Jogos de aventura

NOTA tt
7.0

Review Spider-Man: Edge of Time

Em 2010, o Homem-Aranha recebeu mais um game para seu já extenso currículo de jogos eletrônicos. O game era Spider-Man: Shattered Dimensions e trazia a interessante proposta de misturar quatro universos distintos, com versões diferentes do herói, em uma única aventura.

Felipe Vinha
por
em

Nome: Spider-Man: Edge of Time
Gênero: Aventura
Distribuidora: Activision (Distribuído no Brasil pela Neoplay)
Plataformas: PS3, Xbox 360, Wii, Nintendo DS, Nintendo 3DS

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Em 2010, o Homem-Aranha recebeu mais um game para seu já extenso currículo de jogos eletrônicos. O game era Spider-Man: Shattered Dimensions e trazia a interessante proposta de misturar quatro universos distintos, com versões diferentes do herói, em uma única aventura. 

A idéia do jogo era bem criativa e por isso ele foi bem recebido por fãs e crítica, provando ser um game digno do legado do herói aracnídeo (e de suas versões alternativas). Agora a Activision, mesma editora do jogo anterior, resolve lançar um novo título, com fórmula similar. Este novo game é Spider-Man: Edge of Time, que nos coloca no controle de dois Aranhas diferentes, mas com muita coisa em comum. 

Confira nossa análise completa de Spider-Man: Edge of Time nas versões Xbox 360 e PlayStation 3

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Teia enrolada 

A história de Edge of Time começa quando o Homem-Aranha do futuro, Miguel O’Hara, do ano 2099, tem uma visão onde presencia a morte do Homem-Aranha atual, Peter Parker, pelas mãos de Anti-Venom. Tudo isso ocorre por conta de um vilão do futuro que resolve viajar no tempo para uma missão sem escrúpulos, o que acaba distorcendo a realidade. 

Com isso, Peter Parker não é mais o fotógrafo do Clarim Diário que conhecíamos, e sim funcionário da empresa Alchemax. O problema é que a Alchemax ainda não deveria existir por um bom tempo na época de Peter, o que também acaba confundindo a realidade de Miguel. 

Desta forma, Miguel coleta uma amostra de DNA de Peter guardada no futuro para criar um elo telepático com o herói do passado. As duas versões do Homem-Aranha começam a trabalhar juntos, para novamente salvar o mundo e colocar as coisas nos eixos nas duas realidades. Para isso, alguns vilões devem ser combatidos e uma ou outra tarefa especial precisa ser completada. 

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Viagem no tempo e espaço 

Um dos principais elementos em Edge of Time é a viagem no tempo e variação de realidades. Não, o jogador não viaja no tempo livremente, mas sim segue os fatos que a história apresenta nas duas vertentes (tempo atual e ano 2099), mas a jogabilidade se mistura entre os dois Aranhas. 

Por exemplo: Enquanto controlamos o Homem-Aranha 2099, um gigantesco robô veio nos atacar. No passado, o Aranha atual precisa destruir o mesmo robô, que ainda está em construção, para livrar seu amigo do futuro. É mais ou menos parecido com o que ocorre na saga de cinema De Volta para o Futuro – tudo o que você faz no passado, vai acarretar consequências alguns anos depois, e vice-versa. 

A mecânica é interessante e rende alguns momentos para a história e também de emoção a mais ao jogo. Particularmente este segmento, do robô que citamos, é um dos mais aflitos do jogo, já que há um limite de tempo (que é bem curto) para ajudar o Aranha 2099. 

Spider Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

De resto, a jogabilidade lembra qualquer jogo de ação em terceira pessoa com pancadaria. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. É bom porque, veja bem, estamos falando de um jogo de super-herói, onde a presença de “pancadaria” é um fator bem importante. Mas também é ruim, pois a jogabilidade geral acabou ficando um pouco genérica demais. 

Os dois Aranhas possuem golpes e habilidades equivalentes, o que, lá no fundo, não os diferencia tanto assim. De que adianta termos universos paralelos e personagens que, em sua origem, são tão diferentes se no game, de fato, não vemos tanta diferença assim? Por mais que seja divertido jogar com o Homem-Aranha (qualquer um deles), a jogabilidade acabou soando genérica. 

Por exemplo – a grande agilidade dos dois personagens! Tanto o Aranha, quanto o Aranha 2099 possuem sentidos aguçados e isso se reflete na jogabilidade. O principal é tão rápido que consegue deixar, por um tempo breve, “sombras” suas pelo cenário, o que o faz esquivar de ataques. Já o Aranha do futuro é ainda mais rápido e consegue gerar um clone de luz seu, enganando os inimigos que irão atacar o alvo falso. O efeito visual dos dois golpes é até diferenciado, mas o funcionamento de ambos é o mesmo. 

