Jogos casuais

NOTA tt
7.0

Review Ugly Americans: Apocalypsegeddon

Não é de hoje que filmes, quadrinhos, livros, programas de televisão e o diabo a quatro são adaptados para videogame. De uns tempos pra cá, as responsáveis pelas obras de origem parecem ter mais noção do esmero necessário para que a versão eletrônica de suas obras não seja uma tranqueira. A produtora 345 Games, fundada pela Viacom para criar jogos baseados em suas propriedades intelectuais, estreia com Ugly Americans: Apocalypsegeddon.

Pedro Giglio
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Nome: Ugly Americans: Apocalypsegeddon
Gênero: Ação
Distribuidora: 345 Games / Comedy Central
Plataformas: PlayStation Network e Xbox Live Arcade

Ugly Americans: Apocalypsegeddon  (Foto: Divulgação)Ugly Americans: Apocalypsegeddon
(Foto: Divulgação)

Não é de hoje que filmes, quadrinhos, livros, programas de televisão e o diabo a quatro são adaptados para videogame. De uns tempos pra cá, as responsáveis pelas obras de origem parecem ter mais noção do esmero necessário para que a versão eletrônica de suas obras não seja uma tranqueira. A produtora 345 Games, fundada pela Viacom para criar jogos baseados em suas propriedades intelectuais, estreia com Ugly Americans: Apocalypsegeddon.

Exibida no Brasil na VH1, a animação Ugly Americans mostra uma versão alternativa de Nova York onde humanos, feiticeiros, demônios, zumbis e mais criaturas fantásticas tentam conviver em harmonia - e vez por outras dão um trabalhão para o Departamento de Integração. Em Apocalypsegeddon, quatro personagens do desenho - o assistente social Mark Lilly, a diabinha Callie Maggotbone, o policial Frank Grimes e o mago Leonard Powers - encaram uma dessas, unindo forças para desvendar quem está tentando trazer o fim dos tempos.

Ugly Americans: Apocalypsegeddon  (Foto: Divulgação)Ugly Americans: Apocalypsegeddon (Foto: Divulgação)

O jogo desenvolvido pela Backbone não inventa moda, apostando com segurança em formatos clássicos. Sabe Smash TV, no esquema “ande com uma alavanca e atire com a outra”? É isso aí: até quatro jogadores poderão partir para o tiroteio com armas inusitadas como lançadores de bola de baseball e chaves inglesas para detonar monstrengos - homens-pássaro com síndrome de Tourette, demônios grafiteiros e fãs de rock, zumbis e outras aberrações - nas ruas de Manhattan.

Cada personagem tem ataques especiais, habilidades específicas às armas do jogo e níveis para evoluir. Até aí, tudo bem. O problema é que o jogo tem vacilos flagrantes, a começar por seu andamento. Embora apresente elementos bacanas (mesmo que pouco originais, mas desde quando isso é problema?), como o sistema de pets - bizarros bebês-monstro que você adota para afetar seu desempenho -, as coisas demoram a aparecer. Jogar duas fases seguidas sem chefão (e variações do mesmo inimigo por sequência) parece preguiça dos desenvolvedores.

Outra coisa que não consigo entender é não optarem por uma animação mais detalhada nas intermissões, que têm precisamente o mesmo visual da série de TV. O movimento dos personagens é quadradão, sem movimentos labiais, esse tipo de coisa. Se ao menos usassem o visual do engine para contar a história entre as fases... poderia perder um pouco na autenticidade visual, mas não pareceria aqueles “desenhos desanimados” que a Marvel lançou em 1966.

Ugly Americans: Apocalypsegeddon  (Foto: Divulgação)Ugly Americans: Apocalypsegeddon (Foto: Divulgação)

Ugly Americans: Apocalypsegeddon tem boas intenções, mas alguns erros o fazem parecer pior do que é. O ritmo não é convidativo a jogar mais (recompensando só os mais dedicados com o que, de fato, o jogo oferece), principalmente ao jogar sozinho. Enquanto chamar os talentos da série original - dubladores e roteiristas - dá uma credibilidade extra, a animação entre capítulos é quadrada e sem graça. No fim das contas, jogadores mais dedicados verão que, mesmo não sendo sensacional, é um bom jogo multiplayer para desligar o cérebro e rir.


 

Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
6
Jogabilidade
7
Diversão
7
Som
8

Prós

  • -Como multiplayer descerebrado, não faz mal a ninguém
  • -Elenco de voz e roteiristas da série dão credibilidade
  • -Tiradinhas

Contras

  • -Andamento sugere uma experiência mais repetitiva do que deveria
  • -Intermissões não tão animadas assim
  • -Não iniciados com a série não se converterão
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