Jogos de RPG

NOTA tt
4.5

Review The Witch and the Hundred Knight

The Witch and the Hundred Knight traz um RPG de estratégia em um cenário que deixa muito a desejar. Leia a análise completa do game.

Felipe Velloso
por
em

The Witch and the Hundred Knight lembra muito o excelente clássico Indie: Bastion, ainda que as semelhanças fiquem apenas em um aspecto mais superficial. Este jogo exclusivo da PSN é, de maneira geral, bem diferente de tudo o que é oferecido hoje em dia no PS3, mesmo que isso não signifique que se trate de um bom título. O jogo não é um RPG de ação tradicional, oferecendo muitos elementos de títulos tradicionais de estratégia como Ogre Battle.

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O visual pouco original dos protagonistas (Foto: Divulgação)O visual pouco original dos protagonistas (Foto: Divulgação)


Um enredo convoluto

The Witch and the Hundred Knight nos conta a história de seus dois protagonistas, a bruxa Metallia e o Cavalheiro Animado chamado de Hundred Knight, trazido de outro reino para servir a bruxa. Apesar do visual anime cartunesco e fofinho, o jogo possui uma história bastante sombria.

Depois de muitos anos vivendo sozinha em seu pântano, Metallia desenvolveu um ódio imenso por todos a sua volta. Apesar disso, a bruxa não está mais satisfeita aos confinamentos de seu pequeno pântano, e evocou o esforçado cavalheiro animado para cumprir a cansativa tarefa de expandir os seus domínios, destruindo as demais bruxas da região. Desta maneira, é o seu dever como o pequeno constructo destruir os pilares secretos da temperança, liberando as águas do pântano de Metalllia para correr sobre novos campos.

O visual in game do jogo é um pouco melhor (Foto: Divulgação)O visual in game do jogo é um pouco melhor (Foto: Divulgação)

O principal problema com a história é o seu timing, ninguém quer passar meia hora vendo dois personagens de anime conversarem sobre um enredo convoluto, sem qualquer chance de gameplay neste meio.

É como Metal Gear Solid em um jogo muito inferior em termos de trama e visual, se o famoso jogo da Konami já é capaz de irritar os jogadores com suas cutscenes intermináveis, The Witch and the Hundred Knight faz muito pior, em uma história que vai se tornando progressivamente mais complicada.

Uma jogabilidade bem diferente

As animações são completamente estáticas (Foto: Divulgação)As animações são completamente estáticas (Foto: Divulgação)

Apesar de se propor ser um RPG de ação, o jogo acaba apresentando uma jogabilidade bastante diferente da maioria dos outros títulos deste gênero. Um longo e tedioso tutorial irá tomar os seus primeiros momentos no jogo te ensinando como fazer praticamente tudo. A partir daí você tem a limitação que Metallia não pode deixar seu pântano, então você deve jogar como o Hundred Knight para aos poucos expandir os domínios da protagonista.

Pra funcionar o pequeno constructo depende de um item chamamdo Gigacals, que estão sempre sendo consumidos conforme você anda por aí, toma danos dos inimigos e explorando as diferentes masmorras.

Enquanto você tiver Gcals com você, nada é um problema para o Hundred Knight, já que ele pode até mesmo voltar a vida. Caso o recurso se esgote, você será ejetado da masmorra e será obrigado a reunir mais Gcals para continuar.

Em muitos quesitos a jogabilidade do título é bem diferenciada (Foto: Divulgação)Em muitos quesitos a jogabilidade do título é bem diferenciada (Foto: Divulgação)

A presença de um recurso precioso necessário para mover o personagem e fazer as ações mais simples acaba gerando um ponderamento estratégico do jogador, que deve sempre pesar os custos do que ele quer fazer. Dessa maneira é impossível simplesmente entrar em uma área e atacar todos os inimigos sem refletir sobre o que se está fazendo.

Existem tantos elementos estratégicos e diferentes em termos de jogabilidade que é uma pena que eles não sejam bem explicados, não é incomum que você perca horas preso em determinada parte porque o jogo não deixou claro como se executa alguma manobra do seu personagem. Somando esta confusão com os problemas da história, o jogo acaba perdendo muito do seu brilho.

Visual para otakus

As cidades do jogo possuem um visual agradável (Foto: Divulgação)As cidades do jogo possuem um visual agradável (Foto: Divulgação)

Ainda que os cenários em três dimensões de The Witch and the Hundred Knight sejam bonitos a ponto de lembrar Bastion, o design de personagens e as “animações” são terríveis. Ao menos que você seja um grande fã de Animes, o estilo é um desenho estereotipado japonês sem nenhum elemento realmente original.

Não se trata aqui de um Akira Toryama ou um jogo belíssimo como Nino Kuni, do Studio Ghibli, mas sim aqueles mangás e animes de baixa qualidade por serem absolutamente genéricos.

O fato das animações serem longas, e efetivamente não serem animadas (os personagens apenas aparecem em desenho na tela e podemos ouvir suas falas), torna o jogo ainda mais cansativo em termos das longas esperas entre as partes jogáveis. Não ajuda que a maioria dos personagens são detestáveis também.

O departamento de som não é muito melhor, as vozes são no geral irritantes e estridentes e não ajudam a dar carisma aos personagens que já poderiam ser considerados ruins. As músicas também não destacam em nenhum sentido.

Conclusão

The Witch and the Hundred Knight tem algumas ideias interessantes em termos de jogabilidade, mas tudo é feito de maneira tão confusa, da trama aos personagens que o resultado final acaba não valendo a pena. Animações longas demais, diversas mecânicas mal explicadas e protagonistas detestáveis farão com que você fique longe deste título.


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Nota TechTudo

NOTA tt
4.5
Gráficos
4
Jogabilidade
7
Diversão
3
Som
4

Prós

  • - Jogabilidade inovadora
  • - Muita diferença entre os personagens.
  • - Bom sistema de risco x recompensa.

Contras

  • - Personagens pouco carismáticos e chatos.
  • - Animações longas demais e estáticas.
  • - A jogabilidade é mal explicada no decorrer do jogo.
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  • Joanan Batista
    2017-08-02T13:31:24

    Depois de "enredo convoluto", onde o escritor poderia dizer simplesmente "enredo embolado", ou "enredo confuso", ou poderia brincar com as palavras e dizer "o enredo parece um novelo de lã", ficou nítida a soberba do texto. Tentei ir adiante mas não consegui.