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Por Yuri Hildebrand, do Home Office

Yuri Hildebrand/TechTudo

A The Sero é uma smart TV da Samsung que chama atenção pela proposta inovadora. Com painel QLED 4K que gira e fica na vertical, o televisor permite ver stories no Instagram e rolar o feed do Twitter de forma mais natural. Outro aspecto interessante é o som: são 4.1 canais e 60 Watts RMS de potência, funcionando como uma boa caixa de som – trazendo, inclusive, um tema de sound wall que pulsa junto às músicas.

Apesar de toda a inovação e dos recursos, como integração com Alexa e Bixby para comandos de voz e Tap View para espelhamento rápido de tela, o preço pode ser um entrave. O televisor de apenas 43 polegadas não sai por menos de R$ 9.432,55 no varejo nacional, de acordo com o Compare TechTudo. O modelo também esteve entre os finalistas do Melhores do Ano, mas acabou ficando atrás da OLED CX, da LG. Confira a seguir o review completo da The Sero e saiba tudo sobre uma das TVs mais diferentes de 2020.

Samsung The Sero tem boas imagens, som de qualidade e proposta inovadora, mas preço alto assusta — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

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Design curioso e inovador

A The Sero já chama atenção logo de cara: o televisor vem na vertical, em uma embalagem bastante pesada e diferentona. Aqui, os usuários podem reaproveitar a caixa e transformá-la em uma casinha para gatos ou até mesmo um móvel a mais para a sala. Como recebemos o produto para teste, não foi possível realizar a montagem.

Apesar das 43 polegadas, o sistema de som que vem integrado à TV é robusto, e vai até o chão como uma espécie de rack próprio. Cobrindo as saídas, está um tecido bastante fino, e que pode ser um probleminha para quem tem pets agitados – sobretudo gatinhos que gostam de arranhar coisas pela casa. Ainda assim, o acabamento é elegante e dá um visual bastante interessante ao modelo para compor o ambiente.

Samsung The Sero tem base que vai até o chão e design que propõe integrar o ambiente — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Como sua base se estende facilmente até o chão, não faz muito sentido colocá-la em cima de um rack – até porque o apoio de trás deve sobrar em um móvel de tamanho médio. Mas, sem nada por baixo, o aparelho ficou um pouco baixo, principalmente quando a tela está na horizontal. Para assistir a filmes e séries de forma mais "tradicional", é melhor deixar o televisor a uma distância considerável.

Já o controle segue o design minimalista das TVs mais recentes da marca, como as Crystal UHD e as QLED 4K. Esse visual é interessante por seguir a proposta da Samsung de integrar o aparelho à mobília do cômodo, algo que acontece também na The Frame. Os botões mantêm o que é visto em outras TVs, com botões específicos para os apps Netflix, Globoplay e Amazon Prime Video, mas vem na cor branca. Há ainda um botão próprio da The Sero, que permite girar a tela manualmente.

Controle da The Sero tem botões específicos para os principais serviços de streaming do mercado, entre eles o Globoplay — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Em relação às interfaces, vale destacar que as entradas ficam bem escondidas na parte de trás do televisor, mas em um lugar pouco prático. Logo abaixo do apoio, as portas ficam sob uma placa que pode ser retirada. As conexões incluem três HDMI, duas USB, uma RJ-45, AV, RF e saída óptica de áudio. Para ligar um console ou aparelho de TV a cabo, é bom ter uma mesinha ou apoio ao lado para não deixá-los no chão.

Tela que gira e boas imagens

O painel QLED da The Sero entrega tudo aquilo que outras TVs da linha prometem: boa exibição de cores, brilhos bastante fortes e cenas escuras com algumas manchas, sem tanta profundidade. Apesar disso, as imagens são bastante bonitas e fidedignas, ficando acima de telas LED comuns com a mesma resolução 4K.

A reprodução de conteúdos fica um pouco confusa por conta das possibilidades de assistir em pé ou na horizontal. Alguns aplicativos, como o YouTube, por exemplo, só podem ser utilizados na horizontal. E isso faz algum sentido, já que, na vertical, vídeos gravados em 16:9 ficam em um espaço muito pequeno do display.

