Jogos de aventura

NOTA tt
6.3

Review Wayward Manor

Wayward Manor traz excelente história e narração de Neil Gaiman, autor de Sandman e Coraline, que são fortes atrativos mas o jogo poderia ser melhor. Confira a análise do jogo.

Lílian Moreira
por
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Wayward Manor é um puzzle para PC e Mac com história escrita por Neil Gaiman, autor da HQ Sandman e do livro, que virou filme, Coraline. Como era de se esperar a temática é sombria. Dessa vez a história é sobre uma casa mal assombrada, seus habitantes humanos e fantasmas. Apesar da expectativa ser grande em um caso como esses a jogabilidade não é tão trabalhada e o jogo parece mal finalizado. Ainda assim, é possível se divertir um pouco nas curtas duas horas de duração.

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Wayward Manor: Primeiro jogo de Neil Gaiman chega ao Steam (Foto:Divulgação)Wayward Manor: Primeiro jogo de Neil Gaiman chega ao Steam (Foto:Divulgação)


Narrativa simples e divertida

Um dos atrativos do jogo é que a história foi escrita por ninguém menos que Neil Gaiman. A premissa é digna do autor de peso. O jogador vive um Poltergeist fiel à uma antiga mansão em New England nos anos 20. Ele quer expulsar uma família irritante que acabou de se mudar para o local.

Quem estava muito curioso com um jogo feito por Gaiman não tem muito mais com o que se surpreender. Pra quem é fã é difícil resistir à tentação de ver por si mesmo e talvez alguns diálogos com o estilo único do contador de histórias compensem a curiosidade.

Wayward Manor: Ser um fantasma e fazer pegadinhas com os vivos (Foto:Divulgação)Wayward Manor: Ser um fantasma e fazer pegadinhas com os vivos(Foto:Divulgação)


Sendo um fantasma

Cada fase é um quarto em que o fantasma vai assustando as pessoas e expulsando-as para o próximo. Para fazer isso é preciso mexer com os objetos da sala e atrair o NPC para um local específico e atingi-lo com algum outro objeto ou assustá-lo com um rato, por exemplo. Típicas pegadinhas de fantasma em um leve conto de terror.

À medida em que as fases vão passando os NPCs vão se alternando e cada um tem um comportamento específico, além de variar também de atitude se estiverem com mais medo. Vários doces atraem as duas crianças juntas.

Por exemplo: um doce apenas faz com que briguem e se separem. Juntas elas nunca levam susto mas sozinhas é bem fácil pegá-las. A mulher quer limpar tudo enquanto o homem quando fica muito medroso se esconde debaixo das mesas.

Os objetos fazem poucos movimentos de uma mesma forma específica e é preciso estudar as reações que eles causam para levar os jogadores à uma determinada série de movimentos que os deixe em uma situação de susto ou pegadinha.

Wayward Manor: Estratégias para resolver puzzles (Foto:Reprodução)Wayward Manor: Estratégias para resolver puzzles (Foto:Reprodução)

Se fizer errado, algumas vezes terá a chance de fazer de novo, mas se quiser fechar a fase com todos os objetivos completos é possível que tenha que reiniciá-la algumas vezes e encontrar o movimento exato a ser feito na ordem e no tempo certos.

O início é interessante e tem um senso de exploração. A cada susto o Poltergeist fica mais forte e mais objetos na sala são controlados por ele até desbloquear todos e expulsar os moradores do quarto de uma vez.

Depois de algumas fases começa a ficar um pouco repetitivo, com tantas garrafas iguais a serem jogadas na cabeça dos moradores. Acaba sendo um pouco fácil ir apenas clicando nos objetos disponíveis e muitas vezes resolvendo puzzles “secretos” (os mais difíceis) acidentalmente.

Wayward Manor: Secret Puzzles não tão secretos  (Foto:Reprodução)Wayward Manor: "Secret Puzzles" não tão secretos (Foto:Reprodução)

O jogo é curto e a missão principal, sem zerar tudo, pode ser completada em cerca de duas horas. Este é um problema que seria mais facilmente perdoável se fosse um jogo mobile com um custo bem baixo. Um título Steam para PC e Mac acaba tendo exigências maiores.

Gráficos e Som

O estilo visual mistura bastante roxo e azul dando um toque místico e sombrio característico ao estilo mansão mal assombrada. Os personagens são uma mistura de cartoon com caricatura e apesar do estilo ser bem interessante e a paleta de cores muito harmoniosa, o 3D não é nenhum primor. Para um título com visual mais simples o 3D parece pouco trabalhado e junto com os puzzles um pouco repetitivos passa a impressão de um jogo mal finalizado, um pouco corrido.

Wayward Manor: Personagens interessantes em 3D estranho  (Foto:Reprodução) (Foto: Wayward Manor: Personagens interessantes em 3D estranho  (Foto:Reprodução))Wayward Manor: Personagens interessantes em 3D estranho (Foto:Reprodução)

A narração no começo de cada fase conta com a voz de Gaiman em tom bem sombrio, o que acaba sendo um plus, especialmente considerando que ele é dos atrativos principais do jogo. A trilha sonora tem até alguns instrumentos que se pode esperar em uma mansão antiga, como cravo, e isso seria outro ponto positivo.

Os efeitos sonoros são bem feitos e cada barulho que o fantasma faz é divertido. Nesse ponto o jogo é bem legal, e isso se associa bastante à questão de contar uma história, a premissa é interessante e ela é contada com sons imersivos.

Conclusão

Wayward Manor é um jogo com o principal diferencial sendo sua história ser produzida pelo famoso escritor Neil Gaiman, que fez um trabalho misturando macabro com lúdico. Para os fãs, ainda é possível ouvir a voz do autor no início das fases e se divertir com uma narrativa com sonoplastia ambientada em uma noturna New England de 1920. Para os demais é um jogo de puzzle com fases curtas que apesar de ser interessante é um pouco repetitivo e mal finalizado. Com um pouco mais de acabamento poderia ser um interessante jogo casual muito bem adaptado ao universo mobile, que venderia bem por um preço baixo.


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Nota TechTudo

NOTA tt
6.3
Gráficos
5
Jogabilidade
6
Diversão
7
Som
7

Prós

  • - História simples e boa
  • - Narração de Neil Gaiman
  • - Efeitos sonoros imersivos
  • - Fator replay

Contras

  • - 3D pouco caprichado
  • - Puzzles ficam repetitivos
  • - Curto e fácil demais
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