Jogos de RPG

Por Carolina Zanatta, do Home Office

Reprodução/Carolina Zanatta

Assassin's Creed: Valhalla é o mais recente lançamento da série de assassinos da Ubisoft. Disponível para PlayStation 4 (PS4), PC e Xbox One, com versões otimizadas para PlayStation 5 (PS5), Xbox Series X e Series S, o título foi o mais vendido da franquia até então. O game conta com ambientação no período viking e mudanças significativas no tradicional modelo de combate. Outros destaques são os inúmeros desafios e side quests divertidos, além de um enredo interessante e totalmente trabalhado na mitologia nórdica. Confira, no review a seguir, o que pensamos sobre o novo jogo de Assassin's Creed aqui no TechTudo.

Assassin's Creed: Valhalla: Eivor, a protagonista do jogo, pode ser homem ou mulher — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

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Em Valhalla, o usuário vive sob a pele de Eivor The Wolf Kissed, personagem jogável no sexo feminino e no masculino. A campanha principal do jogo acompanha a trajetória de dominação territorial conduzida pela protagonista e seu irmão, Sigurd, com todos os altos e baixos dessas tentativas de expansão de domínios.

Assassin's Creed é RPG?

O novo game de AC seguiu a tendência dos lançamentos mais recentes da série, Assassin's Creed: Origins e Assassin's Creed: Odyssey, com elementos de gameplay que transformam o jogo em um RPG de mundo aberto. Mais do que simplesmente possibilidades de personalização de aparência, Valhalla permite ao usuário basicamente desenvolver o estilo de batalha (e, de certo modo, de personalidade) do seu protagonista viking.

Como a série está em processo de transição, o novo game de Assassin's Creed não tem um sistema RPG tão imersivo quanto o de jogos tradicionais do gênero, como Skyrim, por exemplo. No entanto, Valhalla é definitivamente o título de AC com gameplay mais voltada ao sistema de role-playing lançado até então.

Nas Tattoo Shops de Assassin's Creed: Valhalla, é possível modificar a aparência de seu personagem — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

Outro aspecto que vale citar é como, em Valhalla, os assassinatos deixaram de ser parte central do jogo. Como ainda são aspectos importantes da gameplay da franquia, é claro, ainda fazem parte da narrativa principal. Neste novo título, porém, a Ubisoft priorizou o enredo pessoal do protagonista em detrimento do tradicional objetivo do game.

Menos stealth, mais combate direto

Os games da série Assassin's Creed são notórios pelo stealth, gênero que demanda métodos furtivos de ataque. Em Valhalla, entretanto, esse sistema de combate muda, e, agora, as batalhas do jogo estão mais diretas (e combativas) do que nunca.

Dentro do enredo do game, a mudança faz sentido: os personagens principais são vikings, populações nórdicas conhecidas por seu sistema de batalha mais agressivo. Além disso, como boa parte da narrativa do game envolve raids (invasões) para buscar riquezas e explorar territórios, o modelo de combate direto se faz, sobretudo, necessário.

Assassin's Creed: Valhalla: o novo sistema de combate envolve menos stealth e mais confrontos diretos — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

Por sorte, para quem gosta de stealth, o sistema ainda é o recomendado em muitos dos conflitos menores do game, que ocorrem quando o protagonista precisa investigar, sem ser percebido, as regiões em que busca firmar parcerias, por exemplo. No entanto, vale frisar que, apesar dessa manutenção, a mudança no modelo combativo é definitivamente um dos principais diferenciais de Assassin's Creed: Valhalla em relação aos outros títulos da série.

Nova árvore de habilidades

No novo game de Assassin's Creed, para o usuário desenvolver suas habilidades, é necessário, como em quase tudo do universo do jogo, explorar. Com a nova robusta árvore de habilidades, as aptidões do game são disponibilizadas aos poucos, com suas várias possibilidades de aprimoramento de gameplay reveladas conforme o jogador desbloqueia pontos de skills.

