Jogos simuladores

NOTA tt
7.0

Review Trials Fusion

Confira a análise do game que mistura motos, ambientes futuristas e manobras arriscadas.

Murilo Molina
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Trials Fusion é o novo jogo da série da RedLynx, que teve seu início em games mais simples para PC, e explodiu com a estréia no Xbox 360. Fusion aposta na mesma fórmula de seu antecessor, Trials Evolution, que somada a cenários futuristas e manobras resulta em um game previsível, mas incontestavelmente divertido.

Leia a análise de Trials Evolution

Review: Trials Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Review: Trials Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Rumo ao futuro

Desde seu menu de entrada, Trials Fusion se preocupa em mostrar a sua principal intenção – transportar a série, antes sediada em cenários industriais basicamente monocromáticos para um futuro distante, recheado de veículos voadores e leds coloridos.

A introdução do novo ambiente é sutil, começando por elementos secundários, em sua maioria ilustrativos, escondidos no fundo dos cenários. As pistas começam tradicionais, abusando de ambientes mais tradicionais, mas se tornam cada vez mais tecnológicos, com plataformas de arremesso, piso móvel e muitas luzes coloridas.

Com o controle nas mãos, os fãs dos antigos games da franquia notarão que a jogabilidade está praticamente intacta, tanto na configuração de botões como no temperamento das motocicletas.

A missão ainda é simples – terminar o percurso proposto pelo game no menor tempo possível. Para isso, não será preciso usar mais do que dois ou três botões do controle. O gatilho direito é responsável pela aceleração das motos, enquanto o analógico esquerdo cuida exclusivamente da inclinação do piloto, que define o ângulo de saltos e aterrissagens.

O espírito de Trials segue vivo em Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)O espírito de Trials segue vivo em Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)

Apesar dos gráficos em três dimensões, o jogo é limitado à visão lateral, sem que o jogador precise interferir na direção lateral ou diagonal das motos em momento algum. Nas primeiras fases o desafio não parece ser muito grande, mas o avanço mostra que será preciso estudar um pouco a física do game para aprender a controlar as motos.

O jogo parece um tanto acessível para jogadores de todos os níveis, especialmente com os tutoriais explicando as técnicas requeridas em cada tipo de pista. O problema é que a curva de aprendizado é cruel, permitindo um salto brusco no desafio depois de menos de uma hora de jogo.

Adeus backflip

Além das simples provas onde é preciso bater o cronômetro para acumular medalhas, Fusion também oferece alguns desafios que ajudar a quebrar a repetição. Em alguns casos, será necessário pilotar a moto sem usar o analógico de inclinação pelo máximo de tempo.

Outra novidade são as manobras, que fazem sua estreia na série, que anteriormente não permitia muito mais do que múltiplos backflips de jogadores mais abusados. Agora o analógico direito é destinado exclusivamente às manobras, que incluem o perigoso Superman e outros clássicos como Coffin.

A variedade não é enorme, mas certamente é uma dição interessante, principalmente considerando a pouca abertura do gênero a modificações de mecânicas. Além de enfeitar os saltos mais longos, as manobras ganharam desafios próprios, onde é necessário acertar o máximo possível de acrobacias para acumular pontos.

Manobras são uma das novidades de Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Manobras são uma das novidades de Fusion (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Trials em quatro rodas

Como de praxe, o avanço libera novas pistas, motocicletas e equipamentos, que também podem ser comprados com dinheiro adquirido nas corridas. É possível atualizar as motos favoritas com partes que melhoram o desempenho e ainda dão uma mudada no visual.

As roupas não são muitas, e não servem pra nada, além de diferenciar o personagem, que vai inevitavelmente espatifado no chão, em uma constrangedora animação que supostamente deveria simular a dor de uma fratura séria.

Além das motos diferenciada, que possuem diferentes atributos, Trials Fusion também estreia os ATVs, quadriciclos poderosos que apesar do peso e velocidade, são controlados exatamente da mesma forma das motos. Se não chegam a alterar totalmente a jogabilidade, os ATVs certamente são bastante divertidos de controlar.

Os ATVs são rápidos e divertidos (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Os ATVs são rápidos e divertidos (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


O oposto da evolução

Graficamente, Trials Fusion não entrega muito mais do que seus antecessores. De fato, mesmo com as versões para Xbox One e PlayStation 4 o game parece um tanto mais pobre do que Evolution, lançado no início de 2012.

O game até tem um visual bacana, mas que em diversos (quase todos) momentos é bastante secundários, especialmente pela atenção requerida e tensão gerada pelo game. De qualquer forma, o sentimento é de que faltou capricho em algumas boas partes.

As pistas, mesmo futuristas e enfeitadas, não são criativas e carismáticas como os ambientes abertos e dinâmicos de Evolution. A queda da taxa de quadros por segundo e texturas que demoram para carregar também são problemas frequentes e incômodos.

Apesar de algumas boas ideias, o game parece menos inspirado que Evolution (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Apesar de algumas boas ideias, o game parece menos inspirado que Evolution (Foto: Reprodução/Murilo Molina)

No áudio, além das tradicionais músicas agitadas e repetitivas, foram inseridos um personagem masculino e um feminino, que fazem (ou pelo menos tentam fazer) piadas o tempo todo. Para as motos, os mesmos roncos esganiçados, que poderiam perfeitamente pertence às primeiras versões do game.

No geral, a trilha sonora e os efeitos não chegam a incomodar, mas os personagens beiram o ridículo com as piadas plastificadas, que precisam ser suportadas a cada vez que é necessário reiniciar uma pista ou trecho complicado.

Sem modo online

Para completar, um editor de pistas bacana, mas um tanto complicado, alguns minigames genéricos e um modo multiplayer offline decente, que pode render alguma diversão. Ainda dá pra comparar tempos com os de outros jogadores online

A ausência mais sentida foi a do multiplayer online, que fez sucesso na versão anterior. O modo foi completamente removido, mas deve retornar, segundo a própria desenvolvedora.

Falta de multiplayer torna a experiência um tanto mais solitária (Foto: Reprodução/Murilo Molina)Falta de multiplayer torna a experiência um tanto mais solitária (Foto: Reprodução/Murilo Molina)


Conclusão

Trials Fusion é um jogo divertido, mas fica em situação complicada quando comparado ao seu antecessor. Mesmo disponível para consoles da nova geração, o game apresenta problemas visuais consideráveis, mapas menos criativos. A inclusão dos ATVs e as novas manobras são legais, mas não chegam a mudar o rumo do game.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
6
Jogabilidade
9
Diversão
8
Som
5

Prós

  • - Inclusão dos ATVs
  • - Novas manobras
  • - Modo offline divertido

Contras

  • - Gráficos problemáticos
  • - Ausência do modo multiplayer
  • - Personagens chatos falando durante o game
  • - Salto brusco na dificuldade
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