Jogos de RPG

Por Felipe Vinha, para o TechTudo

Review Dragon Ball Z Kakarot: confira a análise completa do lançamento Review Dragon Ball Z Kakarot: confira a análise completa do lançamento
Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball Z: Kakarot é o mais novo jogo inspirado pelo anime de mesmo nome, que teve lançamento em janeiro de 2020 pela Bandai Namco no PlayStation 4 (PS4), Xbox One e PC (Via Steam). Ao contrário de outros títulos da saga, este é um RPG, ainda que tenha fortes inspirações nos games de luta do passado. Nele, o jogador acompanha novamente toda a história de Goku, já adulto, ser contada.

No entanto, há espaço para algumas novidades que deixam a experiência com cara de nova e bem mais interessante do que o esperado – ao menos em termos de controles, administração de personagens e até mesmo relacionamentos. No review a seguir, confira a análise completa do TechTudo com os prós e contras de Dragon Ball Z: Kakarot.

Dragon Ball Z: Kakarot traz de volta as sagas originais — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball Z: Kakarot traz de volta as sagas originais — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball Z: Kakarot traz de volta as sagas originais — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

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Eu já vi isso em algum lugar…

É verdade que a história de Dragon Ball Z: Kakarot pode deixar alguns fãs com uma certa “preguiça”. Afinal, o game reconta toda a saga de Dragon Ball Z, desde a invasão de Raditz, até a luta contra Majin Boo, informações que a maioria já está “cansada” de ver, em jogos passados da série – alguns até bem recentes, por mais que a maioria tenha ficado em gerações passadas, como PS3 e PS2.

Porém, há algo de diferente. Sim, Dragon Ball Z: Kakarot começa com a invasão de Raditz e a luta contra Goku e Piccolo, mas o jogo se esforça para contar os fatos de uma maneira única, se distanciando bastante de games passados. Há, por exemplo, vozes completas – em japonês e em inglês – para os diálogos principais. Todos com os atores e atrizes originais de Dragon Ball, o que deixa tudo mais divertido.

Isso por conta do apelo que Dragon Ball tem para os fãs. Por mais que seja um anime e mangá antigos, ainda é uma história divertida de acompanhar, reler, ver de novo. Muitas pessoas cresceram sem ter a oportunidade de conhecer a saga – neste ponto, talvez Dragon Ball Z: Kakarot seja uma boa pedida, já que conta tudo de maneira dinâmica, sem precisar passar pela “enrolação” dos materiais originais.

A narrativa de Dragon Ball Z: Kakarot tem pontos interessantes — Foto: Reprodução/Felipe Vinha A narrativa de Dragon Ball Z: Kakarot tem pontos interessantes — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

A narrativa de Dragon Ball Z: Kakarot tem pontos interessantes — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Pode-se dizer que Dragon Ball Z: Kakarot talvez seja o “jogo definitivo” de Dragon Ball Z – desconsiderando a saga original, chamada apenas de Dragon Ball, e sua continuação, Dragon Ball Super. Não só pela maneira narrativa que apresenta os fatos em ordem cronológica, mas também pela dinâmica que traz à história e personagens.

Mas o que tem de novo?

Bem, por mais que tenha um ar de “mais do mesmo”, é possível notar que a Bandai Namco se esforçou em colocar algumas novidades bem interessantes em Dragon Ball Z: Kakarot. Como citamos, se trata de um RPG, então espere muitos elementos comuns a este gênero, a começar pelo desenvolvimento de personagens e histórias.

Sistema de relações de Dragon Ball Z: Kakarot funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Sistema de relações de Dragon Ball Z: Kakarot funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Sistema de relações de Dragon Ball Z: Kakarot funciona bem — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Goku e seus amigos têm níveis que podem ser aprimorados, habilidades que podem ser aprendidas e forças que podem aumentar com o tempo, dependendo do que o jogador fizer. Mas ele vai além: os relacionamentos interpretam um papel importante em Dragon Ball Z: Kakarot. Há o chamado “Fórum da Comunidade” que, apesar do nome estranho, faz todo o sentido dentro do jogo.

Este é um sistema similar ao Social Link visto na série Persona. Os jogadores podem interagir com outros personagens centrais e ganhar emblemas – que, por sua vez, servem para configurar os relacionamentos no menu do game. Isso, por fim, vai liberar benefícios, de acordo com o nível da relação. Se você fizer missões secundárias com a pessoa, por exemplo, ou se treinar com o personagem, aumentará este nível e também o de seu personagem.

