Jogos de ação

NOTA tt
6.5

Review Squids Odyssey

Adaptação de título mobile para o 3DS não traz muitas novidades, mas é um bom mini-game para se manter no portátil.

Julianna Isabele
por
em

Squids Odyssey, exclusivo para plataformas da Nintendo (3DS e Wii U, via eShop), mistura três gêneros: estratégia, ação e RPG. Ambientado no fundo do mar e protagonizado por caricatas lulas, o título surpreende com uma mecânica flexível, mas se afunda por completo nos oceanos restantes. Confira o review completo:

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squids-odyssey-arte-conceitualReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)



História para lula dormir

Sua aventura tem início na pele do carismático Steev, o protagonista aventureiro do reino dos peixes, ao lado de outros companheiros da mesma raça de lulas. A gangue tem como objetivo pilhar alguns tesouros valiosos, mas acaba descobrindo artefatos secretos durante a missão.

Tais itens misteriosos transformam todos os peixes do oceano em seres agressivos. A partir da descoberta, a trupe dos protagonistas fica encarregada de enfrentar os seres marítimos que estão conquistando terrenos.

squids-odyssey-mecanicaReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)

O enredo simplista tenta se apoiar em alívios cômicos enquanto alterna entre contar a história sobre a salvação dos peixes, mas Squids Odyssey funciona melhor quando suporta-se apenas em aspectos mecânicos. No geral, o enredo se apresenta de maneira tão rasa que acaba passando batido: tendo como maior pecado a previsibilidade da narração, nada do que a história tenta contar soa como algo interessante.

A versão para 3DS e Wii U é um pacote que une Squids e Squids: Wild West, ambos desenvolvidos originalmente para iOS e Play Store pela The Game Bakers. Com novos personagens e mais missões exclusivas, a versão para consoles da Nintendo não perde o ar de mini-game atrelado às plataformas mobile, sensação que poderia ser diferente com um pano de fundo mais bem construído.

squids-odyssey-estrategiaReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)



Lance seus aliados para salvar o dia

Basicamente, seu objetivo durante as missões de Squids Odyssey é atacar os inimigos com suas lulas, de maneira estratégica. Semelhante a um estilingue, seus bichanos serão lançados pelo cenário, atingindo pontos específicos, seja um inimigo ou uma concha cheia de pérolas.

Por padrão, sua equipe é composta por quatro aliados, cada um com uma barra própria de estamina. Dependendo da força com que forem lançados, uma porção dessa barra será usada, o que permite flexibilizar o posicionamento dos personagens.

squids-odyssey-selecao-personagemReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)

O jogo se apoia em quatro classes, introduzindo personagens correspondentes durante a jornada: os scouts, ou batedores (como Steev, o protagonista do título); Shooters, com habilidade especial de atirar nos inimigos durante seus turnos; Troopers, soldados de cavalaria que atacam uma área específica de impacto ao redor de seus corpos; E, por fim, os healers, atuando como o suporte de sua equipe ao “trombarem” em seus aliados para curá-los.

Cada uma das classes exige equipamentos específicos para ganhar melhorias, tal como também precisam subir de nível – ambas ações realizadas com o dinheiro obtido durante as fases.

squids-odyssey-healerReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)



Não tão simples, não tão complexo

Apesar de ter uma natureza simples, Squids Odyssey tenta variar sua própria essência para não cair na repetição. Além de aumentar a complexidade das fases com o tempo, alguns cenários possuem terrenos diferentes, com penhascos, que abrem espaço para estrategismo que vai além de apenas jogar suas lulas em cima dos inimigos.

Da mesma maneira, chefões alternativos também estarão presentes durante a jornada – alguns exigem que você ataque-os por diferentes posições, por exemplo. Ainda assim, a curva de aprendizagem não mantêm um balanço perfeito durante o progresso da história: não vai demorar para que o jogador se encontre passando de fase rapidamente, sem mais dificuldades.

Pela natureza do gênero, jogos estratégicos tendem a ser mais interessantes ao permearem suas fases medianos e finais com um nível alto de dificuldade. No caso das aventuras das lulas em Squids Odyssey, a regra não se aplica. Após aprender as mecânicas básicas, não demora para o jogo cair na incessante repetição – mesmo com os esforços constantes para criar variações mecânicas.

squids-odyssey-cenarioReview: Squids Odyssey (Foto: Divulgação)



Entre de cabeça no fundo do mar

Para contar a história com ares grandiosos no fundo do mar, a The Game Baker optou por criar um estilo artístico que quase lembra uma aquarela nas artes conceituais do jogo.

Durante a narração da história, a apresentação dos personagens e dos cenários é bem caprichada. Cada pacote de missões se ambienta em locais diferenciados, como uma versão velho oeste do oceano, mas ainda assim as mudanças não são tão bruscas e auxiliam na sensação de repetição constante do jogo.

Conclusão

Squids Odyssey é um exemplo perfeito de mini-game divertido para se manter no portátil – tal como aquele jogo de celular para os momentos mais tediosos. As fábulas de Steev e seus companheiros do fundo do mar não contam uma história grandiosa, mas atuam como passatempo divertido para o portátil.


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Nota TechTudo

NOTA tt
6.5
Gráficos
7
Jogabilidade
5
Diversão
6
Som
8

Prós

  • - Gráficos e estilo de arte caprichados
  • - Grande número de fases
  • - Variedade de classes

Contras

  • - Muita repetição nas mecânicas e cenários
  • - Falta uma história interessante
  • - Nível de dificuldade não agrada
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