Filmadoras

NOTA tt
7.0

Review Samsung SMX-C10

Com alguns recursos raros para sua faixa de preço, a C10 compensa suas deficiências ocupando pouco espaço na mochila e tornando muito simples a transferência dos vídeos para o computador.

Carlos Cardoso
por
em

Poder documentar família, viagens, eventos sempre foi um desejo dos consumidores. As antigas filmadoras Super 8, mesmo totalmente antipráticas e caras foram uma febre no Século passado. O VHS, depois o VHS-C e Hi8 foram formatos que progressivamente aumentaram a definição das imagens, mas essas câmeras ainda estavam longe da displicente facilidade de uso de uma máquina fotográfica digital.

As câmeras como a C10 entram nesse nicho. Não são feitas para filmar Avatar, e sim a festa de aniversário da filha do James Cameron. Esta é uma câmera para carregar no fundo da mochila, na bolsa de viagem, no porta-luvas do carro. Uma boa definição seria “câmera de oportunidade”.

Samsung_001Samsung SMX-C10 (Foto: Divulgação)

Tamanho e “Pegada”

A posição usada para segurar a maioria das câmeras não é natural. Sejamos realistas, cansa o braço, e nem depende do peso. Com 11,4Cm de comprimento, a C10 cabe na palma da mão, mas cansaria de qualquer jeito, se fosse uma câmera tradicional.

Não é. A lente tem um ângulo de 25 graus, com isso sua mão pode ficar inclinada enquanto a imagem é enquadrada corretamente. Faz muita diferença, acredite.

A tela colorida de 2,7 polegadas rotaciona para a frente, isso permite que você filme seus próprios vlogs sozinho, sem depender da bondade de estranhos. Girando a tela para baixo, dá para levantar a câmera acima de uma multidão e filmar vendo o quê está sendo enquadrado, e não às cegas, como costuma acontecer.

A Samsung preferiu usar botões tradicionais ao invés de uma tela de toque, uma solução que barateia o produto. Não que isso seja ruim, esse custo mais baixo permite que sejam redundantes. Há dois botões de gravação, um na tela outro na traseira da câmera. Não parece mas faz sentido, pois ela funciona mesmo com a tela fechada.

Botões e Conectores

A SMX-C10 vem com 10 botões, mas na prática você usará bem menos.
Na tela temos botões de menu, gravação e um joystick (sorry, sem joguinhos) usado para navegar pelas opções. Bem construídos, é difícil você apertar um deles sem-querer.

Não se pode dizer o mesmo do controle de zoom, no alto da câmera. Bem sensível e suave, reage ao mínimo toque. Em teoria é bom, garante transições suaves, mas na prática o recurso de zoom deve ser usado com parcimônia. Enquadre corretamente seu objetivo e permaneça assim. Ninguém gosta de filmes com vai-e-vem.

O botão de gravação na traseira encaixa perfeitamente com seu polegar, e é duro o bastante para não ser acionado por acaso.

No corpo da câmera temos os botões de Power, Compartilhamento, Display, Visualização (calma, vamos explicar) e Easy Q.

O botão de compartilhamento marca o vídeo para que, quando você conectar a câmera ao computador, o software Intellistudio o envie automaticamente para o YouTube.

O Display limpa a tela, tirando o monte de informações que porventura estejam atrapalhando a visualização das imagens.

O Easy Q coloca a câmera em um modo automático voltado para principiantes, com foco automático, ajuste de cena, etc.

O botão Visualização exibe os vídeos gravados no cartão de memória. São mostrados em formato de miniaturas animadas que passam os primeiros segundos de cada filme.

A C10 vem com uma rosca padrão para encaixe em tripés, acessório recomendado a qualquer um que queira dar um ar mais profissional a uma filmagem.

Software e Drivers

A C10 não vem com CD de drivers, mas não é descaso nem economia. Ao conectar a máquina no computador surgem dois volumes em seu Explorer: Um é o cartão de memória, de onde você pode facilmente arrastar para seu computador os filmes prontos. O outro contém o Intelli-Studio, programa de edição de vídeos da Samsung. Se sua máquina é Windows ele entrará automaticamente, via Autorun.

Não é preciso qualquer driver especial para acessar os filmes, você também não está preso ao programa “oficial”, a C10 é detectada sem problemas em qualquer máquina Linux, Mac ou Windows.

