patamar de qualidade que a franquia precisaria alcançar em seu próximo título.

E foi exatamente isso que não ocorreu. Pois, além de não superar o anterior, Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge parece um retrospecto da franquia, tanto em qualidade visual, quanto em jogabilidade.

Resta saber o que o popular estúdio Tema Ninja fará no futuro. O que podemos perceber é que a franquia já não é tão popular e atrativa como antes. Portanto, talvez seja a hora de aguardar a próxima geração de consoles e esperar o melhor momento para relançar um novo game com a qualidade que consagrou a franquia nos primeiros títulos, ainda na década de 90, e que depois ainda conseguiu brilhar no Xbox 360.

Novas roupas também estão disponíveis em Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)Novas roupas também estão disponíveis em Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)

Campanha e modo online

A campanha traz uma história bem limitada e pouco convincente. Ryu precisa combater um terrorista que o amaldiçoou. Em meio a isso, conflitos de consciência atormentam o personagem, que fatia sem a menor piedade todos que cruzam o seu caminho.

Já o modo multiplayer, que causou espanto quando foi anunciado, mostra-se como o ponto mais divertido do game. Encarar outros ninjas em uma arena é um passatempo mais agradável que o próprio modo campanha, principalmente quando seus aliados são seus amigos, pois neste caso a estratégia realmente funciona.

Ele também conta com um sistema de evolução bem similar ao utilizado no modo campanha. Entretanto, acaba criando uma certa vantagem nos duelos contra ninjas mais evoluídos. Portanto, no começo, o ideal é criar partidas e limitar o nível de seus adversários.

Novos personagens estão em Ninja Gaiden 3: Razor's Edge (Foto: Divulgação) (Foto: Novos personagens estão em Ninja Gaiden 3: Razor's Edge (Foto: Divulgação))Novos personagens estão em Ninja Gaiden 3: Razor's Edge (Foto: Divulgação)

Um ninja limitado

A jogabilidade de Ninja Gaiden sempre foi um excelente exemplo do que é o gênero Hack and Slash. O método variado com que o personagem fatiava e moía todos os inimigos pelo caminho sempre foi satisfatório para aqueles que procuravam um game de ação sem muito compromisso - sem puzzles complexos e cenários mais abertos.

Porém, em Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge, essa variedade de movimentos não existe. Ao invés disso o jogador se depara com uma decepcionante limitação de movimentos do personagem. E por mais que o sistema de evolução libere novas habilidades, elas não trazem tantas novidades, basta uma simples sequência de golpes médios e fortes para que Ryu derrote seus oponentes.

Outras limitações também são percebidas na variedade de armas e nos outros movimentos do personagem, como escalar uma parede ou utilizar um salto mais acrobático. O jogo a todo momento obriga o jogador a andar por um percurso bem linear e bater nas dúzias de inimigos que surgem a todo momento, sem abrir espaço para improvisos e estratégias mais criativas.

Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)

Visual sem capricho

Outro elemento que perdeu o seu brilho foi o visual. Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge até conta com uma bela caracterização de Ryu, seja com seus trajes normais ou com outros que estão inclusos no pacote. Entretanto, seus inimigos esbarram em uma limitação que se torna entediante.

Os cenários também entram para esse conjunto de críticas. A começar por algumas fases, que apresentam uma ambientação escura demais, o que atrapalha até mesmo na hora de enxergar seu personagem. Os elementos que constituem os ambientes também não são caprichados e apresentam um ar de simplicidade a todo momento. Basta parar e observar, por exemplo, prédios com acabamentos lisos, ou árvores com seus galhos e folhas bem poligonais.

Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)Ninja Gaiden 3 Razor’s Edge (Foto: Divulgação)

Conclusão

Ninja Gaiden 3: Razor’s Edge parece um retrocesso de uma franquia que, no passado, já foi uma das mais consagradas. Nem o interessante modo online consegue salvar este game repleto de limitações na jogabilidade e gráficos bem abaixo do esperado. Infelizmente, a franquia de Ryu já mostra sinais de desgaste, resta saber se é hora de começar tudo do zero ou simplesmente deixá-la adormecendo enquanto ainda há algum brilho na memória dos fãs.


 

Nota TechTudo

NOTA tt
6.0
Gráficos
6
Jogabilidade
5
Diversão
5
Som
8

Prós

  • - Modo multiplayer divertido
  • - Hack'n slash descompromissado

Contras

  • - Jogabilidade repetitiva
  • - Ambientação nada agradável
  • - Gráficos sem capricho
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