Tela da The Sero pode girar manualmente, pelo controle remoto — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

De forma nativa, poucas coisas podem ser aproveitadas de fato com o painel na vertical. Uma delas é o chamado Modo Retrato, que exibe imagens de descanso no televisor, a exemplo do Modo Ambiente. O usuário pode escolher entre fotos próprias, relógios, poster – que varia entre alguns temas – e uma sound wall, com luzes que vibram de acordo com o que está tocando. Vale ressaltar que o recurso de som só funciona quando a música é reproduzida via Bluetooth, e não a animação não acontece via Smart View ou até mesmo pelo Spotify na TV, por exemplo.

Outras características do painel chamam atenção, como o sensor de luminosidade do modelo, que ajusta o brilho de acordo com a incidência de luz no ambiente, e o upscalling, que sobe a qualidade de vídeos em Full HD ou menos para exibir em algo próximo ao 4K. Durante os testes, foi possível perceber a importância de ambos no dia a dia, já que muitos conteúdos têm menor qualidade via streaming.

Pode ser usada como caixa de som

A potência de 60 Watts RMS da TV é um dos pontos positivos da The Sero, apesar de não chamar atenção como a tela que gira. O som é composto por 4.1 canais que reproduzem bem as frequências graves, médias e agudas. A qualidade é interessante a ponto de competir com caixas de som próprias para isso, ocupando bem o ambiente e trazendo ainda tecnologia Dolby Digital Plus para distribuir melhor as ondas pelo espaço.

Samsung The Sero tem 4.1 canais e 60 Watts RMS; alto falantes ficam na parte frontal, logo abaixo da tela — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Há ainda uma função inteligente de som antirruído que garante áudio imersivo, seja para ouvir músicas ou assistir a filmes e séries. A percepção do som nos diferentes cômodos chamou atenção, já que o recurso bloqueou barulhos do lado de fora. Além disso, as vozes reproduzidas nos conteúdos também ganham destaque, contornando problemas de equalização de vídeos, por exemplo.

Aqui, o usuário tem três formas de ouvir seus sons favoritos. Primeiro, o mais tradicional na smart TV, por meio de um app instalado no sistema Tizen, seja ele Spotify, Apple Music ou Deezer, por exemplo. Outras possibilidades são via Tap View ou Smart View, transmitindo diretamente do Spotify no celular para a tela, e Bluetooth, seguindo a conexão padrão de uma caixa de som. Nesse último caso, é possível exibir a sound wall e observar animações que variam de acordo com o que está tocando.

Recursos que fazem a diferença

Samsung The Sero, com sua tela na vertical, pode 'virar celular' — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

A proposta principal do televisor é, de fato, espelhar o celular para ver tudo na tela grande. O painel também gira de acordo com o smartphone, desde que o mesmo esteja espelhado pelo app Smart Things. Com celulares da linha Galaxy, é possível utilizar o Tap View, onde basta encostar o acessório no televisor para exibir seu display no painel QLED – o recurso também fica disponível em outros televisores da marca.

Dessa forma, o usuário pode continuar a assistir um vídeo do celular na The Sero de forma rápida e simples: é encostar o smartphone na parte superior, esperar que a tela apareça e, se necessário, virar o celular na horizontal para que a TV faça o mesmo. Isso é interessante para usar o YouTube, por exemplo, explorando na vertical e reproduzindo os conteúdos com o display deitado, ou até mesmo jogar games mobile.

Samsung The Sero pode girar a tela automaticamente quando conectada ao celulares Galaxy — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Vale ressaltar que o Tap View apresentou algumas inconsistências ao longo dos testes. A tecnologia da Samsung é bem interessante, mas nem sempre funciona de maneira ideal. Tanto a conexão do celular com a The Sero ficou instável em alguns momentos, quanto a TV demorou a reconhecer o smartphone. Nesses casos, foi bem mais rápido abrir o Smart View – função disponível em modelos Galaxy – e realizar o espelhamento manual.

