Jogos de tiro

Por Felipe Vinha, para o TechTudo

Review Doom Eternal: lançamento surpreende com bons gráficos e violência Review Doom Eternal: lançamento surpreende com bons gráficos e violência
Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal é o mais recente e violento game da série Doom, que praticamente popularizou os jogos de tiro em primeira pessoa no mundo. Disponível no PlayStation 4 (PS4), Xbox One e PC (Bethesda.net e Steam), o lançamento não é exatamente inovador, mas tem tudo que é necessário para ser um legítimo representante do gênero e também um dos melhores exemplos de como criar uma narrativa ligada à jogabilidade. Não entendeu? Tudo bem, o TechTudo explica no review completo do novo título publicado pela Bethesda e produzido pela já tradicional, porém modernizada, ID Software. Confira todos os detalhes sobre Doom Eternal na análise a seguir.

Doom Eternal marca o retorno da série clássica — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Doom Eternal marca o retorno da série clássica — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal marca o retorno da série clássica — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

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Ação acima de tudo

Doom Eternal é uma continuação natural do Doom de 2016, seguindo sua história de invasão demoníaca na Terra, com ares alienígenas. Você comanda o Doom Slayer, um personagem misterioso e silencioso que precisa lidar com uma ameaça, matando tudo que se mexe pela frente e contendo a destruição que é feito no planeta.

Como citamos no início do texto, a história e narrativa de Doom Eternal estão intrinsecamente ligadas com sua jogabilidade. O game não perde muito tempo explicando coisas ao jogador, assumindo que ele jogou o anterior, e também coloca o player direto na ação. Nos primeiros segundos, quando você menos espera, já está segurando uma escopeta enquanto lida com os primeiros inimigos, de cara.

Esse tipo de abordagem tem dois lados, um bom e um ruim – um deles com peso maior. O lado ruim é que isso exige um pouco que você tenha jogado o anterior para entender tudo de maneira plena. Em contrapartida, o bom é que o game não se prende tanto a enredo em um cenário tão caótico onde a história, de verdade, pouco importa. O último motivo pesa muito mais em favor de Doom Eternal, e é aí que o jogo brilha.

Doom Slayer está de volta em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Doom Slayer está de volta em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Slayer está de volta em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal escolhe contar sua narrativa em pequenas cenas mescladas com a ação. Há uma reviravolta aqui ou ali, mas não descanse. Quando menos esperar, há um Cacodemônio sobrevoando sua cabeça. O game surpreende quando menos se espera e usa sua narrativa para isso. É uma “mecânica” feita quase que sem querer, mas que funciona muito bem.

Agora, vamos aos tiros

Não há dúvidas: em termos de FPS, Doom Eternal é um dos melhores já lançados nos últimos anos – talvez de todos os tempos. O jogo não dá muita trela para convenções criadas em Call of Duty ou nos Battlefields, mas se volta para o que ele mesmo criou, lá atrás. A jogabilidade mistura simplicidade com modernidade, mas é extremamente familiar para quem já está acostumado com a série Doom.

Doom Eternal já começa na ação — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Doom Eternal já começa na ação — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal já começa na ação — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Não há um botão de corrida, por exemplo. Você pode carregar múltiplas armas, e elas são obtidas ao longo do enredo. Na maioria das vezes, você se verá eliminando demônios com tiros, já que nem sempre o soco é eficaz – salvo exceções, após melhorias. Há também a eliminação mais “estilosa”, que é habilitada quando o inimigo está muito ferido e começa a piscar. Isso tudo é o básico e permite lidar bem com a maioria das situações no jogo, mas Doom Eternal vai além.

Mesclando elementos de RPGs, Doom Eternal permite evoluir armas, armaduras e habilidades. Não sendo um simples jogo de tiro, o título coloca o usuário no papel de administrar bem o que vai melhorar primeiro em seu Doom Slayer. As modificações podem ser até meramente visuais, com skins que são obtidas conforme você joga as partidas.

Doom Eternal te coloca em momentos de tensão — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Doom Eternal te coloca em momentos de tensão — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal te coloca em momentos de tensão — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Não se engane: a jogabilidade geral de Doom Eternal é frenética de tão boa. O game todo não deixa o jogador respirar e os raros momentos de pausa são sempre pontuados por muito barulho proposital, para não deixar o usuário largar o controle. Se há uma crítica a ser feita, porém, está em seu sistema de plataformas.

