Jogos de ação

NOTA tt
8.0

Review Strike Suit Zero

Strike Suit Zero é a experiência ideal para os fãs de jogos como Ace Combat e Wing Command. Ele combina o balanço ideal entre a simulação e o estilo clássico do gênero arcade no Windows e Mac. Leia a análise completa!

Tais Carvalho
por
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Strike Suit Zero é um simulador para Windows e Mac que coloca o jogador a bordo de uma nave que se transforma em robô de combate numa guerra interestelar. O título traz consigo o balanço ideal entre a simulação e o estilo clássico do gênero arcade, criando uma excelente experiência de combate que você pode acompanhar aqui na nossa análise.

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Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)


Uma guerra interestelar

Assim como nos outros jogos clássicos do gênero, a história de Strike Suit Zero é bem familiar. O jogo se passa no ano 2299, no começo de uma guerra interestelar. Nesse cenário conturbado, o protagonista é um piloto de caça espacial, com a função de proteger uma estação de defesa próximo ao planeta Terra. Mas sua missão falha e as forças da Colonia atacam a Terra, destruindo diversas naves.

Após tudo parecer perdido, você e sua equipe são contactados por uma estranha entidade que lhe concede uma nova arma chamada Strike Suit, capaz de se transformar em um potente robô humanoide armado. Assim, você se torna a peça chave para a vitória da Terra.

Sua narrativa não é tão profunda e ela realmente soa bem familiar para os que estão acostumados a jogar simuladores do gênero. Ainda assim, ela serve apenas de introdução para um dos pontos mais fortes de Strike Suit Zero e que realmente se destaca em grande parte do jogo: o sistema de combate.

Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)


Simulando com um toque clássico

A jogabilidade de Strike Suit Zero é focada em seu sistema de combate, com detalhes bastante precisos e a confortável sensação de liberdade proporcionada por suas 13 diferentes fases, cada uma com extensas opções de exploração. É possível voar livremente, controlando o caminho da sua nave espacial, enquanto ao mesmo tempo você abate uma ou duas naves de caça inimiga. Mas essa liberdade ainda vai mais além, já que é possível controlar outros detalhes, como o seu escudo de energia em combate. Strike Suit Zero mantém um excelente balaço entre deixar jogabilidade simples e ao mesmo tempo completa.

Os comandos são relativamente fáceis e não diferem tanto dos outros jogos do gênero. Nesse ponto o game realmente acerta em cheio, proporcionando uma excelente variedade de opções em combate que podem ser realizadas com maestria pelo jogador com apenas um pouco de treino e costume.

Com apenas um toque do botão, sua nave se transforma em um robô, aumentando ainda mais as possibilidades de manobras e ataques em combate. Uma pena que essa jogabilidade seja simples e prática apenas com o auxílio do controle, já que seus comandos com o mouse e teclado podem se tornar realmente confusos devido a sensibilidade.

Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)

Tudo isso somado a mistura entre os clássicos jogos de nave e simulações, como R-TYPE e Ikagura, além da influência de games como Ace Combat: Assault Horizon e Wing Commander. Um detalhe que ajuda a mesclar os elementos já tradicionais do gênero com uma série de novos detalhes da própria série, que vão desde seus comandos mais simples e refinados, as suas espetaculares paisagens interestelares.

Os estágios de guerra

Strike Suit Zero conta com 13 estágios no total, seguindo uma história linear. Seu nível de dificuldade é bem desafiador e vem aos poucos para o jogador, que começa pilotando naves tradicionais. As missões contam com uma grande quantidade de inimigos, ótima oportunidade para preencher sua barra de energia e sempre se transformar em um enorme robô de batalha. Criando assim, situações que podem ser vencidas e conquistadas de formas diferentes, dando mais liberdade de escolha ao jogador para finalizar as missões.

Mas apesar de criar situações realmente divertidas e desafiadoras, Strike Suit Zero peca na quantidade de estágios e na variedade de inimigos. Cada missão, basicamente, se foca em defender uma nave aliada ou atacar uma nave inimiga, e as vezes uma combinação dos dois objetivos. Sua versão Director’s Cut procura restruturar toda a sua campanha e adiciona mais detalhes a sua narrativa, com diálogos totalmente novos. Mas ela também mostra que, as vezes, a simplicidade é a melhor arma no combate.

Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)


Missões extras

A versão Director’s Cut não conta apenas com novos modelos de naves, mas oferece cinco missões extras no DLC Heroes of the Fleet. Ela também permite que o jogador tenha o controle do Strike Suit um pouco antes da primeira versão, além de dar uma caprichada no visual já detalhado do game.

Infelizmente, a combinação não se encaixa tão bem, já que as missões permanecem no mesmo estilo daquelas que encontramos na primeira versão e acabam se tornando um tanto cansativas e até mesmo entediantes.

O combate continua fluído assim como sua primeira versão, adicionando mais horas de diversão com o conteúdo extra. Ainda assim, a versão Director’s Cut não acrescenta adições realmente revelantes ao game, principalmente para os que jogaram a primeira versão.

O jogo fica certamente mais completo, com um balanço mais equilibrado na dificuldade das missões, mas mantém a mesma estrutura de combate e missões. Ou seja, mantém os mesmos pontos positivos e negativos, e passa a impressão de uma jogabilidade um tanto repetitiva.

Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)


O espaço e seus belos ângulos

Apesar dos problemas, Strike Suit Zero consegue amenizá-los em parte graças ao seu belo visual bem feito e detalhado, principalmente levando em conta que o jogo é leve e capaz de rodar em computadores mais antigos. Seu visual se mantém agradável em resoluções e configurações mais modestas.

O game também capricha nos efeitos de luz e combate, que se mescla a jogabilidade. As naves não ficam de fundo ocupando espaço, mas todas participam do combate e unem os elementos visuais do cenário para dar mais realidade e a jogabilidade.

A trilha sonora também não fica para trás, criada pelo compositor Paul Ruskay, responsável pelas trilhas de jogos como Max Payne 2 e Homeworld. Com seu tom minimalista, seu ritmo eletrônico encaixa bem na temática espacial, com direito a uma voz robótica que dá todo o clima entre um combate e outro em Strike Suit Zero.

Strike Suit Zero: Directors Cut (Foto: Divulgação)Strike Suit Zero: Director's Cut (Foto: Divulgação)


Conclusão

Strike Suit Zero proporciona uma excelente experiência de simulação espacial, principalmente para os fãs de jogos como Wing Commander e Ace Combat. Seu sistema de batalha é fluído e seus comandos são relativamente fáceis, permitindo uma grande liberdade ao jogador para explorar e escolher suas estratégias em combate. Ainda assim, esse sistema não esconde sua narrativa pouco desenvolvida e as missões que tendem a parecer repetitivas. Sua versão Director’s Cut acrescenta mais algumas horas de diversão em missões extras, além de dar uma caprichada no visual já detalhado do game. Mesmo assim, ela não adiciona um conteúdo tão relevante, mantendo os mesmos pontos positivos e negativos de sua primeira versão. Apesar dos problemas, Strike Suit Zero ainda é um ótimo simulador de combate espacial, principalmente para os fãs do gênero.


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Nota TechTudo

NOTA tt
8.0
Gráficos
8
Jogabilidade
8
Diversão
8
Som
8

Prós

  • - Ótima experiência de simulação
  • - Jogabilidade fluída
  • - Gráficos
  • - Trilha Sonora

Contras

  • - Comandos com mouse
  • - Narrativa fraca
  • - Missões repetitivas
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  • Daniel Lineiro
    2014-05-11T19:30:12

    Tem visão em primeira pessoa ? dentro da nave ?