Sistema operacional e integrações

Outro aspecto que faz a diferença no dia a dia com a The Sero é a integração com Alexa e Bixby, permitindo controlar tanto a reprodução quanto dispositivos de casa conectada por meio de comandos de voz. A assistente da Amazon, por exemplo, pode ser utilizada em uma caixa de som inteligente para desligar a TV, ajustar o volume ou até abrir o Amazon Prime Video mesmo sem estar por perto. Vale ressaltar ainda que o Google Assistente também vai chegar às smart TVs da Samsung em breve, aumentando o leque de possibilidades.

Por fim, dois serviços que facilitam bastante a experiência do usuário merecem destaque: Chromecast embutido e AirPlay 2.0. Aqui, o usuário pode reproduzir vídeos, músicas e até fotos de celulares Android e iPhone (iOS) em geral na tela grande, além de transmitir conteúdos de forma bastante direta a partir de diferentes aplicativos. Vale ressaltar que, com aparelhos da maçã, o uso é restrito à tela na horizontal.

Sistema Tizen oferece os principais serviços de streaming do mercado — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Preço 'de telão' complica

As diferentes possibilidades de uso, a proposta diferenciada e o design inovador da The Sero são algumas das possíveis justificativas para um preço alto no mercado brasileiro. Sem concorrentes diretas por aqui, a TV fica entre o preço de aparelhos top de linha com cerca de 75 polegadas, mas com display nivelado com o que oferece a Q60T, por exemplo, QLED de entrada da Samsung. Além disso, o tamanho de 43 polegadas é pouco para uma sala de estar, lugar que pode ser muito bem ocupado por outras TVs de mesmo preço.

No varejo nacional, seu preço mínimo de R$ 9.432,55, mostrando pouca variação frente aos R$ 9.999 cobrados no lançamento. Outra TV da própria Samsung testada pelo TechTudo recentemente, a Q800T, QLED 8K da marca, sai a, pelo menos, R$ 12.262,60, também de acordo com o Compare. Ou seja: somados pouco menos de 33% do valor da The Sero, é possível adquirir uma TV com uma resolução bem maior, recursos top de linha e 65 polegadas.

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É possível comparar com outras rivais, como a própria OLED CX, da LG, ganhadora do Melhores do Ano TechTudo na categoria de TVs: seu valor mínimo no mercado brasileiro é de R$ 6.999, preço da versão de 55 polegadas. Da mesma forma, traz recursos de primeira linha, imagens de alta qualidade e tela bem maior.

Conclusão

A The Sero é, até certo ponto, revolucionária: pode ser utilizada como um celular, tem recursos e integrações bastante modernas e um design diferenciado. A tela que gira se justifica com as várias possibilidades de uso e o som de 4.1 canais e 60 Watts RMS é um dos pontos mais relevantes do produto. Da mesma forma, o painel QLED 4K entrega uma exibição digna de televisores top de linha, além das tecnologias de upscaling e o sensor de luminosidade.

Design, recursos, imagem e som: TV entrega muitas coisas boas, mas tela pequena e preço alto são contras importantes — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Antes de decidir pela compra da The Sero, vale considerar dois pontos: o número de pessoas em casa e o tipo de uso que a TV vai ter no dia a dia. Se o usuário for acostumado a assistir a filmes e séries em telas menores, morar sozinho e tiver como pagar esse valor em um televisor, talvez faça mais sentido investir no modelo, que 'vira um celular' e tem boas especificações de áudio.

Ainda assim, o preço continua alto, já que uma TV de 43 polegadas e uma caixa de som poderosa podem ser comprados por bem menos de R$ 10 mil. Se a ideia for investir pesado em um novo televisor para sua sala, a The Sero não é a melhor opção.

Como a própria marca propõe, o foco do produto é nos Millenials, considerando a forma com que pessoas dessa geração consomem os conteúdos audiovisuais na Internet. O modelo não funciona como item central de um cômodo grande, e sim no papel de central de mídia no quarto, por exemplo, sendo utilizado junto a um smartphone.

8.7

Inovação que custa caro

A The Sero é uma TV que chama atenção por ser diferentona, trazendo tela que gira e fica na vertical, design com proposta elegante e boa qualidade de som. O modelo é voltado para Millenials e faz muito mais sentido se usado junto ao celular, mas preço alto por uma tela de 43 polegadas pode ser um entrave.
Design
9
Qualidade de imagem
8
Som
9
Recursos Extras
10
Custo-benefício
7
Integração
9

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