Sim, Doom Eternal tem uma jogabilidade mesclada com elementos de plataforma. O Slayer consegue pulo duplo em determinado momento da aventura e também uma “corrida no ar”, ou dash, que o permite alcançar locais mais distantes.

Plataformas não são o melhor de Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Plataformas não são o melhor de Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Plataformas não são o melhor de Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Este sistema funciona bem na maioria das partes e oferece um desafio extra dentro da jogabilidade em si, mas a impressão que passa é que ele ficou deslocado. Doom Eternal poderia ter momentos de desafio e quebra-cabeças elaborados, mas, colocado ao lado do ritmo frenético do game, um desafio de plataformas só parece “bobo”.

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Multiplayer criativo

A história de Doom Eternal já é grande o suficiente e com bastante conteúdo para ocupar a pessoa por dias, mas o game também conta com um modo multiplayer criativo e que merece menção. Isso porque, em vez de apenas jogar vários participantes em uma arena para cada um se matar, ele coloca três participantes: um Doom Slayer e dois demônios, cada um sendo um jogador.

Doom Eternal manda bem em seu multiplayer — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Doom Eternal manda bem em seu multiplayer — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Doom Eternal manda bem em seu multiplayer — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

O Doom Slayer vem com poder total e todas as armas desbloqueadas, enquanto os dois demônios, selecionados previamente, têm os poderes vistos na campanha, além de a possibilidade de invocar demônios menos poderosos no ambiente. A vitória do Doom Slayer é aguentar tudo isso, enquanto os demônios precisam trabalhar juntos para eliminar o inimigo em comum.

O game não precisava de um novo modo, e o jogador nem sabia que queria a novidade, mas a modalidade online funciona incrivelmente bem e dá uma diversão extra ao pacote já muito recheado de Doom Eternal. No fim das contas, você nem precisa jogar o multiplayer, mas ele está ali para quem quiser.

Multiplayer de Doom Eternal funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Multiplayer de Doom Eternal funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Multiplayer de Doom Eternal funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Vale lembrar que o multiplayer pode liberar mais elementos decorativos para seu jogo e outros elementos. Doom Eternal tenta recompensar em tudo que é feito dentro das partidas e isso é uma ótima forma de incentivar seus jogadores.

Gráficos infernais

O que dizer do visual? Doom Eternal é extremamente bonito. É um jogo com ambientes gigantescos, bem desenhados e com uma violência gráfica nos mínimos detalhes. O game pode até mesmo assustar algumas pessoas que não curtem muito violência em jogos, mas vai encontrar no seu público-alvo uma satisfação inigualável.

Gráficos estão caprichados em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Gráficos estão caprichados em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Gráficos estão caprichados em Doom Eternal — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Tudo isso combinado a um ótimo sistema de som, com trilha sonora inspirada em metal pesado e, claro, grunhidos de demônios e monstros que surgem pela frente. O combo visual e som dão a Doom Eternal um lugar de destaque entre os grandes jogos do ano.

Conclusão

Doom Eternal é satisfatório. O jogo faz o básico muito bem e convida o jogador a explorar as possibilidades de ficar horas matando demônios da maneira mais violenta possível. O jogo é bonito, completo e tão focado na ação que vai deixar o usuário com olho vidrado na TV, sem largar o controle. É claro que há espaço para pequenos problemas, como o deslocado sistema de plataformas, mas nada que atrapalhe a experiência geral. Ele deixa de lado convenções dos FPS modernos para se voltar a épocas mais simples e, ao mesmo tempo, se moderniza com bons elementos de RPG e outros gêneros. Doom Eternal é simplesmente imperdível.

9

Simplesmente imperdível

Com gráficos incríveis e ambientes gigantescos, Doom Eternal faz o que sabe fazer de melhor: entregar uma ótima experiência FPS, se diferenciando de outros jogos atuais no mesmo estilo e misturando até elementos RPG. Monstros assustadores com designs caprichados em sua violência e a trilha sonora arrebatadora no estilo metal pesado envolvem o jogador. Destaque para a criatividade do novo modo multiplayer que entretém além da campanha.
Jogabilidade
9
Design
9
Som
9
Diversão
9

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