Jogos de aventura

NOTA tt
9.5

Review Ori and the Blind Forest

Ori and the Blind Forest é uma verdadeira obra-prima que, certamente, merece um lugar especial no coração dos amantes de jogos.

Victor Alcaíde Teixeira
por
em

Ori and the Blind Forest é um game de plataforma 2D com elementos de ação disponível para Xbox One e PC. Desenvolvido pela Moon Studios e publicado pela Microsoft, o jogo foi promovido durante a E3 2014 como um exclusivo de peso do console mais recente da empresa de Bill Gates. A aventura do miúdo espírito da floresta consegue exceder todas as expectativas possíveis: é uma obra-prima comovente e fantástica em todos os sentidos.

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Review: Ori and the Blind Forest (Foto: Divulgação)Review: Ori and the Blind Forest (Foto: Divulgação)


Quando um jogo consegue tocar a alma

Talvez a maior virtude de Ori and the Blind Forest seja sua capacidade de envolver o jogador em apenas 10 minutos de jogatina, mesmo sem apresentar a extensa floresta de Nibel. A narrativa inicial, que introduz a fábula, sabe como ninguém brincar com emoções, uma vez que alterna momentos de gratidão, afeto, tristeza e solidão.

É difícil falar sobre a obra de arte da Moon Studios sem ressaltar o apelo sentimental explícito desde o primeiro vídeo de gameplay apresentado no ano passado. Sem usar muitas palavras, o título consegue fascinar com simples gestos e ações, que parecem ter saído de um conto de fadas.

Na trama, o jogador assume o papel de Ori, um guardião da floresta órfão que ficou sob os cuidados de Naru, um ser que se dedica de corpo e alma à jovem criatura. Quando tudo parecia perfeito, eis que uma misteriosa catástrofe sobrenatural surge para assolar Nibel. Como consequência, o pequeno ser branco acaba se separando de Naru para embarcar em uma perigosa jornada de autoconhecimento.

Game conta uma história comovente pintada à mão (Foto: Divulgação)Game conta uma história comovente pintada à mão (Foto: Divulgação)

No decorrer da aventura, Ori descobre que, para restaurar Nibel, será preciso reacender os três elementos da Luz amparados pela Árvore dos Espíritos: o “Elemento das Águas”, localizado no topo da Árvore de Ginso, o “Elemento dos Ventos”, guardado a sete chaves nas profundezas das Ruínas Abandonadas e o “Elemento do Calor”, escondido abaixo do fogo de Monte Horu.

Um conto de fadas de quebrar a cabeça

Ori and the Blind Forest tem toda a pinta de ser um jogo acessível, com personagens fofinhos e um visual brilhante e colorido pintado a mão. Porém, o título adota o clássico estilo “Metroidvania”, no qual é necessário andar para lá e para cá em busca de portas secretas, itens, etc.

O vasto mapa da floresta de Nibel abre de acordo com o progresso de Ori na trama. O jogador pode perambular livremente por densas florestas, ruínas e lagos. É válido lembrar que The Blind Forest pouco ajuda em situações labirínticas.

Não se engane: Ori and the Blind Forest é desafiador e cheio de puzzles (Foto: Divulgação)Não se engane: Ori and the Blind Forest é desafiador e cheio de puzzles (Foto: Divulgação)

A única orientação do jogo é indicar o destino final. Sendo assim, o percurso deve ser definido pelo próprio jogador, que muitas vezes acabará se deparando com exigentes desafios malabarísticos. Embora o universo fantasioso seja bastante convidativo, os caminhos podem ser torturantes o bastante para fazê-lo desligar o console.

O nível de complexidade não é absurdo, é verdade, mas os checkpoints manuais amplificam a dificuldade dos objetivos. O sistema de saves funciona da seguinte forma: ao coletar células de energia na natureza, Ori é capaz de acendê-las para criar um Elo da alma, que possibilita que salvamentos em locais estratégicos.

Pressentiu a morte antes de encarar um certo monstro? Então não se esqueça de criar um checkpoint, pois, caso a premonição vire realidade, o seu destino será o último ponto salvo. Durante os testes do TechTudo, perdemos as contas de quantas vezes esquecemos de criar checkpoints, resultando em uma experiência bem frustrante.

