Celular

NOTA tt
6.0

Review Nokia N97

Maurício Carvalho
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Em 2007 a Nokia, líder mundial de telefones celulares, lançou um smartphone cheio de recursos que, mal sabia ela, viraria uma febre e se tornaria talvez o smartphone mais popular do mundo: o N95. Desde então, a expectativa por um novo sucesso dentre os fàs deste aparelho só têm aumentado. O sucessor teórico, o N96, nada mais é do que um N95 com pouquíssimas novas funcionalidades, apesar do design mais moderno. Quando a Nokia anunciou o N97, aí sim as pessoas viram o produto como a evolução esperada do N95.

Design, tela e teclado

A primeira impressão que temos do aparelho é do seu visual. Nisso, a Nokia mandou bem. Ao abrir a embalagem, que por si só já dá ao telefone um ar de superioridade, a tela se destaca por ocupar boa parte da sua face. Fechado ele já chama atenção. Quando se desliza o teclado físico, o aparelho se torna algo como um micro-notebook. A tela fica na diagonal, e o aparelho pode descansar na mesa como um computador portátil, podendo ainda servir também de rádio-relógio ou porta retrato digital. Aliás, o teclado físico é um dos pontos fortes do aparelho. As teclas firmes e a tela inclinada te dão um ótimo conforto para digitar mensagens. Além disso, o mecanismo para abrir o aparelho é prático e muito bem construído.

Se você está esperando pelos pontos positivos do aparelho, acho que eles terminam por aqui.

Nokia N97Nokia N97 (Foto: Divulgação)

Sistema

Ao ligar o aparelho já nos deparamos com alguns problemas. Por ter uma tela de toque resistiva, ou seja, que precisa do uso objetos pontiagudos para uma operação agradável, nos decepcionamos um pouco ao tentar opera-lo com os dedos. Ele funciona, mas a resposta não é tão boa. O ideal é usar os cantos, a pontinha dos dedos ou até mesmo as unhas. Talvez, as mulheres que costumam usar unhas grandes se dêem melhor com ele. Mas o fato é que, seja um fardo das telas resistivas ou um problema de estabilidade do sistema, ele não tem uma boa precisão nos comandos por toque.

Falando do sistema, talvez ele seja o principal culpado da desilusão que o Nokia N97 causa aos usuários. Instável, frequentemente o telefone reiniciava sozinho. Às vezes travava, ou ficava muito lento. As transições de tela, entre menus e aplicativos, não são suaves. As vezes agarram ou constróem a tela diante de seus olhos. Chega a atrapalhar inclusive ao atender ligações, seja pela lentidão, ou da precisão de resposta da tela de toque.

Talvez todos esses problemas sejam explicados pelo fato de que o N97 foi apenas o segundo produto da Nokia a usar a primeira versão do Symbian para telas de toque. O primeiro, o Nokia 5800, sofreu de alguns problemas semelhantes, mas evoluiu bem depois de inúmeras atualizações do firmware (o software embutido no aparelho). Apesar do N97 também possuir atualizações do firmware disponíveis aos usuários, a evolução da qualidade foi insuficiente.

Nokia N97Nokia N97 com o teclado aberto (Foto: Divulgação)

GPS e Multimídia

Se pegarmos sua lista de funcionalidades, o N97 parece ser mesmo uma escolha acertada. Mas, na prática, as coisas podem não funcionar como esperamos.

O transmissor FM, que nos possibilita transmitir sem fios as músicas tocadas no celular para qualquer rádio FM, até funciona, mas tem um alcance curtíssimo. Só conseguimos fazê-lo funcionar quando ficava muito próximo ao rádio, praticamente encostados um no outro.

O GPS está lá, o Nokia Maps vem instalado, mas muitas vezes, ao usá-lo para navegar, um atraso era percebido. A sua posição mostrada na tela do aparelho era um pouco atrasada em comparação com a realidade.

O aparelho possui 32GB de memória interna, cabendo inúmeras músicas. Mas caso queira ouvi-las através do Bluetooth, você será presenteado com vários cortes e pulos, como num LP arranhado. A câmera de 5 megapixel é boa, mas não oferece nenhum destaque: nada de detector de faces, sorriso, touch focus ou vídeos em alta definição.

O navegador quebra o galho, principalmente com a ajuda da grande tela do aparelho, mas não chega aos pés dos mais modernos vistos no iPhone e aparelhos Android. Ele também sofre da lentidão que afeta todo o sistema.

Autonomia

Por ser um smartphone, não esperem por uma bateria que dure o mesmo que um Nokia 1100. Com uso normal, provavelmente terá que carrega-lo toda noite para não ficar na mão na manhã seguinte. Com uso mais pesado, é melhor levar o carregador consigo ou ter um carregador veicular para aproveitar enquanto estiver em trânsito.

Ficha técnica

Tela 3,5 polegadas
Resolução de tela 640×360
Sistema operacional Symbian
Rede GSM/EDGE/3G
Armazenamento 32GB memória interna/entrada para cartão microSD
Câmera 5 megapixel
Flash sim
Conectividade Wi-Fi/Bluetooth/USB
Sincroniza com PC sim
Dimensões 117 mm x 55 mm x 16 mm
Peso 150g
Autonomia de bateria Até 570min (2G) e 360min (3G) de conversação e até 430h (2G) e 400h (3G) em espera
Itens inclusos Aparelho, Carregador, Fone de ouvido, Cabo de dados (USB), Bateria

Nota TechTudo

NOTA tt
6.0
Design
6
Desempenho
7
Custo-benefí­cio
5

Prós

  • * Teclado com boa empunhadura
  • * Tela espaçosa
  • * Alto-falantes acima da média

Contras

  • * Instabilidade do sistema
  • * Relativamente grande e pesado
  • * FM de pouco alcance
  • * Câmera mediana
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