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Por Barbara Mannara; Por TechTudo

TechTudo

O Tablet Philips PI3900B2X/78 vem com tela de 7 polegadas e Android 4.1 (Jelly Bean). Apesar do nome gigantesco, o gadget tem um hardware mais econômico e boas conectividades. Em algum pontos poderia ser mais caprichado, mas para usuários menos exigentes ele cumpre o que promete. Confira o review do tablet da Philips, testado pelo TechTudo.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

O dispositivo da Philips não tem um visual top mas, em comparação com outros tablets de entrada, ele não desagrada. As laterais em metálico se destacam demais, ponto que não é interessante para o design do aparelho. Além disso, a cor dos botões e detalhe na câmera traseira, ambos em laranja vibrante, também não ajudam muito na aparência do gadget.   

Ao redor da tela, estão grossas bordas desiguais, que acabam diminuindo o espaço de visualização do display. No entanto, as laterais ajudam na utilização no dia a dia: dá mais firmeza para segurar o gadget, sem tocar em ícones por descuido. Esse é um ponto interessante, já que o aparelho não é tão fino e muito menos leve. Pelo contrário: o tablet é bem pesadinho, com 285 g, tanto que até incomoda ficar segurando por muito tempo. 

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

A traseira com pontinhos lembra a do Nexus 7, mas bem de longe. Esse efeito na tampa ajuda a dar mais estabilidade para segurar o tablet, com menos riscos dele escorregar das mãos durante o uso.

Sobre o acabamento, não há muito o que reclamar: não tem brechas evidentes nem falhas na finalização do design, como pontas que machucam durante o uso, ou tampas difíceis de abrir. Todas as entradas são na parte de inferior do gadget, inclusive o plugue dos fones de ouvido: isso não deixa que o fio incomode, na frente da tela, ao ouvir sua playlist. A localização da saída de som, na parte traseira, não foi bem escolhida, já que quando usado na horizontal é quase certo de ser abafada pela mão esquerda.

Para começar, o tablet tem uma tela de LCD IPS com 7 polegadas. O tamanho é ideal para assistir vídeos e ler textos, sem precisar de muito esforço. A resolução de 1024 x 600 pixels também oferece uma imagem com definição e qualidade razoáveis: os ícones não ficam pixelizados, nem os blocos de texto nos navegadores. 

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

No entanto, o tablet peca na sensibilidade ao toque: por vezes é necessário insistir bastante para que algum comando tenha resultados. Em redes sociais, como o Facebook por exemplo, rolar a tela não é nada confortável, sendo necessário os dois dedos na tela. Nos jogos, a mesma dificuldade: os comandos não são executados ou aparecem atrasados no dispositivo. Fruit Ninja, por exemplo, não pode ser jogado com tanta exatidão.

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Durante os testes, a tela não apresentou nenhum arranhão, mesmo sendo utilizada sem películas protetoras. E isso é um ponto bem positivo, afinal, resistência é fundamental. Mas sobre engordurar, o tablet da Philips é mestre: o display fica manchado com facilidade, cheio de marcas de dedos. E para limpar não é simples, mantendo a tela com aspecto grudento. É necessário utilizar produtos específicos para deixar tudo em ordem.

O tablet roda sistema operacional Android 4.1 (Jelly Bean) e tem configurações que prometem aguentar um uso mediano: processador A9 dual-core de 1,5 GHz e memória RAM de 1 GB. Não é um equipamento top, mas tem um hardware razoável. No entanto, o que mais decepcionou foi o aparelho esquentar bastante na parte inferior, a ponto de atrapalhar o uso: navegar se torna desconfortável com um dispositivo pesado e quente demais. 

Além disso, a inicialização do gadget demora quase um minuto, o que não é nada prático no dia a dia: esperar o dispositivo ligar e inicializar o sistema para entrar em ação.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

Sobre travamentos, sim aconteceram. E bastante. O dispositivo mostrou mensagens de erro na execução de aplicativos mais diversos, como jogos, redes sociais como Facebook e Twitter, até em apps nativos como o Deezer e Google Maps. No entanto, os erros foram solucionados sem precisar reiniciar o tablet. Isso é um ponto positivo: não tiveram travamentos fatais, sem a necessidade de resetar ou desligar o aparelho. 

A memória interna de 8 GB é suficiente para aplicativos e usuários que não utilizam muito a gravação de vídeos ou fotos com o gadget, deixando essa funcionalidade para os smartphones.  Para apps e arquivos básicos, não há necessidade de mais que isso. No entanto, se precisar, o usuário pode expandir a memória com um carão micro SD extra, de até 32 GB de armazenamento.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

No geral, ele funciona de forma razoável, para usuários não tão exigentes. O preço é bem acessível e por isso, alguns recursos de hardware tiveram que ter potência, ou qualidade, reduzida.