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Teia por todos os lados 

Ainda que a jogabilidade seja genérica, ela possui alguns elementos interessantes. Um deles é a já citada variação de tempo e cenário. Explicamos um pouco mais: o jogo inteiro se passa dentro de um mesmo prédio, só que nos dois períodos de tempo diferentes. Isso soma muito à experiência de agir no passado para modificar o futuro. 

Outras habilidades do Homem-Aranha também aparecem no jogo, como o famoso “sentido-aranha”, que lhe permite antecipar o perigo em situações deste nível. No jogo ele está mais para “radar” do que alerta em si. O visual lembra muito o Modo Detetive de jogos como Batman: Arkham Asylum e Arkham City, mas suas funcionalidades são um pouco diferentes. 

Spider Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

De resto, é o bom e velho Homem-Aranha de sempre, fazendo o que ele sabe fazer melhor: bater em super-vilões e soltar teias por aí. Claro que as teias estão presente, ainda que o jogo não seja de mundo aberto e tenha uma certa progressão linear. Acontece que os cenários são amplos, o que permite ao jogador experimentar algumas manobras por aí e se deslocar mais rapidamente pelo cenário. 

Há um sistema de melhoria de golpes, que também influencia na teia do aracnídeo. Claro que os golpes e combos podem ser melhorados com os pontos obtidos nas batalhas e no avançar do jogo, como ocorre na maioria dos títulos que oferecem sistema similar. São muitos golpes novos e outros benefícios possíveis de serem destrancados para o Aranha, o que deve tomar um certo tempo dos jogadores. 

Ainda no clima de Arkham Asylum, Edge of Time apresenta também tipos de “mapas de desafio”, onde o jogador vai poder testar suas habilidades ao avançar por cenários com limite de tempo. É uma forma de prolongar a vida útil do game, já que ele não conta com multiplayer e sua aventura principal não deve durar mais do que sete horas. 

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Nem tão belos traços 

Se nos quadrinhos o Homem-Aranha é comumente agraciado com os melhores desenhistas (como o lendário John Romita, um dos maiores artistas que passaram pelo herói), a coisa não se repete neste game. Na verdade, o próprio Homem-Aranha (as duas versões dele) está muito bem representado, com bons movimentos, expressões, textura do uniforme, muito bonito de se ver, mas o mesmo cuidado não é visto no restante do jogo. 

Os próprios inimigos são genéricos até dizer chega, com exceção dos chefes de fase. Tanto no futuro, quanto no presente você vai enfrentar hordas e mais hordas de robôs e alguns monstros, em versões que variam apenas de acordo com a época, mas com os mesmo golpes e rotinas. Até mesmo os chefes são poucos e nem são tão interessantes assim, ainda que tenham um maior cuidado gráfico. 

O som está em bom nível, já que conta com grandes nomes no elenco. O vilão principal, por exemplo, é dublado por Val Kilmer. A loirinha Laura Vandervoort (de Smallville) faz o papel de Mary Jane, eterna namorada de Peter Parker. 

Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)Spider-Man: Edge of Time (Foto: Divulgação)

Conclusão 

Spider-Man: Edge of Time pode ser divertido para os fãs do Homem-Aranha e até simpatizantes do herói aracnídeo. O game apresenta uma história realmente digna de história em quadrinhos, cheia de reviravoltas e temas impossíveis – como viagem no tempo e até comunicação direta entre passado e futuro.  

Infelizmente o game sofre com conceitos genéricos, como na jogabilidade (falta variação entre os dois protagonistas) e também nos inimigos e cenários. A aventura não pode ser considerada totalmente ruim, mas qualquer pessoa mais preocupada com os lançamentos de peso no mercado de games vai acabar deixando este aqui passar. 

 

Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
7
Jogabilidade
7
Diversão
7
Som
8

Prós

  • - História divertida
  • - Conceito de viagem no tempo
  • - Personagens carismáticos

Contras

  • - Jogabilidade um pouco genérica
  • - Inimigos igualmente genéricos
  • - Gráficos não tão bonitos assim
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  • Ingo Müller
    2011-11-10T04:09:52

    Coitado do Aranha - ter um jogo lançado logo depois do EXCELENTE Arkham City faz este game empalidecer diante da DISTINTA CONCORRÊNCIA.