Interação com personagens é ponto alto de Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Interação com personagens é ponto alto de Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Interação com personagens é ponto alto de Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

É algo que, apesar de não ser totalmente inédito dentro da realidade dos videogames, funciona muito bem em um jogo como Dragon Ball Z: Kakarot, inclusive de maneira narrativa. Lembrando que Goku é um personagem conhecido por ter um bom relacionamento com qualquer ser da galáxia, de acordo com suas vontades, então não é nada que fuja da realidade da história, inclusive.

E as batalhas?

Em Dragon Ball Z: Kakarot, apesar de ser um RPG, as batalhas são realizadas em tempo real. Quem esperava algo em turnos, como em RPGs já lançados para esta saga no passado, pode se decepcionar um pouco. Os embates, inclusive, lembram bastante o que foi visto em games como Tenkaichi Budokai.

Muitas batalhas te esperam em Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Muitas batalhas te esperam em Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Muitas batalhas te esperam em Dragon Ball Z: Kakarot — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

De certa forma, os combates de Dragon Ball Z: Kakarot são, ao mesmo tempo, a parte mais interessante e desinteressante do jogo. Enquanto eles são emocionantes e com boas sequências visuais, também não trazem nenhuma grande novidade para quem já jogou qualquer outro título da saga Dragon Ball. Assim, em alguns momentos, são o ponto baixo deste game. Mas eles funcionam: não chegam a ser um ponto verdadeiramente ruim na jogabilidade por funcionarem.

Dragon Ball Z: Kakarot também acerta na exploração. O mapa é gigantesco em qualquer uma das sagas presentes no jogo (Saiyajins, Freeza, Cell e Boo) e interagir com os mais diversos personagens, além de realizar missões secundárias, é sempre uma boa pedida. Em especial, se você for um enorme fã de Dragon Ball de longa data – vai reparar em inúmeras referências e homenagens.

Dragon Ball Z: Kakarot ainda consegue ser divertido no geral — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball Z: Kakarot ainda consegue ser divertido no geral — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball Z: Kakarot ainda consegue ser divertido no geral — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Inclusive, Dragon Ball Z: Kakarot manda muito bem nos easter eggs. Há menções ao Dragon Ball original e também há até mesmo explicações para fatos que nunca foram abordados nos animes e mangás da série – como, por exemplo, explicar por qual motivo existem animais humanoides neste universo.

O visual é a parte mais “comum” do jogo

Em termos de gráficos, Dragon Ball Z: Kakarot também segue o “feijão com arroz”. O jogo está em um excelente nível gráfico, mas não chega a impressionar – algo que já é bem difícil para games de anime na atualidade, de fato.

Os gráficos de Dragon Ball Z: Kakarot: cenários se destacam — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Os gráficos de Dragon Ball Z: Kakarot: cenários se destacam — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Os gráficos de Dragon Ball Z: Kakarot: cenários se destacam — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Porém, poderia ser bem pior, levando em conta que este é um game enorme e exige muita atenção em outros detalhes que não são os gráficos. Ainda assim, Dragon Ball Z: Kakarot faz um trabalho competente, em especial nos cenários, que são destrutíveis nas lutas e funcionam de maneira apurada em relação ao desenho.

Conclusão

Dragon Ball Z: Kakarot não reinventa a roda e conta a mesma história que os fãs de Dragon Ball já estão cansados de ouvir, é verdade, mas ele é um RPG bem competente e pode servir de porta de entrada para novos fãs da série. Vale lembrar que o game tem dinamismo ao narrar toda a história original do anime, com fatos direto ao ponto. Além disso, a jogabilidade se destaca por trazer novidades no sistema e interação de personagens, por mais que as batalhas não sejam exatamente a coisa mais impressionante já vista.

8

"RPG competente e pode servir de porta de entrada para novos fãs da série"

Game traz quase todos os personagens da série inteira e é uma ótima oportunidade de conhecer a história da saga de maneira dinâmica. Os gráficos estão em bom nível, apesar de não surpreenderem. As lutas, por outro lado, não são tão inspiradas quanto deveriam.
Diversão
8
Jogabilidade
8
Gráficos
8
Som
8.02

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