A Philips poderia ter caprichado um pouco mais no pacote de sons, para ações internas do gadget, como os toques no teclado virtual, por exemplo. Eles são bem desagradáveis, imitando uma máquina de escrever das antigas. Claro que há a possibilidade de desativar tudo isso.

Nos recursos de áudio, o tablet vem com caixa de som e microfone integrados. A potência do som é boa e dá para ouvir o que está sendo reproduzido em diferentes ambientes. Nas conectividades estão o GPS, Bluetooth e Wi-Fi. Ou seja, o básico para satisfazer os usuários.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

Sobre aplicativos, eles tão presentes até de sobra: estão instalados os mais diversos apps, tornando o tablet bem completo. Basta ligar e usar. Dentre eles estão o navegador Google Chrome, Maps, e-mail, redes sociais (Google+ e Orkut), editor de vídeo e imagens. Além do player de música, YouTube, Tradutor, Gtalk e muito mais. Ou seja, o pacote de apps do Google aparece em peso, mas sente-se falta de jogos, não há nenhum pré-instalado, e aplicativos populares como Facebook, Twitter e Instagram. Mas nada que não se resolva com um simples acesso à Google Play, para baixar aplicativos de Android.

O Tablet Philips vem com duas lentes: uma traseira de 2 megapixels e outra frontal VGA, recomendada apenas para videochamadas. Mesmo na câmera principal, a qualidade não é das melhores: as fotos granulam com facilidade e não ficam boas nem com um ambiente bem iluminado. Portanto, se está procurando por um gadget com uma câmera sensacional, essa não é sua escolha.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

No entanto, o dispositivo tem alguns recursos extras, como o registro de fotos em panorâmica. Em desvantagem, é preciso ter muita paciência: qualquer movimento mais irregular faz a imagem ficar com trechos sem foco ou borrados.

Exemplo de foto clicada em dia de sol com o Tablet da Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

Para completar os recursos da câmera, é possível ajustar exposição de luz, balanço de brancos (para o tipo de iluminação do ambiente), além do zoom. A estabilidade, foco, contraste de luz e sombra são bem decepcionantes: as imagens estouram facilmente em um dia de sol e o tablet não consegue registrar elementos um pouco mais próximos. O resultado não é nada satisfatório para o usuário, e qualquer movimento faz com que as imagens fiquem borradas.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

A surpresa boa fica por conta da entrada HDMI. Isso permite que o tablet seja plugado em outros equipamentos como notebook ou televisão. Mas infelizmente o cabo não vem com o aparelho. Além disso, um ponto positivo é que a entrada é menor do que a convencional, utilizada em TVs e notebooks, ou seja, o tablet precisa de um cabo especial para fazer a conexão.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

Além disso, estão as entradas para fones de ouvido, cartão de memória micro SD (de até 32 GB), micro USB, e microfone interno. O tablet têm apenas dois botões externos: o de liga/desliga, localizado no topo do aparelho, e o ajuste para volume, na traseira. O botão para controlar o áudio, na parte traseira, as vezes dificulta no uso: é normal esquecer para qual lado o volume aumenta ou diminui, tanto com o gadget na vertical quanto na horizontal. Isso não acontece por exemplo com o botão na lateral, comum em smartphones e tablets: não é preciso virar o aparelho para confirmar qual lado apertar.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

A bateria dura cerca de 8 horas, com uso de redes sociais e vídeos do YouTube, contendo potência de 3.300 mAh. Isso até o tablet apagar. E para carregar, é uma saga: duas horas não suprem nem metade da carga. Com pouco uso e muito stand-by, a bateria aguenta um pouco mais, acima de 24 horas. No entanto, quem acessa diversos recursos, além de jogos, não deve deixar o carregador muito longe.

Tablet Philips (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) — Foto: TechTudo

Se a intenção é utilizar o tablet para acessar redes sociais e recursos simples, o gadget da Philips é uma das opções baratas no mercado, custando entre R$ 400 e R$ 450. Dentre os dispositivos da linha mais econômica, ele não decepciona: não foi necessário reiniciar o dispositivo nenhuma vez, apesar dos travamentos apresentados em alguns aplicativos. Além disso, ele é bem resistente: durante os testes não apresentou arranhões na tela. 

Tabela com as configurações do Tablet Philips (Foto: Arte/TechTudo) — Foto: TechTudo

6.4

Design
7
Desempenho
6
Tela
7
Câmera
5
Custo-benefício
7

Prós

  • Preço acessível;
  • Tela de 7 polegadas;
  • Conectividades.

Contras

  • Pesado;
  • Esquenta no uso;
  • Câmera de fraca qualidade.

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