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Por Bernardo Dabul; Por TechTudo

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Transistor, criado pela Supergiant Games, é um RPG de ação disponível para PC e PlayStation 4. Com narrativa forte, combate inovador e trilha sonora que se encaixa perfeitamente com o game, a desenvolvedora mais uma vez cria uma experiência fantástica para todos os fãs do gênero e além!

transistor-capa — Foto: TechTudo

A história segue Red, uma cantora famosa da cidade de Cloudbank, onde o jogo se passa, que teve sua voz roubada. Além disto encontrou uma espada verde falante, chamada de Transistor.

Tudo que se sabe de início é que um grupo chamado Camerata é responsável pelo roubo da voz da protagonista e que uma entidade hostil, conhecida como Process, está se espalhando pela cidade e destruindo tudo o que vê pela frente. Só Red, usando o Transistor, é capaz de impedir o Process. Pode parecer confuso de início, mas no decorrer da narrativa mais detalhes vão sendo revelados.

A forma com que a história se desenvolve deixa grande parte a ser achado e interpretado pelo jogador. Sem entrar em muitos detalhes, existem perfis de cidadãos a serem descobertos, terminais de notícias a serem lidos e pontos turísticos a serem observados, todos fornecendo mais informações sobre o universo rico do game.

Transistor (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Para ter uma compreensão completa da cidade de Cloubank e seus habitantes, estes extras são uma necessidade. No fim das contas, a narrativa de Transistor atende tanto àqueles que querem chegar ao fim do jogo sem desviar da rota principal, quanto aos que procuram por todos os detalhes possíveis, em busca de uma imersão maior.

A mecânica de combate do game também é excelente, possuindo novas ideias que trazem um ar de novidade para um gênero que mecanicamente não vê muita inovação há algum tempo. O jogador possui uma série de habilidades que podem ser selecionadas. No início, existe somente a opção de escolha de quatro destas que podem ter seus efeitos principais usados durante o combate.

Após subir alguns níveis, o sistema começa a mostrar maior complexidade, deixando que o jogador use as mesmas habilidades para adicionar efeitos passivos à protagonista e também combiná-las deixando-as mais poderosas.

Isto torna o combate muito aberto à experimentação, dando liberdade para que o jogador crie suas próprias combinações, usando a que se sente mais confortável. Além disto, a gama de inimigos e seus respectivos poderes são bem variadas, tornando difícil o uso de uma única seleção de habilidades do início ao fim.

transistor-habilidades — Foto: TechTudo

Outro elemento importante no combate do game é o sistema chamado Turn(). A forma que este funciona é simples. Ao ser acionado o tempo para, permitindo que o jogador planeje a próxima sequência de ações a serem tomadas. Cada ação ocupa um espaço em uma barra e quando esta estiver cheia, nada mais pode ser escolhido.

Ao finalizar o planejamento, todas as ações são executadas rapidamente. O lado ruim disto é que após usar Turn() o jogador não poderá utilizar nenhuma de suas habilidades até que a barra encha novamente. No fim, a combinação de todos estes elementos cria uma experiência de combate inovadora e divertida, que abre muito espaço para a experimentação, sem deixar de ser desafiadora.

transistor-turn — Foto: TechTudo

Infelizmente, se existe algum ponto onde o game peca, é no seu desempenho quando muita ação está ocorrendo em cena. Algumas vezes, quando muitos inimigos entram na tela e comandos mais complexos são executados, o game trava brevemente. Não é nada que quebre a experiência por completo, porém atrapalha a imersão.

Transistor não se destaca somente pela sua mecânica, mas também pelo seu lado artístico. O game possui um traço que jogadores de Bastion vão reconhecer. Porém desta vez o estilo tem influência muito maior do cyber-punk, mas não de forma negativa. A arte em geral é repleta de cores vivas que cobrem a tela criando um cenário espetacular de ser visto.

transistor-red — Foto: TechTudo

Como no caso de Bastion, Transistor também possui uma trilha sonora marcante, com músicas que se encaixam perfeitamente com o ambiente em cena e com o tom da narrativa a cada momento. Músicas onde a cantora Ashley Barrett faz o vocal são particularmente memoráveis. Não é à toa que existe a possibilidade de compra do jogo e da trilha sonora em um único pacote.

Adicionalmente, a atuação em geral deve ser parabenizada, em especial a de Logan Cunningham (que também trabalhou em Bastion), por seu papel como Transistor. Sendo de longe o personagem com mais diálogo no game, é importante que sua performance seja bem feita e, de fato, o ator não deixa nada a desejar.

Transistor traz um belo jogo da Supergiant Games que mais uma vez atinge o nível de qualidade que estabeleceu como padrão com Bastion. Independente do gênero de preferência do jogador, a saga de Red, o combate inovador e a apresentação fantástica do game já são motivos suficientes para serem conferidos. Depois de entrar no mundo de Transistor, é difícil sair sem querer ver tudo que o game tem a oferecer.


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9.5

Gráficos
9
Jogabilidade
9
Diversão
10
Som
10

Prós

  • História forte
  • Combate inovador
  • Trilha sonora memorável

Contras

  • Game trava com muita ação

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