Diferentemente dos títulos anteriores, como o Origins, para descobrir as habilidades disponíveis no jogo, é necessário, primeiro, aprimorar algumas skills menores, que melhoram levemente alguns aspectos, como saúde e ataque, para, então, liberar as grandes aptidões almejadas. O lado negativo do novo sistema é que, como boa parte da árvore fica apagada por uma névoa, o usuário fica sem saber a totalidade das habilidades possíveis, precisando adaptar sua estratégia às circunstâncias do game.

Em Assassin's Creed: Valhalla, a árvore de habilidades passou por algumas mudanças — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

Felizmente, no novo game de Assassin's Creed, suas decisões na árvore de habilidades são reversíveis: é possível, a qualquer momento do jogo, abrir o menu e redistribuir seus pontos de skills. Por isso, caso tenha optado por seguir modelo combativo mais voltado ao stealth e queira, depois, mudar para um sistema mais direto, não se preocupe: suas escolhas podem ser alteradas.

Além das mudanças da árvore, vale dizer que algumas habilidades são adquiridas somente quando o jogador procura por elas em lugares secretos, seguindo um modelo de caça ao tesouro.

Gráficos no melhor estilo Assassin's Creed

Seguindo a tradição da série da Ubisoft, Assassin's Creed: Valhalla é um jogo muito bonito. Com cenários bem variados e HDR que merece destaque, o game tem tudo para encantar o jogador de PC e dos consoles de antiga e nova geração. Vale ressaltar que o título roda em 4K e foi testado pelo TechTudo no PS4.

Gráficos ainda são destaque da série, mesmo em Assassin's Creed: Valhalla — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

É importante dizer que, no PS4, o jogo apresentou alguns eventuais problemas de performance, como extensa demora no tempo de carregamento de tela, além de pequenos bugs, como pontos azuis no horizonte das ambientações. Apesar desses erros, Valhalla rodou bem e sem maiores dificuldades, apresentando um melhor desempenho no videogame de antiga geração da Sony do que Watch Dogs: Legion, outro lançamento recente da Ubisoft.

Desafios (e diversão!) prolongados

Assassin's Creed: Valhalla definitivamente não é um jogo para se zerar em duas semanas – exceto, é claro, se você se dedicar somente a isso e fizer absolutamente nada mais de sua vida durante esse período. O game tem uma campanha principal extensa, com main quests e side quests prolongadas, além de inúmeros desafios, minigames e caças ao tesouro para explorar.

É importante dizer que o novo título de AC demanda pelo menos 70 horas para ser finalizado. Não bastasse o enredo da protagonista Eivor na luta pela conquista de novos territórios e ampliação do seu assentamento, fazem parte da campanha principal, também, as quests da Animus, que vive no tempo presente, e de Ravi, que vive em Asgard, em meio aos deuses nórdicos.

Em Assassin's Creed: Valhalla, algumas missões podem trazer pets à vida da protagonista — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

Entre as side quests que são especialmente divertidas e geram boas recompensas, vale citar a do gatinho de Northwic, em East Anglia, e a do lobo, disponível em seu próprio assentamento, em Grantebridgescire.

Conclusão

Assassin's Creed: Valhalla é um bom game da franquia de assassinos da Ubisoft, mas não é o ideal para players que buscam um entretenimento rápido e simples de ser completado. É um jogo que, acima de tudo, exige muita dedicação e curiosidade, pois sobrevive basicamente da exploração de locais, quests e possibilidades. É uma estreia interessante da série nos novos consoles, e marca, de vez, a transição de AC para o gênero de RPG.

Assassin's Creed: Valhalla é um jogo com inúmeras possibilidades de exploração — Foto: Reprodução/Carolina Zanatta

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8.5

Um bom game para fãs da tradicional série de assassinos

O novo jogo de Assassin's Creed é interessante e traz novidades bacanas à gameplay, mas pode ser cansativo em alguns momentos, devido ao enredo longo e à imensidão de possibilidades de missões.
Gráficos
8
Jogabilidade
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