Efeitos e Recursos

A C10 vem com o iSCENE, nome bonitinho para pré-ajustes da câmera para filmagem de esportes, pessoas, cenas noturnas, iluminação fluorescente, etc. Nada de novo, embora bem-vindo. Também vem com efeitos manjados tipo Sépia, preto-e-branco, pastel e outros.

O melhor efeito dela não é de imagem, mas de tempo. A função timelapse faz um filme gravando quadros separados pelo tempo. Ao invés de 30 quadros por segundo (na verdade 29,97) ela pode gravar um quadro por segundo, indo até um quadro a cada 30 segundos.

O resultado disso são aqueles vídeos acelerados onde as nuvens passam em alta velocidade, pessoas correm e prédios são construídos em minutos. No formato de um quadro por segundo. 24 horas de gravação geram um filme de 1min36seg. São poucas as câmeras nessa faixa de preço com recursos assim.

Bateria e Armazenamento

Apesar de pequena a bateria de 1300mAh da C10 é valente. Com carga completa ela dura 160 minutos . A carga pode ser feita via carregador de tomada, conectado na traseira da câmera ou via USB, conectando na porta da lateral.

A carga via USB leva 4 horas, a normal apenas 2. Curiosamente não é possível abrir a tampa traseira com a máquina ligada. Mesmo sem tocar na bateria ela autodesliga.

A alimentação via USB é um ótimo recurso, há câmeras que não contam com essa facilidade e simplesmente drenam a bateria enquanto o usuário gerencia fotos e vídeos. Não é nada agradável terminar de trabalhar, pegar a câmera e descobrir que não há mais carga.

O preço da Liberdade é a Eterna Vigilância, já o preço do vídeo digital são arquivos gigantescos. Mesmo gravando apenas em HD a C10 consome mais de 1MB por segundo de vídeo. Com uma hora tendo 3600 segundos, um cartão de 4GB é o mínimo. Para evitar surpresas o ideal é um de 16GB, que teoricamente armazena 380 minutos de gravação.

Imagem

A C10 trabalha com vídeo H.264 HD, 720x480, mas é 720i, interlaced. Esse formato funciona muito bem para televisão (toda transmissão de TV tradicionar é entrelaçada) mas não é tão bom para vídeo digital. Recomenda-se que o vídeo passe por um tratamento durante a edição. A maioria dos programas faz o “deinterlace” sem problemas.

Também há uma perda perceptível nas cores, é essencial que seja feita uma calibragem, usando as funções da câmera para recuperar a saturação. Por algum mistério oculto a Samsung definiu valores-padrão para deixar as imagens pálidas e lavadas.

Impressões

A Samsung SMX-C10 é uma boa câmera, mas sua miniaturização faz com que a qualidade da imagem seja afetada. É uma questão de Física, as lentes são minúsculas, ela demanda muita iluminação, não funcionando direito à noite. O tamanho torna mais difícil firmar a imagem, o que soa contraditório pois foi vendido como vantagem.

É vantagem, mas exige treino. Depois que você se acostuma ela vira uma extensão de sua mão mas até isso acontecer muita gente perguntará onde foi o terremoto.

Recomendamos para todo mundo que não precise de resolução FullHD, tenha portabilidade como fator de decisão e que precise de uma solução mais completa e independente do que a filmadora do celular.

Ficha Técnica

Tipo Compacta
Resolução HD – 720x480
Zoom ótico 10x
Zoom digital 1200x
Tipo de sensor CCD
Tela LCD 2,7 polegadas
Formato de video H.264
Cartão de memória SDHC até 32GB
Bateria Sim
Conexões USB, energia, video composto
Dimensões 3,85cm x 5,65cm x 11,4cm
Peso 156g sem bateria
Itens inclusos Carregador, alça, cabo A/V e cabo USB

Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Design
8
Funcionalidades
7
Desempenho
6
Custo-benefício
8

Prós

  • * Ergonomia excelente.
  • * Muito leve para o seu tamanho.
  • * Recursos avançados.
  • * Boa autonomia de bateria.
  • * Excelente zoom óptico de 10x.

Contras

  • * Vídeo é apenas HD, não FullHD.
  • * Sem tampa para a lente.
  • * Sem controle remoto.
  • * Botão de zoom muito sensível.
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