Publicidade

Por Lílian Moreira; Por TechTudo


A Wizard’s Lizard é um dungeon crawler com dificuldade elevada que exige estratégia para vencer monstros e zumbis em um cenário 2D. Na história um poderoso mago consegue desenvolver o feitiço da vida eterna. A Morte se sente ofendida e decide levá-lo. Confira o review completo abaixo.

A Wizard's Lizard (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

História

Em A Wizard’s Lizard jogamos com o mascote desse mago, um pequeno lagarto que vai atravessar um cemitério, um esgoto e uma catacumba para enfrentar a Morte e salvar seu dono. A cada sala que se entra, tendo inimigos, a porta se fecha até o jogador limpar o local. Seria um jogo pequeno se não fosse tão difícil. Um game over pode acontecer facilmente e é preciso voltar do começo, porém à medida em que o jogador repete a aventura, vai aprendendo a dominar o cenário e o desafio se torna cada vez mais interessante.

Para não tornar a experiência repetitiva o mapa é gerado automaticamente a cada jogada, os elementos continuam iguais mas as salas mudam de ordem e as opções de caminho a ser percorrido aumentam. O jogo fica mais surpreendente, o primeiro chefão, por exemplo, pode aparecer poucas salas depois do início do cemitério.

A Wizard's Lizard: Muitos inimigos em cada sala (Foto: Reprodução/Lílian Moreira) — Foto: TechTudo

Jogabilidade

O sistema de vida e morte é bem curioso, o jogador começa com um lagarto que tem uma barra de energia com cem pontos. Ao levar danos essa barra vai diminuindo e se chegar a zero o lagarto morre e vira um fantasma, com cem pontos de energia também. Em cada um dos mundos, cemitério, esgoto e catacumba existe um ponto de ressureição, que pode ser usado apenas uma vez, onde o lagarto deixa de ser fantasma e retorna à vida com 50 pontos de energia. Se a barra de energia chegar a zero enquanto o lagarto é um fantasma, game over. Existem algumas comidas e poções para aumentar a energia, mas são escassas então o game over é bem comum.

O jogo possui vários tipos de monstros e é preciso adotar uma estratégia diferente para cada um, e às vezes uma estratégia mista para salas lotadas de vários tipos diferentes. Apesar da aparência medieval e das armas brancas podemos considerá-lo um shooter pois não existe ataque corpo a corpo, apenas ataques à distância em que jogamos espadas, lanças, machados etc. Um dos objetivos menores do jogo é salvar um prisioneiro que fica em algum lugar aleatório do mapa. Embora não seja necessário fazer isso, a cada vez que essa missão paralela é concluida, o ouro inicial aumenta em 500 moedas.

A Wizard's Lizard: Sistema original de vida e morte (Foto: Reprodução/Lílian Moreira) — Foto: TechTudo

Antes de entrar na dungeon é possível andar por uma pequena parte da cidade e pelo museu. No museu cada sala acumula informações do que o jogador já adquiriu ou quais monstros matou. Às vezes não é possível saber na hora o que determinado artefato faz então depois de um game over e antes de entrar na dungeon de novo é possível entrar no museu e observar os objetos já coletados. A cada game over o jogo é recomeçado sem nada do que foi coletado antes, mas existe um save único que coleciona as informações de tudo que o jogador já alcançou e as mantém no museu. Finalizando o jogo o mais natural é que todas as salas do museu fiquem completas, um prato cheio para quem tem obsessão por completude, como é o caso de muitos gamers.

Visual e efeitos sonoros

A Wizard’s Lizard tem uma arte muito bem feita, tanto em termos visuais quanto sonoros, exceto por algumas salas que ficam muito escuras e é preciso colocar o brilho da tela no máximo. O estilo bidimensional é muito bem trabalhado e cheio de detalhes. O estilo meio cartoon ameniza a temática mórbida e algumas partes são até um pouco engraçadas. Toda vez que matamos um monstro faz um barulho engraçado e aparecem uns órgãos e ossos voando e, apesar de serem partes internas de um monstro são rechonchudas e fofinhas.


Conclusão

A Wizard’s Lizard é um dungeon crawler estilo roguelike que atende bem à proposta, mas é um estilo que agrada pessoas já simpatizantes ao gênero. A dificuldade elevada pode ser um fator que afaste alguns jogadores ao mesmo tempo que atrai outros. A necessidade de muitas repetições devido a tal dificuldade é amenizada pelos cenários aleatórios que mudam a cada jogada. O jogo se torna intrigante e até viciante depois de alguns minutos e depois de se adaptar com a mecânica, além disso a necessidade de estratégias fazem do jogo uma opção bem inteligente de ação.

Qual seu jogo indie preferido do PS4? Opine no Fórum do TechTudo.

8

Gráficos
9
Jogabilidade
8
Diversão
9
Som
8

Prós

  • - Dificuldade elevada
  • - Mecânica intrigante
  • - Gerador de mapas aleatório
  • - Arte bem feita

Contras

  • - Um pouco frustrante
  • - Partes muito escuras

Mais do TechTudo