Sistema de checkpoints é uma grata surpresa (Foto: Divulgação)Sistema de checkpoints é uma grata surpresa (Foto: Divulgação)

Ori and the Blind Forest é capaz de punir sem piedade, fazendo o jogador regredir ao morrer para um sapo aparentemente inofensivo ou para uma armadilha de espinhos estrategicamente ocultada no cenário. O sistema de saves não é algo negativo, muito pelo contrário. Ele consegue afastar Ori do padrão de salvamento automático típico de jogos do gênero.

“Farmando” em todos os lugares

O combate do game é competente e extremamente fácil de ser aprendido, oferecendo uma movimentação fluida e precisa, que usa e abusa da verticalidade. Ori utiliza seus movimentos acrobáticos para ultrapassar trechos sinuosos recheados de obstáculos perigosos e superfícies complexas.

Enquanto Ori escapa de investidas inimigas, Sein, um ser luminoso que o acompanha, desfere raios poderosos para acabar com as criaturas rivais. Ao longo da jogatina, o protagonista pode realizar upgrades para melhorar certas habilidades, como o dano de ataque de Sein e os efeitos de restauração das células de vida, por exemplo.

Ori deve encarar diversos desafios malabarísticos (Foto: Divulgação)Ori deve encarar diversos desafios malabarísticos (Foto: Divulgação)

Todos os inimigos geram pequenas células douradas. Assim como em um típico sistema de RPG, o jovem órfão precisa acumular orbs para desbloquear novas técnicas na árvore de habilidades.O sistema, ainda que funcione bem, é prejudicado pela simplificada dinâmica de acumular XP. Afinal, os inimigos renascem infinitamente, o que acaba facilitando a etapa de “farmar”, tornando-a demasiadamente descomplicada.

Basicamente, uma animação blockbuster jogável

Tecnicamente falando, Ori and the Blind Forest é um dos jogos mais marcantes lançados nos últimos tempos. Sinceramente, não lembro quando foi a última vez em que um game de plataforma conseguiu aliar com tanta maestria uma trilha sonora com composições orquestradas originais, uma narrativa poética e emotiva e um visual artístico digno de animação blockbuster.

Nao há sequer um trecho desprovido de criatividade e capricho. Todos os elementos da floresta de Nibel foram minuciosamente trabalhados à mão para imergir o jogador em uma fábula que toca no coração e flerta com a perfeição.

Todos os cenários são minuciosamente detalhados (Foto: Divulgação)Todos os cenários são minuciosamente detalhados (Foto: Divulgação)

Por possuir um vasto universo de fantasia, é surpreendente ver que nenhum ambiente foi reaproveitado. Aqui, felizmente, não existe a sensação de “eu já vi isso antes”, já que cada área oferece uma diversidade absurda de fauna e flora, intercalando entre cenários belíssimos e cheios de vida e locais obscuros escravizados pela maldade.

Conclusão

Ori and the Blind Forest é uma verdadeira obra-prima que, certamente, merece um lugar especial no coração dos amantes de jogos. Com um visual artístico de encher os olhos, uma jogabilidade extremamente competente e uma trama que toca a alma, o game já garantiu um lugar cativo na lista dos melhores de 2015.

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Nota TechTudo

NOTA tt
9.5
Gráficos
10
Jogabilidade
9
Diversão
9
Som
10

Prós

  • - Trilha sonora original
  • - Jogabilidade fluida que une elementos de diferentes gêneros
  • - História comovente
  • - Visual artístico
  • - Vasto mundo de jogo
  • - Sistema de checkpoints

Contras

  • - Dinâmica de acumular experiência
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  • Andre Ramos
    2015-11-16T10:28:27

    Fiquei sabendo desse jogo pela lista dos melhores do ano de aventura. Grata surpresa. Jogão com uma dificuldade absurda. Para quem jogava megadrive e arcade nos anos 90, eh um jogo q traz uma nostalgia aliada a jogos de nova geração. Melhor jogo do ano fácil.

  • Mario Quadros
    2015-03-31T08:31:12

    Grande jogo!! Pena que não saiu pro PS4. Na esperança que tenhamos no PS4 um novo Puppeteer!! Ou quem sabe o Ori mesmo...

  • Hugo Fraga
    2015-03-30T12:14:20

    Jogaçooo ! Vale mt a pena, e daqueles jogos diferentes da maioria.