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Por Felipe Vinha; Por TechTudo

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PlayerUnknown's Battlegrounds é um jogo online disponível para download no Steam para PC no estilo “Battle Royale”, ou seja, com uma grande arena onde apenas um jogador vai ser o vitorioso e sobrevivente. A ideia é inspirada em H1Z1, DayZ e outros games similares. Seu criador, na realidade, é Brendan Greene, o “PlayerUnknow”, como também é conhecido, um dos pioneiros neste gênero. Aqui, Greene eleva o nível do desafio ao nos apresentar um título que, além de ser de sobrevivência, aposta no grande realismo para cativar os jogadores. Confira nossa análise completa e veja o que achamos:

Não pense que PlayerUnknown's Battlegrounds trará uma história bem construída para partidas online com seus personagens. O jogo, na verdade, se baseia muito mais na jogabilidade. O que temos aqui é uma grande disputa, dentro de uma ilha de oito quilômetros quadrados, onde é preciso sobreviver.

PlayerUnknowns-Battlegrounds-home (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Como dito anteriormente, PlayerUnknown's Battlegrounds é um jogo no estilo Battle Royale. O último sobrevivente é que conta, apesar de o game apresentar um sistema de “renascimento” para quando seu personagem está prestes a morrer. O detalhe é que, quando chegamos nesta ilha, vamos de avião e saltamos de paraquedas no ponto em que escolhemos. A partir daí a liberdade é total.

Assim como em H1Z1 e outros games similares, o que conta aqui é a liberdade. Não há zumbis, então é preciso se preocupar mais com outros jogadores do que com ameaças do ambiente. Apesar de termos uma ilha grandiosa, será fácil achar outros participantes – dado o sucesso do game, o que traz uma grande quantidade de jogadores sempre ativos. É possível criar equipes e jogar cooperativamente com amigos, mas não é o foco.

PlayerUnknown's Battlegrounds (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

A jogabilidade é bem solta e livre. Tudo funciona em terceira pessoa, com opção secundária de visão em primeira pessoa, similar a jogos de tiro do mesmo tipo. É possível vasculhar casas, prédios, lixeiras e outros pontos do mapa em busca de equipamentos, sejam eles proteções, armas, munições e até mesmo veículos, que servem para um deslocamento maior e mais veloz pelo mapa.

O que impressiona em PlayerUnknown's Battlegrounds é também o seu realismo. Ainda que tenhamos nos deparado com saltos quase que mentirosos, e que não machucaram o personagem que controlávamos, tivemos momentos os quais foi preciso tratar tudo com muito cuidado, como na direção de um carro, por exemplo.

PlayerUnknown's Battlegrounds (Foto: Divulgação/Bluehole Inc.) — Foto: TechTudo

O grande “vilão” de PlayerUnknown's Battlegrounds, por enquanto, tem sido a conexão para os jogadores brasileiros. Além de o jogo ser bem pesado, ele exige bastante dos servidores, que ainda não estão na América Latina. Assim, fica um pouco injusto jogar contra usuários de outros países, principalmente da América do Norte. Lags foram constantes, o que nos levou a mortes inesperadas e desanimadoras.

Ainda assim, o que jogamos conseguiu divertir na medida certa. Tudo por conta dos mínimos detalhes. As armas são personalizáveis e permitem acoplar mira, outro tipo de bala, mudar o recuo (tem recuo, o que já é um grande avanço) ou tirar alguma peça para ser usada em outro equipamento. As armas? São muitas. Extremamente numerosas e, mesmo após horas de jogo, sentimos que não foi o suficiente para encontrar todas, nem de perto.

PlayerUnknown's Battlegrounds (Foto: Divulgação/Bluehole Inc.) — Foto: TechTudo

Além de não possuir servidor brasileiro, PlayerUnknown's Battlegrounds tem apenas uma tradução inicial para o português, que ainda não é oficial e não funciona muito bem. Isso apenas dificulta a vida de quem está tentando jogar por aqui e talvez seja melhor esperar um pouco para se arriscar na ilha de batalha.

Os gráficos de PlayerUnknown's Battlegrounds não são ruins. Pelo contrário, são muito mais detalhados e realistas do que a maioria dos outros jogos do mesmo gênero, como H1Z1 e DayZ. Os personagens se movem com mais naturalidade e a ambientação tem texturas melhores e mais caprichadas.

PlayerUnknown's Battlegrounds (Foto: Divulgação/Bluehole Inc.) — Foto: TechTudo

Contudo, isso vem com um preço: PlayerUnknown's Battlegrounds ainda á pouco otimizado. O jogo roda bem em computadores mais potentes, mas o jogador sofrerá se rodá-lo em qualquer máquina abaixo dos requisitos recomendados – e não mínimos –, de acordo com a descrição oficial do Steam.

Não precisamos nem falar que, rodar o game lento ou com gráficos piores, vai fazer com que sua performance no campo de batalha seja prejudicada. Não é nem questão de ter o game rodando bonito, mas sim com uma performance aceitável para ser competitivo em relação a outros jogadores.

PlayerUnknown's Battlegrounds é um game muito bem elaborado e trabalhado nos detalhes. É pautado no realismo, o que o distancia de concorrentes, mas mantendo o seu esquema de “Battle Royale”, na grande ilha que serve de arena para que os jogadores cacem uns aos outros. Apesar de caprichado, é um game pesado e pouco otimizado, o que pode prejudicar a experiência. Ainda assim, PlayerUnknown's Battlegrounds funciona com certa inovação ao gênero que já estava ficando saturado.

9

Gráficos
9
Jogabilidade
10
Diversão
8
Som
9

Prós

  • Jogabilidade com grande liberdade
  • Mapa grande e com muita exploração
  • Personalizações de armas
  • Multiplayer competitivo

Contras

  • Pouco otimizado
  • Falta um servidor latino-americano
  • Lags

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