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Por Dário Coutinho; Por TechTudo

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Tokyo Twilight Ghost Hunters é um jogo de RPG tático com versões PlayStation 3 e PS Vita. Pensado como uma Light Novel, o game aposta em um estilo que une a narrativa aos combates em turnos. O baixo orçamento e a quantidade excessiva de diálogos, mostram que este é um jogo abaixo de média, que buscam ganhar atenção na “sobrevida” do PS3.

Com cara de Ace Attorney, Tokyo Twilight Ghost Hunters é um jogo de caçar fantasmas (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Ganhando visibilidade no fim da geração

Durante o fim de uma geração de consoles, além de coleções com preço acessível e jogos que tiram o máximo do console, também é possível ver alguns games de baixo orçamento que buscam capturar a atenção de uma clientela faminta, já que a maioria dos games, começa a migrar para a nova geração. Tokyo Twilight Ghost Hunters é um perfeito exemplo disso.

Tokyo Twilight é um game de RPG com muitos textos, mas poucos diálogos falados. Com relação a arte dos personagens, a qualidade visual do jogo é boa, especialmente as animações. Mas o mesmo não pode se dizer da ambientação e cenários. Sempre estáticos, os cenários do jogo servem apenas de pano de fundo para a ação. É algo até previsível e que não mereceria o destaque negativo, se não fosse, o fato dos cenários serem sempre escuros, embaçados ou até mesmo fotografias.

Bem-vindo aos Ghostbusters, digo, Gate Keepers (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Domínio Sombrio

A melhor maneira de descrever o enredo de Tokyo Twilight Ghost Hunters é compará-lo aos Caça-Fantasmas. Sua missão é caçar monstros, demônios e fantasmas. No game, você trabalha para uma agência e terá diversos companheiros que podem ser seus amigos de escola, professores e outros personagens. É, grande parte do jogo se passa em uma escola. Um dos maiores clichês dos animes e jogos japoneses.

Tokyo Twilight começa de forma lenta e a história começa a ganhar contornos mais sérios depois que a líder da classe, Sayuri Mifune, e o personagem controlado pelo jogador, veem um fantasma durante um passeio por dentro da escola. Antes de serem atacados, ambos são resgatados por um aluno e uma professora misteriosa. É então, que o jogador fica sabendo da companhia chamada Gate Keepers.

Sistema de combate chama à atenção pelas possibilidades (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Sistema de mapas e combates diferente

Embora Tokyo Twilight aposte na clássica visão dos light novels (em primeira pessoa), o sistema de combate é diferente de outros jogos do gênero. Ao encarar uma missão, o jogador pode observar o mapa e ver onde cada membro da equipe está. Cada personagem carrega um detector de atividade paranormal, já que nem todos podem ver o espírito.

Uma das principais mecânicas do jogo não é o combate direto, mas sim, encurralar um fantasma de modo que sua equipe, que está separada, se reúna para encarar o poltergeist. Apenas quando ele está encurralado é que será possível ver o fantasma de fato. O jogador pode ficar alternando entre as câmeras aérea e com a visão do personagem selecionado.

Embora a representação desse sistema de combate pareça simples, há uma camada de coisas aqui. Diferentes armas, diferentes tipos de alcance, itens, armadilhas, são muitas coisas para se usar na captura dos fantasmas. Além disso, Tokyo Twilight ainda conta com um sistema de evolução para cada personagem.

Contudo, parte da diversão é estragada pela possibilidade dos fantasmas se moverem livremente pelo campo, algo até compatível com o universo no qual Tokyo Twilight está inserido. Porém, isso deixa o jogo muito aleatório, o que é frustrante em vários momentos.

Ao encurralar fantasmas, você pode confrontá-los (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Desafio repetitivo

Ainda que apresenta um sistema de combate refrescante. Tokyo Twilight possui um roteiro bastante repetitivo. Mais preocupado em fazer perguntas do que respondê-las, o jogo circula sobre os mesmos temas por horas sem fornecer qualquer tipo de solução para o enredo. Além disso, os personagens são repletos de clichês. A garota fofinha, o geek, o fortão da escola, dentre outros estereótipos.

Os capítulos são curtos e duram poucos minutos. O jogo oferece uma perspectiva de modo que pareça um anime passando na tela, contudo, as cenas de introdução e encerramento são demoradas e não podem ser “puladas”.

Uma das maiores decepções é o final do jogo. De forma abrupta, o game encerra como se um novo “episódio” fosse começar, mas não é o que acontece. Sem qualquer tipo de solução para o enredo, Tokyo Twilight é uma aventura sem recompensas, respostas e sem desenvolvimento do relacionamento dos personagens.

Prepare-se para muitos diálogos inúteis (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Conclusão

Tokyo Twilight Ghost Hunters traz diálogos intermináveis, história sem conclusão e sistema de combate um pouco frustrante. Sendo assim, o game é uma jornada sem muitas conquistas. O modo como a produtora concebeu as batalhas até é interessante, mas faltou um enredo carismático para segurar o jogador na trama.

5

Gráficos
7
Jogabilidade
4
Diversão
4
Som
5

Prós

  • Personagens bem detalhados

Contras

  • História fraca
  • Muitos diálogos inúteis
  • Bastante linear

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